Sepultura: Max Cavalera fala sobre o primeiro show da banda
Por Lucas Pires
Fonte: My Bloody Roots
Postado em 07 de outubro de 2017
Não é nenhum mistério que o primeiro show de toda banda costuma ser desastroso, com o SEPULTURA não foi diferente, na verdade, talvez tenha sido mais inusitado que o comum pois tocaram sem um de seus integrantes e com a guitarra completamente desafinada. Segue trecho do livro My Blood Roots...
"Me lembro do primeiro show do SEPULTURA, num lugar chamado Barroliche, em 1984. Tinha umas cem pessoas lá dentro e um monte de gente com camisas do MOTÖRHEAD, IRON MAIDEN, DEEP PURPLE e JIMI HENDRIX. Pensei: 'Tudo bem, esses caras provavelmente vão gostar do nosso som. Estamos seguros aqui.' O cara que tomava conta do lugar veio até mim antes do show e perguntou 'Estão prontos para tocar?' Respondi: 'Sim!' Ele continuou: 'Já afinaram tudo?' Olhei pra ele e disse: 'Er... como assim?' E ele: 'A guitarra. Afinou sua guitarra?' E respondi: 'Uh... sei lá!' Não tinha a menor ideia do que ele estava falando. Ele disse: 'Posso dar uma olhada na guitarra?' E todas as cordas estavam completamente desafinadas." conta Max, que nunca havia feito aulas de guitarra, aprendeu a tocar algumas músicas com um amigo e assim foi evoluindo pouco a pouco.
"Rob (baixista da banda) não apareceu naquele show, porque estava marcado para as dez da noite e o seu pai não o deixou sair. Tinha que estar em casa às oito, então ele não foi e tocamos como um trio: eu na guitarra, Iggor na bateria e Wagner nos vocais. Os únicos que gostaram foram os caras com a camisa do MOTÖRHEAD, é claro. Diziam: 'Vocês botaram pra foder, cara. Não ouvi a sua guitarra, mas a banda arrebentou.' O resto do público vaiava e gritava: 'Vocês são uns bostas! Que som de merda!'
Tocávamos as nossas próprias canções, com Wagner cantando em português. Era um som bem cru e tosco. Éramos como uma versão mais barata do VENOM: não tocávamos lá muito bem, e os meus riffs não eram muito bons. Era um heavy metal de principiantes, mas, para mim, a sensação de estar tocando num palco era algo insano: sentia-me possuído. Logo que pluguei a minha guitarra e as luzes se acenderam, senti: 'Algo está acontecendo aqui' Virei outra pessoa, pulando e gritando sem parar. Foi sensacional, embora a maioria do público não tenha gostado, aquilo nos deu a empolgação que precisávamos para continuar. Pensamos que provavelmente poderíamos repetir a dose. Adorei a energia de estar num palco, e Iggor também: ele já era um baterista fenomenal. Aquela onda e adrenalina me deixou. Sinto-a ainda hoje, toda vez que subo no palco."
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
As únicas três músicas do Sepultura que tocaram na rádio, segundo Andreas Kisser
O país em que Axl Rose queria tocar com o Guns N' Roses após ver Judas Priest brilhar lá
Show do Guns N' Roses em Campo Grande é marcado pelo caos no trânsito
Dave Mustaine afirma que setlists dos shows do Megadeth são decididos em equipe
Anika Nilles conta como se adaptou ao estilo de Neil Peart no Rush
Evanescence lança música inédita e anuncia novo disco, que será lançado em junho
Mike Portnoy passa mal e vomita durante show do Dream Theater
Quando Renato Russo preferiu ficar em casa com o namorado a gravar com os Paralamas
Filho de Rick Wakeman, Adam declara seu amor pelo Marillion e Mark Kelly
5 bandas dos anos 70 que mereciam ter sido bem maiores, de acordo com a Ultimate Classic Rock
Bob Daisley chama de "verdadeiro crime" falta de crédito em clássico de Ozzy Osbourne
Roger Waters procura vocalista para banda cover de Pink Floyd do filho
A música dos Beatles que tem o "melhor riff já escrito", segundo guitarrista do Sting
"Caught In A Mosh: A Era De Ouro Do Thrash" continua a trilogia do thrash metal em alto nível

Andreas Kisser no Metallica? Guitarrista relembra teste e recepção com limusine
Andreas Kisser fala sobre planos para o pós-Sepultura e novo EP
Andreas Kisser relembra quando foi chamado de vagabundo por tocar no Sepultura
Max Cavalera queria tocar bateria, mas Iggor era melhor que ele
O primeiro disco que Max Cavalera comprou; "Ouvia todos os dias"
Como Max Cavalera gostaria de ser lembrado no futuro, segundo suas palavras
Como Max Cavalera reagiu ao primeiro encontro com o irmão Iggor em dez anos
Max Cavalera diz que o mundo do metal nunca mais foi o mesmo após "Roots"
Como a morte precoce do pai colocou Max Cavalera no mundo do metal
Fotos de Infância: Lemmy Kilmister, do Motorhead
West Ham: o time do coração de Steve Harris


