Resenha - Fascination - Birthday Massacre
Por Amanda I. Mendes M.
Postado em 02 de agosto de 2022
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
O The Birthday Massacre é um conjunto que se preocupa simplesmente em expressar a sua arte, conhecer coisas novas e explorá-las em suas músicas. Característica que o afasta de qualquer tentativa de rótulo permitindo que suas canções sejam acessíveis a qualquer pessoa.

Seu estilo formado por um híbrido de elementos oitentistas e guitarras pesadas, reunidos com elementos de fantasia e um pouco de excentricidade é magnético.
No início dos anos 2000, sob o nome de Imagica - ideia extraída de um romance de fantasia de Clive Barker - a banda começou a se revelar na cena musical. Mas foi apenas na década de 2010 - então consagrada como The Birthday Massacre - que alcançou o sucesso esperado com os álbuns Hide and Seek (2012) - o qual foi calorosamente recebido pela crítica - e Under Your Spell (2017) - que apareceu na Billboard diversas vezes -. Porém, é preciso fazer uma menção honrosa ao saudoso e icônico Walking with Strangers (2007). Ele pode não ter sido um dos discos mais aclamados do grupo, mas ainda é o preferido de uma parcela dos fãs - basta ouvir as faixas "Red Stars" e "Looking Glass" para compreender essa predileção -. Além do diamante obscuro, o melancólico e místico Diamonds (2020), que merece ser apreciado.
Contudo, seu recente trabalho, Fascination, é um álbum extático! Fui arrebatada por suas músicas e estabeleci um vínculo fortíssimo com ele. Portanto, pode parecer ousado, mas foi eleito o meu disco favorito da banda.
No início do ano, os fãs foram agradavelmente surpreendidos com o single "Dreams of You", que veio para sinalizar o lançamento de Fascination.
O álbum é composto por 14 faixas, sendo "Fascination" a primeira delas, com uma pegada sombria e misteriosa. Em seguida, "Dreams of You", uma música que você para para ouvir e acaba sendo fisgado. Há uma atmosfera fantasiosa em sua melodia baseada na ênfase dos sintetizadores. Algo presente em todas as canções do disco.
Continuando com "Cold Lights" e "Stars and Satellites", que me deixam ansiosa para que chegue a vez de "One More Time" - é engraçado como ela lembra Depeche Mode -. E na sequência, "Like Fear, Like Love", que tem uma sonoridade bem próxima do pós-punk, e desenrola "Once Again", "Precious Hearts" e "The End of All Stories".
Nenhum disco do The Birthday Massacre segue um padrão linear. A cada novo álbum o grupo apresenta um tema inédito. E desta vez não foi diferente.
Após três anos em hiato devido à pandemia, a banda decidiu que estava pronta para voltar ao estúdio. Apesar do período em isolamento ter impedido a criação de composições novas, foi um momento profícuo para novas inspirações.
De acordo com a vocalista Chibi, "há um monte de coisas de relacionamento" no Fascination. "Os temas de relacionamento neste álbum quase parecem ser como se você estivesse cantando para si mesmo. Você está olhando para o seu próprio reflexo no espelho. Você está analisando quem você é como pessoa [...] às vezes você ama o que vê, às vezes não. E algumas verdades podem ser duras", afirma a cantora.
Fascination é um álbum nostálgico e saudosista. Existe algo de sentimental nele. Não é apenas sobre ouvir; é sobre você sentir. Todo o frenesi de emoções que o grupo estava sentindo para estarem juntos novamente, foi aliviado neste disco.
Atualmente o The Birthday Massacre está lidando com a morte de seu empresário, Terry, que deixou um grande vazio em seus corações. A banda sempre foi muito próxima de todos com quem trabalham e a perda de Terry, antes da turnê do Fascination, foi devastadora para os músicos. No entanto, ainda têm planos de mais datas de shows para um futuro próximo após o encerramento da turnê atual.
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