Alter Bridge: a permanência em destaque não é sem motivo
Resenha - Walk The Sky - Alter Bridge
Por Marcio Machado
Postado em 18 de outubro de 2019
Nota: 9 ![]()
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São 15 anos de estrada. Sexto disco de estúdio. Uma formação sólida. Muita, mas muita qualidade. Myles Kennedy, Mark Tremonti, Brian Marshall e Scott Phillips, o Alter Bridge. Banda que parece já ter nascido clássica e a cada lançamento vem mostrando que a permanência em destaque não é sem motivo.
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Como de costume, após três anos a banda traz seu novo trabalho, "Walk the Sky" é o garoto da vez, e mais uma vez a banda acerta em cheio no que nos entrega, mesmo que dessa vez as surpresas não sejam tantas como em outros momentos, ainda assim, o alto nível que o grupo vem apresentando continua impresso ali.
Um breve interlúdio é quem abre o disco, "One Life" vem dar as boas vindas ao ouvinte e deixa só o caminho aberto para o espetáculo começar. "Wouldn’t You Rather" já conhecida do público, é quem coloca os motores para funcionar e o faz muito bem. A faixa é uma dose perfeita de peso, melodia e harmonias muito bem colocadas. Os riffs um tanto marcantes, são extremamente afiados e Kennedy com sua voz, bom, não precisamos falar sobre isso porque seria chover no molhado. Refrão maravilhoso e um ótimo começo.
"In the Deep", outro single, procura explorar o lado mais brando da banda, mesmo trazendo alguns momentos mais agitados em seu refrão. Aqui o trabalho vocal fica nítido e mostra totalmente o que Myles é capaz de fazer, brilhando no todo. "Godspeed" é outra que soa mais cadenciada, tem uma levada bastante melódica. E que baita refrão encontramos aqui, a divisão de vozes entre Myles e Mark soa perfeita e o andamento instrumental os carrega para ótimos momentos, como a ponte que é muito bonita, emendando um solo rápido, mas devidamente bem colocado.
"Native Son" é a próxima e que introdução pesada! Aqui a banda mostra o entrosamento total que tem . As melodias do refrão são espetaculares, as guitarras estão em perfeita sincronia e a bateria também ganha um destaque, como sempre nos discos do AB, a mixagem do instrumento é perfeita. A ponte de novo é destaque, um baita trabalho de todos ali. Canção direta e sem enrolação, das melhores aqui.
Outro single dá as caras por aqui, "Take the Crown" alterna entre o peso e as melodias e o faz muito bem, com a banda passeando com extrema naturalidade entre esses momentos. Pega fácil e as harmonias ficam martelando na mente por um bom tempo. A seguinte…aahhhh…
"Indoctrination" é daqueles momentos que a banda se entrega ao todo ao Heavy Metal e aí as coisas soam nervosas. O começo arrastado é cheio de groove e Myles brinca com sua voz. O andamento vai em crescendo, até chegar num refrão que é direto, lembrando muito o estilo de composição do Alice in Chains. Ela segue assim até seu final, com dobras vocais, ritmo cadenciado e muita força, um grande destaque dentro deste disco e candidata a melhor.
"The Bitter End" é o AB se aproximando mais de suas raízes, lá nos dois primeiros álbuns, mas com os ares da experiência que tem atualmente. "Pay No Mind" é um breve flerte também de outrora, mas que vai além, mostra a dinâmica da banda atual e a canção é muito bem construída, trazendo momentos graciosos do conjunto instrumental, principalmente no refrão, as linhas de bateria são de novo muito boas. A ponte com escalas de notas vocais passeando em nossos ouvidos é simplesmente maravilhosa.
"Forever Falling" começa com um dedilhado calmo e pensamos se tratar de uma balada, só pensamos mesmo. O que surge é uma reviravolta com um soco de energia da banda toda aparecendo do nada, groovada e agressiva. Rápida e cadenciada, quem abre as vozes é Mark Tremonti, que já se mostrou um ótimo cantor em seus discos solos. O ritmo que a canção ganha no seu pré refrão é muito marcante, todo quebrado e dinâmico. Lembra muito algo saído do disco "Fortress". Toda a construção da canção é espetacular e também figura entre os destaques aqui e com grandes méritos.
"Clear Horizon" também começa soturna e cai em outra grande introdução e como amo quando a banda trabalha essas guitarras mais cadenciadas em seus versos. Belas vozes surgem no refrão e um trabalho espetacular das cordas soa junto aqui. E que bela ponte, ponto para a bateria e a explosão de força em seguida. Perfeita!
Já se aproximando de seu fim, "Walk on the Sky" é bastante carregada em seu refrão. Ótimo conjunto de voz e instrumental, e em seguida surge "Tears Us Apart", que assim como sua antecessora, são dos momentos mais calmos e quase apáticos do disco, apesar de trazerem boas passagens, não se destacam muito por tudo que já foi ouvido até então.
"Dying Light", é o último single lançado e também responsável por fechar o disco e o faz muito bem. Seu refrão é bem marcante e traz bons versos, ótimas passagens vocais. Encerra de forma de acordo e representa, belo solo, bastante melódico e sombrio como a faixa toda soa.
"Walk the Sky" é de novo a prova de que o Alter Bridge irá se manter por muito tempo no hall das grandes bandas de uma nova safra, que já não é tão nova assim. Como já dito, ele pode não apresentar tantas inovações como em outros momentos, mas ainda assim, a qualidade é notória e vem em peso. Que mais e mais peças como essa surjam!
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