Scars: Nem tudo foram flores na longa trajetória da banda

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Por Rafael Carnovale

O SCARS foi formado há mais de dez anos atrás, sendo um dos expoentes do thrash metal brasileiro. Sua história ainda ficou mais interessante quando a banda participou de uma reportagem da Rede Globo, passeando pelo hotel que hospedava as bandas do Hollywood Rock de 1994. Muitos confundiram a banda com os grandes nomes internacionais, e no mesmo ano a banda lançava seu primeiro CD, "Ultimate Encore". Mas nem tudo foram flores na trajetória da banda. Após diversos problemas internos, os integrantes decidiram dar uma parada em 1998, retornando em 2004 revigorados pelo "renascimento" do metal (que nunca esteve morto por sinal) e agora lançam seu novo EP, "The Neither Hell", inspirado na "Divina Comédia" de Dante Alighieri. A banda abriu os shows carioca e paulista dos norte-americanos do Anthrax, e foi no backstage do show carioca, no Claro Hall, que conversamos com todos os membros da banda, num bate-papo longo e interessantíssimo, aonde falou-se desde metal, até religião, e diversos assuntos. Confira abaixo os melhores momentos desta interessante conversa.

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Whiplash! - Para muitos o Scars é considerado uma banda nova, porém já sabemos que a mesma já tem mais de 10 anos de estrada. Como tem sido a recepção dos fãs, desde o retorno as atividades em 2004?

Alex / Na verdade a gente meio que voltou sem estar voltando. Eu mesmo pedi para a galera que usássemos algo que foi importante para nós. Realmente nós recomeçamos, com "logo" novo, mentalidade nova, e uma banda nova, sem renegar nosso passado, mas procuramos aproveitar ao máximo o que dispomos atualmente. Mas muita gente da imprensa se lembrou da gente, e isso gerou uma referência... muitos começaram a lembrar de nosso passado, e isso acabou sendo um bônus para nós. Mas procuramos começar do zero, com nosso novo trabalho, "The Neither Hell".

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André / A gente procurou vir com uma estrutura muito legal , equipe de apoio, e isso acaba mostrando que não somos uma banda nova, mas procuramos fazer com que vissem que estávamos começando uma nova estrutura, sem forçar nada, aquele casal que desmanchou a cinco anos atrás e quer reatar, um sabendo como fazer o outro gozar (risos). Não queríamos impor nosso passado... e sim mostrar nosso presente.

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Whiplash! - Em 1994, vocês lançaram "Ultimate Encore", num ano curioso. Kurt Cobain morrera, e o "grunge" estava na moda. Como vocês conseguiram se manter e sobreviver numa época que o metal vivia seus dias mais "underground", e que as bandas de Seattle estavam na moda, com a maioria dos holofotes voltados para elas?

Alex / Uma ótima pergunta. Embora eu goste de Raimundos para caramba, eu procuro dividir esse ano em pré-Raimundos e pós- Raimundos, aonde aconteceu o que chamamos da "prostituição do riff distorcido". Antigamente tudo o que vinha distorcido era metal, e bandas mais "rock" procuravam essa essência quando queriam soar pesado. Só que o "Nevermind" veio com esses "riffs" maravilhosos, que prá mim são metal, e os Raimundos, Biohazard, aí mudou tudo. Quando o "Ultimate Encore" saiu, a gente conseguiu se segurar por dois anos. Em 1996, quando voltamos para o estúdio, vimos que estávamos sendo levados pela onda, tentando nos adaptar. Não que fosse ruim, mas estávamos indo na onda de bandas como o Pantera, e essa não era a nossa. Nem pensamos em lançar. Em nosso "website" disponibilizamos algum material dessa época... mas ouvindo você vê que não é o Scars. Mas não vamos renegar nosso passado, como o Pantera fez com o seu passado "glam". Não queremos viver em função do passado, mas queremos sempre tê-lo como base para construir o presente. Uma banda que ajoelhamos foi o Slayer, nunca mudou seu som. Aí bambeamos... voltamos em 97, 98... mas não era a mesma coisa. Foi uma pergunta certeira... o grunge ajudou a nos desmantelar.

