Resenha - Black Bible - Judas Iscariotes
Por Davi Martins
Postado em 22 de março de 2024
A banda de trash/death metal Judas Iscariotes começou o ano nos presenteando com um bom álbum de metal. O infame álbum The Black Bible. Essa banda, formada em 2020, lá na cidade de Taquaritinga, na região central do Estado de São Paulo, vem formando uma boa reputação de entregar trabalhos bem elaborados e executados de trash/death metal. Gosto do trabalho dessa banda pois é algo complexo, não é facilmente definido e eu gosto disso, mas apesar de complexo, é pesado, é extremo. Uma instrumentação tipicamente oitentista, mas com nuances modernas e um vocal bem postado na música.

The Black Bible é definitivamente o álbum que você precisa ouvir se curte música pesada. Com temas que abordam ocultismo, o sistema religioso e social disfuncional. É música pesada, pra bater cabeça. Esse álbum é composto por 9 músicas insanas tocadas em 24 minutos. Sem mimimi. Sem introdução. E olhe que eu curto as introduções pois algo ali me diz se o álbum vai ser bom ou não. Mas The Black Bible, já começa com velocidade, um urro diabólico e peso.
São riffs seguidos de riffs, mesmo sozinho, com fones de ouvidos, na sala de casa, sinto-me no meio de um mosh tenebroso. O álbum é construído todo em torno de riffs e solos que vai dissecando a música. A bateria é um trovão que não economiza blast beats. E eu gosto dessa bateria em específico, pois é possível ser raptado pela nostalgia dos primeiros álbuns lendários do metal mais pesado. E com a modernidade que se expressa através da agressividade.
A música tema do álbum, The Black Bible, começa de modo faceiro. Melodioso. Com uma guitarra que nos vende a ideia que ali, escondida, tem uma balada. A Nothing Else Matters do Judas Iscariotes. Mas fomos traídos e enganados. Pois o que vem a seguir é um sonoro massacre. Um puro suco de metal extremo. É Trash. É death. É The Black Bible. É Judas Iscariotes.
Eu diria que a minha música preferida desse álbum, é Through the eyes of a murder. A faixa número 4. É uma música que tem brutalidade. Mas no seu interior, a banda mais uma vez, ameniza seu ritmo e nos provoca um surto de melodia. O propósito desse álbum é ser visceral. Mas passado esse tempo mais ameno no meio da música, voltamos ao normal.
Se você conhece um pouco dessa banda, Judas Iscariotes, mesmo que apenas ouvindo seus trabalhos anteriores, como um EP e uns singles, verá que "The Black Bible", não é uma novidade na sonorização da banda. The Black Bible não é apenas um álbum incrível, mas é perfeito se você está buscando algo cru e pesado para ouvir. É uma jornada veloz, voraz e extrema. Sem dúvidas, Judas Iscariotes mostrou como devemos começar o ano, já que o álbum foi lançado em Janeiro de 2024.
Coloque WHIPLASH.NET entre suas fontes favoritas do Google
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
A música do Led Zeppelin que melhor define Robert Plant, segundo Jimmy Page
Seis anos após último show com o Aerosmith, baterista Joey Kramer reaparece
Por que Lemmy Kilmister não gostava de "Ace of Spades", música mais famosa do Motörhead
A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
Brasil de fora da tour de despedida do Rhapsody, mas Epica promete "celebração especial"
Jorn Lande aparece cantando na CazéTV e narrador brinca: "É o Ovelha norueguês!"
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
Bruce Dickinson lamenta ter perdido "metade da vida" dos filhos
Os 11 maiores solos com pedal wah da história do rock e metal, segundo a Loudwire
O álbum do Slipknot que Shawn Crahan não gosta
Hollywood Vampires anuncia álbum ao vivo "At Montreux Jazz Festival"
O álbum favorito de Angus Young da fase do AC/DC com Bon Scott
Os 10 melhores discos de heavy metal dos anos 2000, em lista da Louder


Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto


