Hammerfall: Magnus comenta a expectativa da passagem pelo Brasil
Postado em 30 de maio de 2005
Entrevista por Rafael Carnovale
O Hammerfall pode ser acusado de muitas coisas: de ser uma banda clichê, de estar sempre se autocopiando, ou de ser pouco inovadora. Mas não se pode acusá-los de não serem competentes, inteligentes e coerentes em toda sua carreira. Musicalmente a banda soube evoluir gradativamente e aprender com alguns tropeços, personalizando cada vez mais seu estilo e se solidificando como um dos grandes nomes do heavy metal mundial. "Chapter V: Unbent, Unbowed, Unbroken" é a prova cabal da maturidade do grupo, que sabe como poucos mesclar em um CD um caldeirão de influências, que vão de Helloween a Accept, e acrescentar seu toque pessoal em todas as músicas. Aproveitando que a banda estará excursionando pelo Brasil, com shows em São Paulo (dia 04/06), Minas Gerais (dia 03/06) e Curitiba (dia 02/06), batemos um papo com o baixista Magnus Rosén. Magnus é um dos caras mais simpáticos do heavy metal (quem já esteve com ele pessoalmente pode ratificar o que digo), mas é um tanto quanto comedido quando se trata de entrevistas, mas conseguimos extrair algumas declarações bem interessantes, e duas conclusões: a banda não gostou nada do Twisted Sister ter cancelado as datas em conjunto e o que todos já sabem: os donos da banda são Joacim Cans e Oscar Dronjak. Confira:
WHIPLASH - Quando o Hammefall lançou "Glory to the Brave", vocês declarararam em entrevistas que seriam a melhor banda de metal alemão da Suécia. Alguns álbuns depois, como você descreveria o grupo agora?
Magnus Rosén / Estamos bem melhores agora, com toda a experiência que pudemos adquirir ao longo dos anos.
WHIPLASH - Você considera que "Chapter V" é um passo definitivo para a consolidação do estilo da banda? Como você definiria o Hammerfall musicamente neste momento?
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Magnus Rosén / É bem mais pesado e raçudo desta vez! As músicas ainda são melódicas, mas há um novo frescor, que as faz muito especiais.
WHIPLASH - "Crimson Thunder" foi muito bem sucedido, tanto na aceitação do público e imprensa como na vendagem mundo afora. Este sucesso de alguma forma pesou na hora de iniciarem os trabalhos para "Chapter V"?
Magnus Rosén / Não. Não acredito. Acho que fazemos o que queremos com a música. Tocamos ainda o mesmo estilo como fazíamos antes, mas incorporando novos sons e novos elementos. Se o pessoal curte, ficamos felizes.
WHIPLASH - Curiosamente "Secrets" nos remete aos primeiros tempos do Hammerfall, com fortes influências do metal alemão. Como lidar com tais influências em suas músicas?
Magnus Rosén / Acredito que se você gosta de um estilo, automaticamente você o personalizará, soando pessoal e ao mesmo tempo mantendo as características do mesmo. Não é algo difícil.
WHIPLASH - "Blood Bound" é o primeiro "single" e tem algumas influências de Iron Maiden mescladas a algumas passagens bem "Hard". O que você pode falar sobre esta faixa?
Magnus Rosén / Oscar (Dronjak - Guitarrista) e Joacim (Cans - Vocalista) compõem os vocais e letras. Esta é uma música heavy metal muito forte, e o refrão é poderoso. Eu gosto muito dela.
WHIPLASH - Já "Fury of the Wild" nos lembra "Two Minutes to Midnight", principalmente nos "riffs" iniciais. Foi intencional, algum tipo de homenagem?
Magnus Rosén / Não acho! Algumas vezes as músicas se parecem com outras sem razões especiais. Apenas uma coincidência.
WHIPLASH - Outra grande faixa do CD é "Born to Rule". A banda tem produzido grandes músicas com andamento mais cadenciado e pesado. É algo a se explorar mais no futuro?
Magnus Rosén / Sim! Espero muito que sim. Concordo com você.
WHIPLASH - Oscar e Joacim escrevem a maioria do material. Você nunca pensou em ter maior participação no processo de composição?
Magnus Rosén / (Enfático) Não!
WHIPLASH - Insistindo nesse tópico, como você e Anders (Johansson - Baterista) colocam suas influências nas gravações do Hammerfall?
Magnus Rosén / Não muito, devo confessar.
WHIPLASH - Vocês trabalharam com Charlie Bauerfiend neste CD e em "Crimson Thunder", após experimentarem o trabalho de Michael Wagner em "Renegade". Você acha que Charlie funciona melhor para o Hammerfall?
Magnus Rosén / Para mim o mais importante é que as pessoas gostem das músicas, e Charlie pode nos ajudar muito nisso. Ele pode fazer o que quiser que soa bom conosco, logo ele é o cara!!!
WHIPLASH - Cronos (Venom) participa de maneira interessantíssima em "Knights of 21st Century". Seu dueto com Joacim ficou excelente. Como surgiu essa oportunidade e vocês planejam usar mais convidados no futuro?
Magnus Rosén / Cronos gravou suas partes em seu país. Aí nos enviou os vocais para que colocássemos na música conforme combinado anteriormente. Não sei como ele fez isso. Podemos sim convidar mais pessoas no futuro, como já fizemos anteriormente.
WHIPLASH - Como foram os primeiros shows? Quais são os critérios para criação do "set-list"?
Magnus Rosén / Os primeiros shows são sempre especiais. Como estão sendo agora, já que estamos parados por dois anos. Logo estamos muito satisfeitos com o começo da turnê. Quanto ao "set", Oscar e Joacim conversam muito para que o mesmo fique sempre bem colocado e balanceado.
WHIPLASH - É a quarta vez que vocês vêm para a América do Sul. Ouvi boatos a respeito da gravação de um DVD aqui. Isso é verdade?
Magnus Rosén / Sim! É verdade. Espero que possamos realmente fazê-lo (risos).
WHIPLASH - Algumas datas nesta turnê seriam em conjunto com os norte americanos do Twisted Sister, mas eles cancelaram sua participação. Como você se sentiu com toda essa situação?
Magnus Rosén / Mal. Mal pelo pessoal que perdeu a chance de vê-los, mal pelos promotores que trabalharam duro para trazê-los. De toda a expectativa e trabalho feito a resposta foi um simples cancelamento. Pergunte a eles se é certo começar a tocar em um país que nunca visitaram com duas datas canceladas.
WHIPLASH - O que podemos esperar da turnê brasileira? Algo pode ser adiantado?
Magnus Rosén / Novo palco, novas roupas, novas músicas, muita energia e felicidade, eu espero (risos). E um grande momento no cenário metal. Estamos muito felizes de poder tocar para vocês novamente.
WHIPLASH - Magnus, obrigado pela entrevista e este espaço é seu para deixar uma mensagem a todos os visitantes do site WHIPLASH! e todos os amantes do bom heavy metal:
Magnus Rosén / Obrigado, desejo a todos muito alegria e se respeitem uns aos outros. ROCK HARD!!!!
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