Eskröta: a força feminina no Metal/Hardcore
Resenha - Cenas Brutais - Eskröta
Por Alexandre Veronesi
Postado em 10 de abril de 2020
É notável que as mulheres vêm, a cada dia, conquistando e ampliando o seu merecido posto nas mais diversas áreas da esfera social - apesar de ainda longe do exemplar, vale dizer - inclusive dentro da cena Metal / Hardcore. Uma das bandas mais representativas hoje no quesito "girl power" do Brasil é o Eskröta, formada em 2017 e realizadora de um Thrash Metal / Crossover de altíssima qualidade. Ya Amaral (vocal e guitarra) e Tamy Leopoldo (baixo), fundadoras do grupo, contam agora com o reforço do baterista Jhon França (Blasthrash, Cerberus Attack), e chegam com seu primeiro full-lenght, "Cenas Brutais", recém-lançado tanto em formato físico quanto digital.
A bolacha conta com 11 faixas de pura revolta e brutalidade, onde as discussões sobre direitos femininos e críticas ao sistema político compõem, de forma majoritária, a temática lírica do trabalho.
Em termos de sonoridade, o resultado é bastante homogêneo e poderoso, remetendo diretamente a ícones como Ratos de Porão, D.R.I. e Discharge, só para citar alguns exemplos. Porradas como "Tribunal Popular", "Cárcere", "Cruzamento Maldito", "Massacre" e "Follow The Money" são simples, diretas, altamente empolgantes e, se não reinventam a roda, ao menos trazem um frescor muito bem vindo ao gênero. Além disso, temos aqui participações mais do que especiais de May "Undead" Puertas (Torture Squad), em "Vai se Arrepender"; Fernanda Lira (Nervosa) em "Refugees (única cantada em inglês); e Hugo Golon (Cemitério e mais um sem número de bandas) em "Filha do Satanás", que é baseada na obra literária "Carrie, A Estranha", do cultuado escritor Stephen King.
E claro, não posso esquecer de citar a arte da capa sensacional criada pelo artista gráfico Alcides Burn.
Sem nenhum exagero ou demagogia, cravo que "Cenas Brutais" irá terminar 2020 figurando entre os melhores lançamentos nacionais do ano. Apesar do pouco tempo de estrada, a Eskröta prova, com este excelente registro, já ser uma grata e surpreendente realidade dentro da cena underground tupiniquim.
Se você ainda não conhece, tá esperando o quê??
Eskröta - Cenas Brutais
Gravadora: independente
Data de lançamento: 07/03/2020
Tracklist:
01 - Grita
02 - Tribunal Popular
03 - Vai se Arrepender
04 - Cárcere
05 - Cruzamento Maldito
06 - Condenados
07 - Não Vale Nada
08 - Massacre
09 - Follow The Money
10 - Refugees
11 - Filha do Satanás
Formação:
Ya Amaral - vocal e guitarra
Tamy Leopoldo - baixo
Jhon França - bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Metal Hammer coloca último disco do Megadeth entre os melhores da banda no século XXI
Metallica não virá à América do Sul na atual turnê, destaca jornal
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico
A música do Iron Maiden sobre a extinção do Banco de Crédito e Comércio Internacional
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
Como o cabelo de Marty Friedman quase impediu a era de ouro do Megadeth
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
Justin Hawkins (The Darkness) volta a defender críticas feitas a Yungblud
Matt Sorum admite que esperava mais do Velvet Revolver
A canção pop com "virada de bateria" que Ozzy Osbourne achava o máximo da história da música
Bruna Lombardi lembra "fora" que deu em Jon Bon Jovi


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo