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Whiplash! - Muitos músicos declararam que o "grunge" afetou músicos de rock e metal.

Alex / A maldita "prostituição do riff distorcido" fudeu com tudo. Você tinha uma puta guitarra, mas um conjunto fraco. E isso a gente não queria.

André / Foi o momento Seattle. (risos).

Whiplash! - Não há como falar do Scars sem citar a reportagem de 1994 no Fantástico (Rede Globo), aonde vocês andaram pelo hotel que hospedou as bandas do Hollywood Rock da época, sem poder falar português, para testar os fãs brasileiros. Como surgiu essa oportunidade.

Alex / Cara... isso se deve a vocês da imprensa... vocês que lembram da gente. Isso surgiu por acaso, quando a Globo, através do Maurício Kubrusly, resolveu assinar a matéria. Teve um cara, que eu não vou lembra o nome, que nos citou. O Boni ligou para meu irmão, e ele achou que era trote... ele me disse para procurar nas páginas amarelas o telefone da Globo e falar com sua secretária. Acabei indo na onda e ele disse "Não falei que era verdade?". Aí a gente ficou circulando pelos hotéis, dando uma exagerada no visual, com faixa na cabeça, óculos. Foram nove minutos aonde nos trataram como reis. Me deram um poster do Brett Michaels (Poison), e eu fiquei dizendo "YEAH YEAH, IT’S ME!" (risos).

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Alex / Muitos amigos nossos ligaram prá gente, falando que tavam saindo de casa quando viram a chamada ("A BANDA QUE CONFIRMOU DE ÚLTIMA HORA A PARTICIPAÇÃO NO HOLLYWOOD ROCK") e nos viram. Muita gente descontrolou de rir, e isso nos deu dois anos de exposição, e uma veiculação louca pro nosso vídeo na época.

Whiplash! - Como vocês analisam o fato de alguns fãs comentarem que essa reportagem banalizou os fãs do rock e metal?

Alex / Isso é bobeira. A boa reportagem é a que gera polêmica. A Rede Globo acaba tendenciando algumas coisas, mas pelo menos mostra muita coisa que é verdade. Os fãs de verdade não tinham por que se preocupar. Uma das últimas coisas que eu noto é que muita coisa boa rolava na rádio, como "Only" do Anthrax, "Mouth for War" do Pantera, e hoje só rola coisa nova, e os fãs ficaram meio abandonados, sem ter um referencial para ouvir bandas novas. Mas os fãs sabem que o metal nunca morreu, a culpa é dos F.D.P. dos donos das casas noturnas, que nos boicotaram e a todas as bandas de metal. Manifesto, Aeroanta... todos esses caras ficaram privilegiando as bandas "pop"... e nessa acabaram as excelentes festas com 10 bandas de uma vez só, na época o Dynamo fechou... ficamos órfãos... não tinha aonde bater cabeça, os discos ficaram caros prá caralho, tivemos que comprar importado. Agora, tá todo mundo voltando na raiva, prá detonar tudo, e isso foi até refletido no show de SP ontem (25/02). Acho que hoje tá rolando um puta prestígio as bandas nacionais, e isso é foda prá caralho. O negócio é voltar o conceito "HELL", "FROM HELL" e foda-se quem não gostar (risos).

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Whiplash! - O Scars acabou com tudo isso sendo uma das primeiras bandas a se inserir na programação dominical da Globo, após o Sepultura. O que vocês acham que a banda ganhou com isso?

Alex / Negativamente, perdemos a personalidade. Começamos a tocar muito influenciados por bandas "grunge". Positivamente foram dois anos tocando em uma porrada de lugares, sem precisar procurar. Nos chamavam até de "o novo Sepultura".

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Fabrício / Toda mídia tem seu fator positivo, e precisamos dela. Graças a Internet podemos hoje saber como estamos entre os fãs. A mídia ajuda, mas a banda precisa confirmar a expectativa gerada pela mídia. Durante dois anos trabalhamos muito, com bela aceitação. Mas na hora de compor e partir prá gravar, a coisa melou.

