Diabolical: Banda sueca de thrash/death pouco conhecida no Brasil

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Por Paulo Finatto Jr.

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Se o Diabolical, banda sueca de thrash/death pouco é conhecida aqui no Brasil, esta injustiça está preste a ser desfeita. Agora, a banda possui no mercado brasileiro os seus dois CD’s lançados em uma tacada só, em versão nacional, pela novata gravadora Zenor Recordz Brasil. Conversamos nesta entrevista exclusiva com o guitarrista Vidar Widgren que nos contou mais sobre a trajetória do Diabolical até os dias de hoje, planos para o futuro e mais sobre este ‘debut’ em meio ao mercado brasileiro. Para quem não sabe, a banda sofreu algumas mudanças desde o lançamento do mais recente disco "A Thousand Deaths", e a foto que vemos nesta matéria é referente à formação atual do grupo.

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Whiplash! – Para começar com a entrevista, peço que você conte um pouco para nós sobre a história do Diabolical. Eu acho que existem muitas pessoas aqui no Brasil que não conhecem ainda muito sobre a carreira do grupo.

Vidar Widgren / Saudações Paulo! Ok, eu tentarei contar uma breve passagem sobre nós desde o início da banda, a cerca de sete anos atrás. O Diabolical foi formado com um outro nome em 1996. Em 1997 nós fizemos o nosso primeiro registro de estúdio, e em 1998 nós gravamos mais um material adicional, tudo isso acabou virando a nossa primeira demo chamada "Northern Triumphators". Em 1999 H. Carlsson e M. Odling entraram na banda, junto comigo, na formação que está junta até hoje. Em janeiro de 2000 nós finalizamos o nosso primeiro mini CD chamado "Deserts of Desolation", que acabou saindo pela Cadla Communications (www.cadla.net). Ainda neste mesmo ano nós começamos a trabalhar com a Scarlet Records, nesta parceria nós lançamos o que é o nosso ‘debut’ CD, "Synergy", que acabou saindo em abril de 2001. Em junho de 2001 nós fizemos o nosso primeiro show, junto com J. Berndt (do Mork Gryning) no baixo. No segundo semestre nós retornamos ao estúdio, para o lançamento de "A Thousand Deaths", o nosso segundo disco. Voltando a falar em shows, fizemos nossa primeira turnê em novembro de 2001, compreendendo sete shows tanto no nosso país (Suécia) como na Dinamarca. Outra turnê foi feita na Suécia em 2002, antes de sair o "A Thousand Deaths" em março de 2002. Este disco é o que melhor críticas obteve, e foi responsável por mais shows nossos ao lado de grandes bandas como Vomitory, Amon Amarth, Callenish Circle e Sins of Omission, compreendendo 23 datas pela Europa. Depois desta turnê, R. Perssson (baixo) e H. Ohlsson (bateria, Theory in Practice) entraram na banda, participando de alguns shows, entre eles no festival Open Hell Festival, que aconteceu na República Tcheca. Mas infelizmente em agosto de 2003, Ohlsson deixou o Diabolical, Carl Stjanlof assumiu o posto. Atualmente (outubro de 2003) nós estamos trabalhando no nosso terceiro disco de estúdio.

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Whiplash! – "Deserts of Desolation" foi o primeiro CD lançado pelo Diabolical. Quais resultados ele obteve tanto na Suécia como no resto do mundo?

Vidar Widgren / As respostas do "Deserts of Desolation" foram bem variadas, mas muitas delas positivas. Algumas pessoas pensavam e ainda pensam que o material não é lá grande coisas, mas algumas pessoas acham que este foi o nosso melhor momento em estúdio até então. Eu acredito que "Desert of Desolation" teve um bom retorno para um mini CD de uma banda naquela época estreante, 3 mil e 500 cópias vendidas foi algo bem interessante para nós.

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Whiplash! – No ano de 2000, o segundo CD da banda, "Synergy" foi lançado. As músicas que eu considero melhores são "Caged Wrath", "Drowned in Blood" e "Guidance of Sin". Quais músicas deste álbum melhor resposta obtiveram por parte do público durante os shows da banda?

Vidar Widgren / Na realidade, "Synergy" foi gravado em junho de 2000, mas foi lançado dez meses depois, em abril de 2001. Eu gosto muito das músicas que você mencionou, mas minhas favoritas são "Suicidal Glory", "Ashes II", "Drowned in Blood", "Guidance of Sin" e também cito "Haven". As favoritas do público variavam de show para show, e com certeza ainda continuaremos com um set bem completo, contando ainda com músicas desta época.

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Whiplash! – O segundo álbum do Diabolical foi "A Thousand Deaths". Eu gosto de músicas como "Children of the Mushroom Cloud", "Dead Angel’s Choir" e "Profane Murder". Quais músicas vocês da banda preferem?

Vidar Widgren / As músicas que normalmente nós tocamos ao vivo são "Children of the Mushroom Cloud", "Dead Angel’s Choir", "Until the Days Arrives" e "Under my Skin". Eu realmente não possuo música favorita neste álbum, mas eu aprecio muito a versão ao vivo que nós fazemos para "Under my Skin". De qualquer forma, "Children of the Mushroom Cloud" é a que mais impacto tem nos nossos shows.

