50 anos: Queen, o disco
Resenha - Queen - Queen
Por Isaias Freire
Postado em 05 de dezembro de 2023
Meu primeiro contato com Queen foi em 1978. Nesta data, chegava às minhas mãos "News of the World", o sexto disco da banda. Se hoje se ouve música sozinho com um headfone conectado a um celular, naquela época era diferente, os amigos se juntavam e iam a casa um do outro para ouvir suas bandas preferidas. Com o Queen não foi diferente, me lembro de sermos três amigos em um quarto, manuseando aquela capa verde e ouvindo, para nós, uma nova banda. Para ser sincero, o disco não causou grandes impactos e os comentários foram tipo: "parece um coral amador". Quanta ingenuidade! Para nós que estávamos acostumados a ouvir Led Zeppelin e Black Sabbath, aquele som não se encaixava muito bem aos nossos ouvidos. Pouco tempo depois, porém, já estávamos adorando o som. Foi então que ouvimos o disco "Jazz", para só depois, comprarmos os primeiros álbuns .
O álbum inicial, "Queen", foi lançado em 1973 e agora está fazendo 50 anos. Um disco de estreia tipo "formação de caráter". Algumas músicas já mostravam o que viria a ser a futura linha de conduta do grupo: é o disco mais hard rock de toda carreira, porém apresentava várias sonoridades (doom, hard rock, rock and roll, progressivo) que claramente soavam como a de outros artistas, mas que, no conjunto, estavam moldando a personalidade do grupo.
Vejamos: "Keep Yourself Alive", apesar de distorções e guitarras com timbres diferentes já continha os elementos do Queen; "Doing All Right", com Brian May no piano, a música também apresenta diferentes timbres de guitarra; "Great King Rat", uma música com variações no andamento que, por vezes, nos remete ao progressivo; "My Fairy King", já com Freddie Mercury nos pianos, mostra uma introdução que claramente nos remete a "Highway Star"do Deep Purple e timbres de guitarra que nos remetem ao King Crimson; "Lair", que apresenta mudanças no andamento, é a música mais hard rock do disco, com elementos que viriam a ser a assinatura da banda (nota para a grande presença de chimbal); "The Night Comes Down", com uma introdução no violão, apresenta nuances bem progressivos; "Modern Times Rock´n´Roll", música bem "rock and roll primórdios", tendo no vocal Roger Taylor; "Son and Daughter", com uma levada tipo "doom" que nos remete ao Black Sabbath; "Jesus", uma música com duplicação de vocais, é a cara do Queen; e a última, "Seven Seas of Rhye...", uma música instrumental que muito lembra Elton John.
Acho o Queen uma banda supervalorizada, possui uma discografia com 14 discos, onde os sete primeiros são realmente bons e os sete seguintes realmente duvidosos. Tive a oportunidade de vê-los ao vivo no Rock in Rio de 1985, foi impressionante, no entanto, por conta da superexposição, hoje raramente eu escuto alguma coisa. Quando escuto, porém, sinto que ainda gosto deles.
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