Deadly Fate - Entrevista exclusiva com a banda.

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Natural do Rio Grande do Norte e formada por Oruam (vocalista e guitarrista), Onofre Neto (guitarra), Marcos Flávio (baixo) e Wilbert (bateria), o Deadly Fate se destaca pelo excelente álbum, Shine Again. É necessário ter muito censo, bom gosto e musicalidade ao se arriscar dentro de um estúdio, mas a banda mostrou-se competente ao ponto de não somente arriscar, e sim de arriscar e vencer. Shine Again impressiona por haver incorporado, interessantemente, o estilo do heavy metal europeu- agradará em cheio os fãs desta linha musical. Vale dizer que o fato de as músicas serem de excelente qualidade, está diretamente relacionado com a longa experiência de Oruam e Onofre Neto - sendo completada por todos os músicos-, dentro do heavy. Ao conversar com a banda, pudemos conhecer toda a história que envolveu seu início, bem como o passado e as tamanhas dificuldades enfrentadas. Com os caros leitores: Deadly Fate.

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Por André Toral.

Whiplash! / Para Oruam e/ou Onofre- Vocês vêm caminhando a muito tempo dentro do heavy metal e muitas coisas mudaram no cenário, desde então. Desta forma, como a banda chegou ao álbum Shine Again e de que maneira o mesmo se encaixa na longa experiência adquirida através de suas atuações?

Onofre Neto / Primeiro quero agradecer por esses elogios aí, André; nos deixaram bastante emocionados. Rapaz, para chegar ao Shine Again foi um processo bastante bonito de conscientização, compromisso e mudanças individuais, incluindo as nossas famílias que se comoveram com a nossa batalha. Tivemos que dar o salto da fé, acreditar no que fazíamos e seguir em frente arriscando até outras chances na vida. Por exemplo, em 1997 os pais do Oruam foram transferidos e ele só ficou aqui por causa da banda, mesmo na época em que estávamos sem baixista.

Oruam / Hoje em dia estamos muito satisfeitos com o retorno de Shine Again, provando que tudo feito com atitude, seriedade, compromisso e principalmente amor dá resultado.

Whiplash! / Shine Again traz um heavy metal composto por vários momentos e inspirações, possuindo violões, elementos clássicos, violinos, vocais épicos etc. Tudo isto foi fruto de muito planejamento ou algo espontâneo?

Neto / São as duas coisas, pois a alma e esqueleto da música surgem de forma bastante espontânea. Depois trabalhamos a estrutura, floreamos e mesmo assim houveram coisas que não foram acrescentadas, adicionadas ou mudadas, no ambiente de gravação. É muito prazeroso .

Whiplash! / É interessante perceber como, mesmo com a inclusão de várias influências clássicas, nada soa enjoativo. Ao incorporar elementos do tipo, percebe-se que o Deadly Fate trabalha "na dose certa". Isso tem a ver?

Oruam / Nós fazemos um som que envolve muito sentimento, pois queremos agradar quem está ouvindo e não nos preocupamos com o modismo; talvez o ouvinte perceba a nossa sinceridade. Se isso é trabalhar na dose certa, com certeza estamos indo no caminho certo. É muito bom saber que agradamos de forma natural.

Whiplash! / Strings Poem possui violões e violinos. Como surgiu esta idéia de trabalhar com esta composição?

Oruam / Eu tinha composto a música somente no violão para desenvolver minha técnica de violão clássico, porém, na época da gravação de Shine Again, Neto sugeriu inserir a música no CD; a partir daí compus também a linha do violino, passei para a partitura e convidamos o maestro da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte, Osvaldo D'Amore para executar.

Whiplash! / Além de tudo, Shine Again é o tipo de álbum que envolve o fã de heavy metal, pois possui um conjunto de emoções variadas. Pode-se dizer, então, que se trata de um trabalho completo?

Neto / Não. Nós não tivemos muito o que explorar, porque gravamos tudo em nosso estúdio caseiro; na época não tínhamos muitos recursos. Acredito que, se estivéssemos em um estúdio profissional, transmitiríamos melhor nossos sentimentos.

Whiplash! / Músicas como The Time Took it Away e I'm a Light representam uma fase mais calma e por vezes melancólicas; Excalibur e Rich in Spirit são representantes de um heavy mais vigoroso, mas sem deixar de soar melódico. Esta variedade sempre será marca registrada da banda?

Neto / Com certeza nós lidamos com o sentimento e sempre será a marca registrada da banda.

Whiplash! / Em se falando de produção, podemos ouvir algo muito bem feito e que nos permite entender, perfeitamente, o significado do Deadly Fate. Como foram os trabalhos nesta área?

Oruam / Na verdade, Shine Again foi uma demo que virou CD, pois apenas pegamos a gravação, acrescentamos mais alguns elementos, aprimoramos algumas letras e arranjos, retiramos um cover do Blind Guardian (A Past and Future Secret) e a partir daí inserimos no álbum.

Whiplash! / Para Oruam - Você, como vocalista, passa, em Shine Again, dentro de quatro estilos de voz: rouco (Excalibur), melódico (The Time Took it Away), limpo e alto (Heavy Metal Moonlight) e agressivo/rasgado (Rich in Spirit). Como estas idéias foram desenvolvidas, tanto para o estúdio quanto para situações de shows?

Oruam / Tento transmitir na voz o que a letra diz, explorando a interpretação, pois o sentimento que envolve a música é bastante importante, tanto para o intérprete como para o ouvinte. Ao vivo tento mostrar o que se ouve no CD, e fica até mais gostoso para mim, pois consigo interagir o sentimento com o público, que me inspira muito.

Whiplash! / Falando em shows, de que maneira o Deadly Fate tem se saído? Como ficam as músicas com mais influências clássicas?

Neto / A recepção sempre foi surpreendente, mesmo nas situações mais adversas. Nosso público já enfrentou chuva, microfonia, aperto e horas de atraso sem nunca deixar de nos incentivar. Agora, lógico que colocar violinos ou orquestras em uma banda de heavy metal, para apresentações ao vivo, já é difícil, imaginem se esta banda fica no nordeste do Brasil; não se torna impossível porque a fé remove montanhas. Pensamos muito em prestigiar o nosso público guerreiro com surpresas e inovações. Quando as coisas melhorarem, poderemos representar mais fielmente as músicas do CD, ao vivo. Procuramos compensar isto tudo com outros atrativos que o velho dueto de guitarras e cozinha ( baixo e bateria ) podem e sabem fazer.

Whiplash! / Quais são as músicas que mais enlouquecem os fãs?

Oruam / Excalibur, Heavy Metal Moonlight, The Time Took It Away, Shine Again e Power Of God.

Whiplash! / Quanto à receptividade vinda do Brasil, o que a banda pode dizer?

Oruam / Está melhor do que esperávamos, pois fizemos o Shine Again apenas para abrir as portas para o novo trabalho, que já está sendo gravado e com certeza será bem mais trabalhado. Temos que agradecer a Deus por isso.

Whiplash! / Se considerarmos que o Deadly Fate, musicalmente, segue uma linha européia de fazer heavy metal, logo chegaremos à conclusão de que a Europa é uma opção para distribuição, contatos, etc. Alguma coisa têm sido planejada neste sentido?

Oruam / Temos uma distribuidora exclusiva, ou seja, a PRW

( www.progressive.com.br), que também cuidará do mercado externo.

Whiplash! / A banda abriu os shows de Paul Di' anno e Blind Guardian no Nordeste. Gostaríamos de saber como foi a sensação e se houveram opiniões destes músicos quanto ao som do Deadly Fate.

Oruam / A sensação do público foi impressionante, principalmente no show do Paul Di'Anno. Tivemos um contato rápido com o baterista do Blind Guardian, demos alguns CD's de demonstração para ele, pois tínhamos gravado um cover da banda. Com o Paul Di'Anno não tivemos contato.

Whiplash! / Deixem um recado para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer o Deadly Fate e, após lerem esta entrevista, podem interessar-se.

Neto / Você que gosta da energia do metal épico, melódico, tradicional e progressivo, com letras que abordam também o ser humano e suas relações, veja o que o Nordeste está produzindo. Assim como o Deadly Fate, existem outras bandas guerreiras do metal como: Terrozone, Expose Your Hate, Twiligth Fire, Lord Blasphemate e Shedim, todas de Natal (RN). Temos também, lá do Ceará, o Lost Valley, Dark Side, Insanity, Northeast, Dose Lethal, Tiglath ,Kruz Kredo, Kamerata entre outras como Drearylands de Salvador e Dyluvian de Recife.

Whiplash! / O espaço é de vocês. Deixem um recado.

Oruam / Atitudes como esta de fazer um site seríssimo como o WHIPLASH! nos dão a certeza que o METAL no Brasil está cada vez mais forte, pois existe muita gente competente que ama de verdade este estilo de música. Desejamos que continuem lutando. Saibam que é um orgulho para nós sermos entrevistados por vocês.

Para contactar a banda: deadlyfate@deadlyfate.com.br

Para acessar o site da banda: http://www.deadlyfate.com.br/




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