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Whiplash! – No Brasil, os álbuns "Synergy" e "A Thousand Deaths" foram lançados em uma versão "dois em um". Como vocês ficaram sabendo sobre o trabalho da gravadora Zenor Recordz Brasil?

Vidar Widgren / Na realidade, eu não sei ainda muita coisa sobre este lançamento no Brasil, eu apenas vi alguma coisa sobre cópias promocionais que já estão sendo circuladas no seu país. Isto é para mim uma grande surpresa. Eu aprecio muito o que a Zenor Recordz está fazendo, colocando os nossos discos no Brasil, considerando que nunca distribuímos nada por aí antes. Eu estou vendo o retorno destes lançamentos, e para nós é sensacional vermos os brasileiros curtindo o death metal do Diabolical!

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Whiplash! – Falando neste "dois em um", ele teve aqui no Brasil uma capa exclusiva. O desenho utilizado na capa desta versão foi feita especialmente para o lançamento, ou é a capa de algum lançamento antigo do Diabolical?

Vidar Widgren / Esta capa exclusiva não foi feita especialmente para o lançamento brasileiro. Esta capa foi feita baseada nas duas capas de "Synergy" e de "A Thousand Deaths", feita pelo próprio dono da Zenor Recordz, no computador dele. Nós da banda nem participamos do desenvolvimento da capa, que para mim ficou interessante. Eu acho que é bem interessante para a banda ter este tipo de lançamento exclusivo, já imaginou se daqui alguns anos este disco não se transforme em alguma raridade? Eu não sei se o artista que fez as duas capas (Joe Petagno) gostou muito da idéia... Ainda mais porque ele odeia idéias de terceiros sobre o seu trabalho, o que eu posso compreender. Eu até mandei para ele uma capa desta versão brasileira, mas ele não me mandou nenhum comentário sobre o trabalho.

Whiplash! – Agora, quais são os planos da banda? Vocês já estão começando a preparar o que deverá ser o terceiro CD ou irão realizar mais uma tour pela Europa?

Vidar Widgren / Nós já fizemos quase cinqüenta shows pela Europa desde que saiu o "A Thousand Deaths" (isto desde abril de 2002). Já tocamos em países como Espanha, França, Itália, República Tcheca, Alemanha, Dinamarca, Holanda, Bélgica e Áustria, portanto, estamos hoje focalizados em nosso próximo álbum. Iremos começar a gravá-lo no começo de 2004, no Necromorbus Studio, para termos um trabalho melhor do que estes dois discos gravados no Studio Underground. Estamos trabalhando com T. Stjerna (baterista do In Aeternum e Funeral Mist), com 24 canais digitais em estúdio, há mais ou menos um ano em composições novas. O lançamento deverá ser feito entre setembro e outubro de 2004, com provável lançamento mundial.

Whiplash! – O que você sabe sobre a cena brasileira de heavy metal? Você pretende tocar um dia aqui com o Diabolical?

Vidar Widgren / Atualmente não estou muito envolvido com o underground como nos anos 90, quando eu era um verdadeiro "tape trader", ouvia muitas demos e CD’s do underground sueco e de muitas outras bandas. Do metal brasileiro eu conheço as velhas bandas como Sepultura, Sarcófago, Witchhammer, Vulcano, entre outras. Das novas bandas que surgiram por aí, eu curto bastante Krisiun, Nephasth e Rebaelliun. Além de a Suécia ter uma forte cena de metal extremo (death metal principalmente) a Polônia e o Brasil vêm se mostrando fortes no assunto também. Como qualquer banda, nós queremos ir tocar no Brasil sim, o mais rápido possível! Nós já estamos planejando algo do tipo, mas é cedo para darmos qualquer tipo de informação sobre esta ida nossa para a América do Sul. O maior problema para a nossa ida é o alto custo das passagens áreas, seria mais interessante termos muitos shows marcados pela América para tentar este tipo de excursão.

Whiplash! – É possível que o próximo álbum do Diabolical saia aqui no Brasil pela Zenor Recordz de novo?

Vidar Widgren / As coisas que tratamos com a Zenor Recordz sempre acontecem da melhor forma possível, e como o trabalho está se desenvolvendo muito bem, é bem provável que o CD saia sim aí no Brasil ano que vem pela Zenor. Se este lançamento ocorrer mesmo, só espero que não atrase tanto e que saia em uma data mais próxima possível em relação ao seu lançamento aqui na Europa.

Whiplash! – Algo complicado é definir o estilo do Diabolical. A banda tem influências de thrash, death e black metal. Como vocês da banda classificariam o próprio som?

Vidar Widgren / De apenas death metal.

Whiplash! – Para finalizar a entrevista, peço que deixem uma mensagem aos leitores do Whiplash e fãs da banda que acompanharam esta matéria.

Vidar Widgren / Em primeiro lugar, quero agradecer a você Paulo pelo interesse em divulgar o Diabolical aí pelo Brasil! Este agradecimento nós não podemos esquecer de forma alguma! Em segundo lugar, eu espero sinceramente ver todos vocês do Brasil no futuro. Quanto a quem se interessou pelo Diabolical, peço que visitem nosso site oficial (http://come.to/diabolical) e o site do meu estúdio próprio (http://come.to/necromorbus) e fiquem atentos às nossas novidades. Continuem seguindo o verdadeiro metal da morte!

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