Black Sabbath: em 1990, Tony Martin mostra todo seu potencial
Resenha - Tyr - Black Sabbath
Por Mateus Ribeiro
Postado em 23 de agosto de 2019
Nota: 10 ![]()
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Lançado em 20 de agosto de 1990, "Tyr" é o décimo quinto álbum de estúdio do Black Sabbath, além de ser o terceiro a contar com o vocalista Tony Martin, que se encaixou muito bem na proposta de som que a banda resolveu apostar desde o início dos anos 1980.
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O metal cru e sombrio da década de 1970 começou a ser lapidado e a melodia entrou com tudo na banda. A mistura de metal com pitadas de hard rock, junto com a utilização de teclados, deu uma cara nova ao Sabbath, que mesmo com tantas mudanças, em nenhum momento perdeu sua essência.
O sucessor de "Headless Cross" é um dos discos mais subestimados da carreira da banda, o que aconteceu praticamente com todos os trabalhos que não tenham sido gravados por Ozzy ou Dio. E tal qual os referidos registros, se você for ouvir pensando em "Paranoid" ou "Heaven And Hell", dificilmente vai ficar feliz. Agora, se sua intenção for ouvir música de cabeça aberta e sem ficar preso no que já foi feito, "Tyr" garante ótimos momentos.
A faixa inicial, "Anno Mundi", é sem sombra de dúvidas uma das músicas mais marcantes já gravadas pela banda, com um vocal monstruoso por parte de Tony Martin. Aliás, a parceria entre os "Tony´s" (Martin e Iommi) deu certo demais.
O já citado híbrido entre metal e hard rock continua na rápida "Law Maker"e na sensacional "Jerusalem", uma música que cheira anos 80.
Quem sentia falta do lado sombrio da banda, pode matar a saudade com o início da ótima "The Sabbath Stones", que começa arrastada e vai progredindo. A música mais longa do disco é cheia de climas e fecha bem a primeira parte da bolacha.
A segunda parte se inicia com uma trilogia abordando a mitologia, composta por "The Battle of Tyr", "Odin´s Court" e "Valhalla", registrando mais um momento épico e pomposo do trabalho.
Por fim, a maravilhosa power ballad "Feels Good To Me" e "Heaven In Black", que fecha o disco de maneira muito honrosa e competente, mostrando um rock and roll empolgante e sólido.
Avaliação final: Um disco bom e subestimado na mesma proporção. Tony Martin dá uma aula, alcançando tons muito altos ("Anno Mundi" é um grande exemplo).
Instrumentalmente falando, é evidente que tudo soa mais pesado e o teclado é usado de maneira perfeita.
Caso não conheça a fase Tony Martin (que é excelente, por sinal), "Tyr", até por ser um disco mais curto, é uma excelente opção. Se já conhece, tire a poeira e aproveite!
Ano de lançamento: 1990
Faixas:
"Anno Mundi"
"Law Maker"
"Jerusalem"
"The Sabbath Stones"
"The Battle of Tyr"
"Odin’s Court"
"Valhalla"
"Feels Good to Me"
"Heaven in Black"
Formação:
Tony Martin: vocal
Tony Iommi: guitarra
Neil Murray: baixo
Cozy Powell: bateria
Geoff Nicholls: teclados
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