Alex / Hoje o pessoal vê que a gente volta, mas que não ligamos para isso. Uma banda que eu odeio é o Capital Inicial. Somem da mídia, lançam um cd acústico merda, se apoiam em material velho e lançam um monte de merda nova. Não fazem nada de original e uns manés compram. Depois que estão estabelecidos e com nome lançam uns cd’s pesados, tocando uns "riffs" maneiros, mas sem coragem de ousar. A gente não. Quando voltamos tocando no Arena Metal com o Korzus, nem tocamos nada novo. Mostramos nossas músicas novas. Mas eu não sou trouxa de negar que a Globo nos ajudou sim. Mas se hoje a Globo nos procurasse (posso estar queimando a língua), talvez não aceitássemos com a mesma facilidade de 10 anos atrás. Hoje avaliaríamos bem mais a situação, pesando tudo que podemos, os prós e os contras.


Whiplash! - Voltando a 2004, vocês estão prestes a lançar o EP "The Neither Hell". O que os motivou a voltar as atividades e como vocês comparam o cenário atual ao de 1994, considerando tudo o que mudou hoje, a tecnologia, e os efeitos de palco?

Alex / Isso é bem legal. O Destruction foi uma inspiração. Em 1986 eu comprei meu primeiro LP, e minha vida mudou. Tínhamos uma banda de "covers", e estávamos sempre uns em contato com os outros. Acabamos nos encontrando num show dos caras há alguns anos, e vimos que eles estavam tocando as mesmas coisas de 20 anos atrás. Isso nos motivou muito, e acabamos decidindo voltar. Nos reunimos e começamos a tocar... só prá ver qual é... depois de quatro meses entramos em contato com a Lúmen Estúdios e acabamos fechando uma parceria e a ficha acabou caindo. Era a hora de voltar.

Fabrício / Essa é a história... mas a motivação foi mesmo nos dar uma segunda chance do que amávamos... e aqui estamos.

Alex / Estamos nessa para fazer "thrash"... a "Creatures that Come Alive in the Dark" é puro thash.

Whiplash! - Como vocês avaliam hoje o advento da Internet e tudo o que ela proporciona as bandas?

Alex / Cara... é foda. Eu avalio hoje pelas cartas que recebíamos na época que estávamos parados. Não havia movimento. Hoje existe uma união e queremos ajudar a expandir isso. Não rola rivalidade entre os músicos... todos estamos aqui para ajudar, e a Internet é um milagre dos Deuses. E posso te dizer que todo o movimento da Internet tá ainda começando com o metal. Tem muita coisa que pode ser explorada, e a união do metal só tem a ganhar com isso. Parabéns a vocês da WHIPLASH! que são parte fudamental disso. Eu poderia entrevistá-los sobre isso. Porque a Internet pode antecipar muita coisa que está para vir, e isso ajuda a unir os fãs. Somos muito gratos a todos da Internet. E também a WHIPLASH!, porque enquanto a gente tava parado, vocês eram os únicos que tinham nosso nome registrado. Isso é foda... (risos)

Whiplash! - "The Neither Hell" é inspirado na Divina Comédia de Dante Aligheri. Eu gostaria que vocês falassem um pouco mais desse conceito, e da obra em si.

Alex / Eu estou lendo todos os livros, e realmente é uma obra fantástica. Escolhemos essa obra para trabalharmos. Sentamos com o pessoal da Lumen, e começamos a trabalhar isso. Numa dessas reuniões, surgiu a idéia de trabalhar com isso, e foi a primeira vez que o Alexandre (nosso diretor de criação) se mexeu. Segundo o conceito, Dante entra no inferno com um vigilante, e ele daí pode descrever o que ele vê. Existe o poço dos gananciosos, aonmde as pessoas nadam em piche, e Dante vai escrevendo tudo sobre isso, relacionando aos bispos, padres, políticos. Isso criou uma expectativa foda, que eu e Alexandre começamos a absorver. A parte dois da obra disponibilizava os mapas do inferno, com todas as imagens. E nós fomos nos assustando com tanto material. E em duas semanas o Alexandre voltou com um conceito, e um mascote, o Tretiac, que escondemos em nosso site. E nessa quatro letras do EP são sobre o Inferno de Dante, e as outras duas sobre o nazismo, crime dos papas. E a gente menciona os semoníacos, aqueles de cargos eclesiásticos muito poderosos que se aproveitavam de seu conhecimento para vender lugares no céu, invertendo todos os valores da sociedade. A página inicial é uma expressão disso. Em uma de nossas letras falamos "Semoníacos vão queimar no inferno" e todas as letras são feitas por mim por André e pelo Régis, com esse conceito.

