Tubaína: Entrevista exclusiva com o vocalista Paulo Mancha

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Whiplash - O que mais mudou do comecinho do Tubaína até agora, depois de terem CDs gravados e terem tocando em shows com grande público?

Paulo Mancha / No começo, era tudo uma brincadeira, feita pra divertir os amigos, sem grandes preocupações. Os shows eram bem precários - chegamos a tocar improvisadamente em churrascos em quintal de casas de amigos! Hoje, no entanto, nosso público cresceu. Além dos amigos, há muitas pessoas que não conhecemos, que não estão lá por amizade, mas sim porque ouviram falar da banda e esperam ver um bom show, em moldes profissionais. Por isso, atualmente, a gente tem uma preocupação grande com a qualidade de som, com a produção e com a parte performática. Por mais que sejamos ainda "amadores", queremos que a pessoa tenha uma boa noite de entretenimento, que ela saia tão satisfeita quanto se tivesse ido ao cinema ou ao teatro. Por exemplo, em quase todos os shows distribuímos ao público um hinário com as letras, créditos do show e outras informações sobre a banda - uma idéia que tiramos das peças de teatro. Isso dá um diferencial no show. Enfim, o que mudou é que hoje levamos o humor muito a sério...

Whiplash - E como foi o show comemorativo do aniversário? Alguma emoção em especial ou "apenas" mais uma apresentação?

Paulo Mancha / Bom, falo apenas por mim, pois sou o único que está na banda desde o comecinho. A emoção foi bem diferente do que eu esperava. Houve momentos de celebrar o passado, principalmente quando rolou uma jam com os ex-membros Japa e Cebola, que foram muito importantes na história do Tubaína. Mas não rolou nostalgia ou saudosismo. Pelo contrário, esse show deixou em nós uma grande expectativa pelo futuro, pois a casa estava lotada e pudemos testar algumas músicas novas. Na verdade, a banda está hoje na sua melhor fase. Nunca tivemos um grupo de músicos tão bons, entrosados e animados como hoje. Temos tantos planos e tantas coisas estão acontecendo que a sensação é de sermos iniciantes, e não uma banda com uma década de existência. Eu mesmo custo a acreditar que a banda tem 10 anos. Me sinto como um moleque que acabou de ganhar a guitarra (aliás, eu toco assim também, ha ha ha...).

Whiplash - Depois de tantas andanças mundo afora, você acha que esta formação atual do Tubaína é a que deverá durar?

Paulo Mancha / Já está durando. Esta formação acaba de completar 50 shows. Antes, a formação que durou mais tempo não foi além de 20 shows. Eu estou bastante animado com a formação atual, principalmente porque cada um da banda ainda tem um potencial muito grande a ser explorado. Os arranjos de teclado do Jason são excelentes e ele é um ótimo cantor também, coisa vai começar a aparecer mais daqui pra frente. O sax do Asnésio vai se destacar nas músicas novas, que estão sendo feitas já com espaço para isso - ao contrário das antigas, composatas numa época em que eu nem sonhava em ter um saxofonista na banda. O Groselha, baixista, é o melhor da banda em termos de técnica musical. Ele já está contribuindo muito para melhorar os arranjos. Já o Felício, baterista, é um humorista nato, e eu vou obrigá-lo a exercitar mais essa "verve", pois quero tirar um pouco o foco de cima de mim, que sou o vocalista e, portanto, aquele que mais se comunica com o público.

Whiplash - Fale um pouco dos planos da banda. CDs no forno, shows a caminho, fãs enlouquecidas arrancando suas roupas? O que o Tubaína anda armando por aí?

Paulo Mancha / Bom, os planos são de dar um golpe qualquer, ganhar um milhão de dólares e fugir para as Bahamas... Ops! Contei! Agora sério: nós já temos repertório para o quarto CD, só com músicas inéditas. Talvez ele saia por um selo independente, ainda no primeiro semestre de 2003. Recentemente, nós estreitamos muito os laços com o pessoal da banda Velhas Virgens, e a idéia é seguir o caminho deles. Não em termos musicais, mas sim em termos "empresariais". O Velhas Virgens, assim como nós, se cansou de ir atrás de gravadoras. Apostaram seriamente na independência e estão mostrando que é possível se manter e até ganhar algum dinheiro sem ter de ceder às pressões das grandes gravadoras. Eles fazem mais de 10 shows por mês (todos com cachê) e vendem milhares de CDs pela internet, em bancas de jornais e shows. Enfim, são um raro exemplo de banda que decidiu buscar os sucesso "na marra", mesmo sem apoio de rádios nem televisão. Só com o próprio trabalho. É por aí que o Tubaína vai. É claro que, se aparecer uma gravadora oferecendo um contrato, nós vamos considerar. Mas eu, particularmente, já cansei de ver bandas de amigos meus que assinaram com grandes gravadoras, tiveram um ano de sucesso e depois foram colocadas na geladeira pela gravadora. Infelizmente, isso acontece com a maioria. Raimundos, e Charlie Brown são exceções. A regra é Skamoomdongos, Virgulóides, Skuba, Lagoa etc... bandas ótimas, mas que foram iludidas pelas gravadoras e sumiram precocemente.

Whiplash - E o sentimento em relação a Birigüi, mais forte do que nunca?

Paulo Mancha / Claro! Birigui é a capital do Universo! O único lugar do mundo onde as vacas são atropeladas por aviões! (Para quem não sabe, em agosto, um Fokker 100 da Tam fez um pouso forçado numa fazenda da cidade e o saldo de vítimas foi de um morto: a vaca risoleta, atingida cruelmente pela asa do avião... chuif...)

Whiplash - Num set list de um show de vocês, quais bandas e artistas teriam espaço para um cover?

Paulo Mancha / Bom, a gente não faz cover (até por incompetência!). Fazemos versões. Já temos no set list músicas do Premê e do Velhas Virgens. Também rolariam Língua de Trapo, Joelho de Porco, Ultraje a Rigor... Além disso, nós fazemos paródias. Transformamos "Born to be Wild", do Steppenwolf, em "Motoboy to be wild". Já a canção "La Bamba" virou "Lasanha" (uma idéia originalmente do americano Weird Al Yankovic, de quem eu sou muito fã). E tem outras ainda mais infames...

Whiplash - Alguma mensagem, notícia, jabá, ofensas ou afins que vocês querem aproveitar este espaço e mandar para alguém?

Paulo Mancha / Comprem nosso CD ao vivo! Acabou de sair, tá lindo, e a minha dívida tá enorme! Mais detalhes no site www.tubaina.com.br.




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