Blitzkrieg: A banda contou com uma ajudinha do Metallica para lançar o primeiro álbum
Resenha - A Time Of Changes - Blitzkrieg
Por Ricardo Cunha
Fonte: Esteriltipo Blog
Postado em 14 de julho de 2020
Nota: 10 ![]()
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Em meados de 1980 a banda ansiava pela gravação do seu primeiro álbum e isto parecia iminente. Havia boas gravadoras interessadas neles e trabalhava, duro para fazer jus a boa fama. Mas problemas internos levam a banda ao seu "primeiro" encerramento oficial de atividades.
Entre 1981 e 1985, a banda permaneceu adormecida, mas seus ex-integrantes atuavam em diversas frentes. Jim Sirotto e Steve Abbey se afastaram da música; John Antcliffe fundou o Chrome Molly (1984), gravou 4 álbuns e conquistou relativo sucesso até o fim de suas atividades em 1991 (a banda voltou à ativa em 2017); enquanto que Brian Ross e Mick Moore uniram forças e fundaram o Avenger em meados de 1982 (não confundir com o alemão), gravam dois registros, além de uma participação na coletânea " One Take No Dubs" (que contava ainda com Hellanbach, Black Rose e Alien) e o single " Too Wild to Tame".
No ano de 1984, o Metallica lançou no single "Ceeping Death", a sua versão para a música "Blitzkrieg" e isto, certamente, fez com que o interesse pela banda em questão fosse renovado e ganhasse um novo público. Atento aos fatos, Ross decide que é a hora de reativar sua banda do coração, o Blitzkrieg… Para dar conta do desafio, foi necessário fazer a reconstrução da banda e Brian recruta dois de seus ex-integrantes no passado: Mick Moore e Jim Sirotto, além do guitarrista Mick Procter (ex-Tygers Of Pan Tang) e um antigo colega da época de Satan, o baterista Sean Taylor.
Em 1985, finalmente o Blitzkrieg lança seu álbum de estreia, o antológico "A Time of Changes. Um álbum em que a gravação é alta, mas a produção é média (de acordo com as possibilidades da banda na ocasião). É possível perceber que Brian Ross está motivado no papel de líder e essa motivação nasce do seu desejo particular de se tornar uma estrela do rock. Musicalmente, o disco tem melodia, mas também, agressividade. Bem produzido ou não, a banda conseguiu materializar no estúdio, o espírito da época. E fez, de um modo geral, é um álbum muito bom. Aliás, para quem é fã dessa escola, não há um momento ruim. Eu, pessoalmente, amo o tom de voz e a forma com a qual Ross a emprega nas canções. Ele, inclusive, consegue representar a banda de um jeito que poucos conseguem, pois ele se entrega inteiramente aos objetos de sua paixão, a banda e ao heavy metal. Tanto é, que a tem carregado nas costas até os dias de hoje. Aqui ele fez um grande trabalho e, dentro do que o estilo exige, conseguiu criar uma atmosfera sonora perfeitamente sintonizado com o que as bandas praticavam na ocasião. Só que, diferentemente das demais, Blitzkrieg tinha pujança! Este é sem dúvida um grande disco e merece respeito.
O referido álbum foi regravado e relançado em 2015 numa edição especial comemorativa de 30 anos. Ouça no Spotify.
FONTE: Esteriltipo Blog
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