Whiplash! - Indo a fundo no conceito e fugindo inclusive da música, vemos que a sociedade vem evoluindo com o tempo, mas alguns pensamentos retrógrados vêm se mantendo com o tempo, principalmente no que tange a moral e aos costumes, e isso é explorado por várias religiões, com certo exagero. E eu gostaria que vocês falassem sobre isso:

Alex / O INFERNO É AQUI! Estamos no ápice da divisão de valores. Peguemos os pecados capitais. A sociedade pratica todos eles: vaidade, glutonia, ganância, luxúria, inveja, ódio e a ira. Não sobra nada. FUDEU! (risos). Perante Deus, frisando que não somos satânicos. Eu não gosto da igreja, porque considero-a propagandista em excesso. Por isso estamos prestes a sofrer uma triagem, e o inferno é aqui mesmo... é o que vivemos.

Fabrício / Muitos dizem que acreditam em Deus, e nos censuram. Mas na verdade estamos falando do inferno para mostrar ao pessoal o que precisamos aprender, crescer. Nos consideram satânicos... mas não adoramos o demônio. Estamos apenas falando de uma representação do mesmo.

André / O final da "Creaures" mostra nossa mensagem. "Santo Deus, ilumine meu caminho para que eu saia do inferno!"

Whiplash! - Ouvindo as faixas que vocês disponibilizaram, noto a influência de Slayer para vocês. "Creatures that Come Alive in the Dark" é um exemplo. Quais bandas serviram de influência para vocês?

Eduardo / Po... tem muitas, Destruction, Slayer, Nuclear Assault. O lance da pegada musical dessas bandas nos contagiou. Alguma coisa das bandas novas tipo Dimmu Borgir e Cradle of Filfth nos inspira também, gostamos de toda a parte "old school", como Forbidden, Machine Head.

Whiplash! - Algo de Metallica?

Alex / Cara... o James é um ícone prá mim. Ele aperfeiçoou as palhetadas thrash de maneira soberba. E ainda teve a bagagem toda que o Iron Maiden trouxe, com o Dave Murray e o Adrian Smith. Cara... eu comecei a tocar violão e larguei prá tocar guitarra e tirar "Transylvinia". Tamos ouvindo muita coisa do trhash

Eduardo / Eu cresci ouvindo caras fodas do heavy, como Malmsteen, Alex Skolnick, e isso me influenciou muito. Eu e o André (baixo) sentimos muito essa influência.

Whiplash! - Já "Hidden Roots of Evil" tem uma levada mais moderna. Como vocês trabalharam essas referências em estúdio sem perder a personalidade da banda?

André / Somos thrash metal. Podemos ter alguns elementos mais death ou black em algumas músicas, mas as guitarras são puramente thrash, e isso vai ser constante em nossas músicas.

Whiplash! - Régis, ouvindo seus vocais, lembrei-me de Tom Araya (Slayer) e John Connely (Nuclear Assault). Como você desenvolve seus vocais e como você trata sua voz?

Régis / Pô... valeu... o Tom é influência mesmo e isso me deixa super contente. A minha voz é muito natural. Comecei com o baixo, mas acabei virando vocalista. O treino mesmo são os shows e ensaios. Claro que procuro preservar a voz, e fui abençoado com a chance de brincar com ela, variando bastante meus vocais, com isso procuro ser diferente e criar uma personalidade para a banda, mas é algo que tento fazer naturalmente, sem soar forçado ou plagiando algum vocalista.

