Rolling Stones: dez coisas que você não sabia sobre Charlie Watts

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Por Otávio Fernandes, Fonte: Ultimate Classic Rock, Tradução
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Em homenagem ao 70º aniversário de Charlie Watts, comemorado em 02 de junho de 2011, a Ultimate Classic Rock publicou uma matéria especial.

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Dez coisas sobre Charlie Watts que você não sabia.

10- Watts era designer gráfico antes de entrar para os ROLLING STONES.

Watts trabalhou como designer gráfico na Dinamarca e, depois, na agência de publicidade britânica "Charles, Hobson and Grey" antes de se juntar aos ROLLING STONES. Ele usou essas habilidades para ajudar a projetar os cenários de várias excursões dos STONES, bem como algumas das capas dos primeiros álbuns.

9- Ele tocava no BLUES INCORPORATED, grupo que contava com um elenco de futuras lendas do rock.

Watts tocou no grupo chamado BLUES INCORPORATED, liderado pelo influente músico Alexis Korner. Ele tocou ao lado de Jack Bruce, futuro baixista do CREAM, e foi substituído pelo futuro baterista do CREAM - Ginger Baker - quando se juntou ao STONES.

8- Watts está casado com a mesma mulher desde 1964.

Watts casou-se com Shirley Ann Shepherd, em 1964, e eles têm uma filha, Serafina. Enquanto seus colegas mandavam ver na estrada, Watts manteve-se fiel a Shirley. No entanto, ele tinha problemas para dormir em quartos de hotel sem tê-la ao seu lado.

7- Ele sempre desenha sketches de cada quarto do hotel em que permanece quando está em turnê.

O baterista uma vez contou a um entrevistador que tem o hábito de desenhar cada quarto do hotel em que se hospeda. Watts não deu uma razão para o comportamento compulsivo, mas, aparentemente, ele já decidiu manter consigo todos os desenhos. Talvez, eles possam vir a se transformar num bom livro de arte.

6- Claro, ele faz parte da realeza do rock, mas a verdadeira paixão de Watts é o jazz e a música das big bands.

Watts sempre professou seu amor ao jazz, inclusive tendo escrito um tributo ilustrado a Charlie Parker. Ele formou vários conjuntos de jazz, boogie-woogie e big bands, incluindo Rocket 88, Charlie Watts Quintet e Charlie Watts Tentet.

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5- A crise de meia idade levou Watts a problemas com drogas e álcool nos anos 80.

Apesar de viver uma vida relativamente "limpa", Watts passou por um período na década de 80, quando teve um sério problema com drogas e álcool. Ele atribui a fase a uma crise da meia idade, resultante de uma sensação de pânico. Ele ficou "limpo" novamente depois de ter quebrado o tornozelo quando estava bêbado.

4- Ele escolheu o novo baixista dos ROLLING STONES quando Bill Wyman deixou o grupo.

Depois de Bill Wyman deixar o grupo em 1993, a banda realizou audições para um novo baixista. Mick Jagger e Keith Richards deixaram a decisão para Watts, que escolheu Darryl Jones para substituir Wyman. Jones já havia tocado com artistas como Miles Davis e Sting.

3- Ele e a esposa possuem uma fazenda de criação de cavalos.

Watts e a esposa, Shirley, são proprietários de uma fazenda em Devonshire, Inglaterra, onde criam cavalos árabes. Um dos motivos pelos quais Watts não está sempre empolgado com as turnês é que ele não gosta de deixar a fazenda por longos períodos de tempo. O casal também possui um grande número de cães greyhound adotados

2- Ele lutou contra um câncer na garganta em 2004.

No verão de 2004, foi revelado que Watts estava lutando contra um câncer de garganta. O baterista, que deixou de fumar quando abandonou as drogas e o álcool nos anos 80, foi submetido a um tratamento de radioterapia e, felizmente, o câncer, desde então, vem regredindo.

1- Certa vez, Watts socou Mick Jagger na cara, por tê-lo chamado de "meu baterista".

Keith Richards disse à revista Esquire que Mick Jagger, uma vez, levou o bem educado Watts até o limite. Jagger, depois tomar alguns drinques no hotel, ligou pra Watts e perguntou: "O meu baterista está aí?". Watts, vestido num terno completo, bateu à porta de Jagger e disse: "Jamais me chame de seu baterista" e bateu na cara dele.




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Sobre Otávio Fernandes

Paulistano, trinta e tantos anos, formado em dramaturgia com especialização em documentário. Burocrata de profissão, já foi um pouco de tudo: de diretor de curta-metragens a barqueiro no rio Amazonas. Particularmente interessado no blues-rock do final dos anos 60 e no hard rock do início dos 70.

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