Resenha - Once And Future Kings Part I - Gary Hughes
Por Michel Sales
Postado em 23 de fevereiro de 2020
A ascensão da Igreja Católica durante as conquistas dos saxões, por volta dos séculos V e VI depois de Cristo, serviu de mote para as lendas arturianas. Desde então, muitos séculos se passaram espalhando o mito numa infinidade e diversidade de materiais baseados nos reinos mágicos de Camelot e Avalon, representando períodos complexos e negros da história da humanidade.
Avalon aparece pela primeira vez em ‘A História dos Reis da Bretanha’, de Godofredo de Monmouth, em 1138. A ilha foi o lugar onde a espada Excalibur foi forjada. O mais interessante sobre este legado fantástico é perceber a liberdade, conquista e valorização do caráter humano frente às aventuras, honra, defesa e fé.
Todo esse arranjo de ideias motivou escritores, desenhistas, teatrólogos, cineastas, desenhistas e milhares de músicos que até hoje traduzem com estilo próprio a duradoura saga de Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda.
Pode até parecer um tema saturado, mas os fãs da saga não se cansam desta luta entre o bem e o mal. Pensando neste conceito, o talentoso Gary Hughes (Ten) também prestou seu tributo às lendas arturianas, lançando em 2003 o fabuloso ‘Once And Future Kings - Parte 1’.
O disco é uma Rock Opera que flerta nas vertentes Hard/AOR/Melódico, detalhando a singularidade da lenda sob a competência dos vocalistas Lana Lane (Rainha Guinevere), Bob Catley (Merlin), Irene Jansen (Morgana LeFay), Sean Harris (Sir Galahad), Damian Wilson (Narrador), Danny Vaughn (Lancelot).
Ouça as faixas na sequencia e aprecie toda a criatividade e melodias de Gary Hughes (Rei Arthur) no volume máximo: Excalibur; Dragon Island Cathedral; At the End of Day; The Reason Why; Shapeshifter; King for a Day; Avalon; Sinner; In Flames; Lies.
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