André / O legal é que a voz do Régis é bem próxima tanto no show como quando ele fala normalmente. Isso facilita muito para ele. E prá gente também (risos).

Whiplash! - Eu escolhi duas músicas da banda, para que vocês comparassem. Eu gostaria que vocês falassem sobre ambas, porque as duas para mim passam uma mensagem bem similar. São "Hidden Roots of Evil" e "Drugs Kill". Façam essa comparação:

Régis / Eu discordo um pouco, no que diz respeito a essência. "Hidden" fala sobre as raízes ocultas do mal, relacionada com os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, e "Drugs Kill" é algo mais direcionado ao mal que as drogas podem fazer com uma pessoa mal orientada. De certa maneira até posso concordar, porque a droga em si e a droga da guerra podem fazer muito mal a todos, e é possível estabelecer essa comparação. É a droga da guerra contra a droga da vida, e isso destrói o ser humano.

Whiplash! - Já "Creatures That Come Alive in the Dark" me mostra o tormento de uma alma em desespero...

Alex / PUTA QUE O PARIU!!! MATOU A PAU!!!! É ISSO MESMO!!!! (risos)

Whiplash! - Quem são as almas perdidas?

Alex / No começo dela falamos um pouco sobre isso, "o céu está aberto"... as pessoas que se perdem devido as más orientações. Esses títulos vêm da idéia do Régis, e eu me lembro muito da série "Inferno" do X-Men, porque as más influências saem de um buraco negro no céu.

André / Podemos até dizer que somos essas criaturas, que meditamos sobre as merdas que fizemos quando vamos dormir, no escuro.

Régis / Dá prá tirar muitas interpretações, devido as cagadas diárias (risos). Se você é uma pessoa boa, seus erros irão te atormentar a noite... e isso é bom, porque você pode refletir e repensar sua vida.

Whiplash! - E o que vocês acham daqueles que os consideram "black metal" apenas pela imagem, pela capa do EP, ou pelas letras?

Fabrício / Preconceito... puro preconceito. Quem não se aprofundar em nos entender ou ouvir nossas músicas pode pensar isso. Mas não seguimos isso.

André / A temática é fácil de ser compreendida, mas quem ouvir nossas músicas, ler essa entrevista, e ir aos shows poderá notar que é bem diferente.

Alex / Quem não faz seu dever de casa pode pensar isso sim.

Whiplash! - Vocês tocaram com o Korzus em Osasco e tocaram ontem com o Anthrax. Como foram esses shows e o que podemos esperar para o show de hoje?

Régis / O Arena Metal (Osasco, SP) foi foda... foi nosso retorno aos palcos. Ouvíamos gritos, alegria, e sentimos que o pessoal tava nos curtindo. O show principal era o do Korzus, mas a galera curtiu nos ver, e sentimos que nosso trabalho deu resultado. Todo esse trabalho de mídia foi bem feito. Ontem em SP foi maravilhoso. Primeiro porque estávamos tocando para o Anthrax em nossa casa, abrindo para uma banda que adoramos e crescemos ouvindo. Hoje talvez seja uma incógnita, porque estamos fazendo nosso primeiro show fora de casa, mas estamos prontos, com um palco especial.

Fabrício / Incógnita quanto a reação. O show será o mesmo. E o frio na barriga também.

Alex / E se não tiver esse friozinho é melhor nem tocar. (risos).

Whiplash! - Galera, muito obrigado pelo bate-papo, pela entrevista, e eu queria que vocês deixassem sua mensagem final para os fãs que acessam a WHIPLASH! e para todos que viram e virão o Scars ao vivo.

Alex / Apoiem o metal nacional. Podemos ter anos e anos de diversão porque o que temos aqui é foda e muitas vezes superior ao metal internacional.

Régis / Venham conhecer o inferno que é o nosso show (risos). Queremos poder mostrar nosso show ao máximo de pessoas, e venham nos ver.

Fabrício / E não esqueçam que "O INFERNO É AQUI!!!" (risos).

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