Demons & Wizards: a nova versão da clássica estreia do projeto
Resenha - Demons & Wizards - Demons & Wizards
Por Ricardo Seelig
Postado em 22 de agosto de 2019
Unindo o peso e a rifferama do Iced Earth com o acento épico e a grandiosidade do Blind Guardian, o Demons & Wizards foi um dos projetos mais incríveis que o metal presenciou nas últimas décadas. A união entre a voz de Hansi Kürsch e a guitarra de Jon Schaffer gerou dois discos: a estreia batizada com o nome da banda (1999) e "Touched by the Crimson King" (2005). Ambos trazem um power metal forte que entrelaça as características das bandas dos dois músicos e entrega um novo caminho cativante. Os dois ganharam edições nacionais na época: o debut saiu pela Rock Brigade Records e o segundo pela Hellion Records.
Demons And Wizards - Mais Novidades

Hansi e Jon decidiram reativar o Demons & Wizards, estão trabalhando em um novo álbum e tocarão nos festivais europeus e em diversas datas pelos Estados Unidos até o final do ano. Marcando esse retorno, decidiram também remasterizar os dois álbuns da banda, tanto musical quanto artisticamente. O resultado são duas lindas edições em CD que saíram lá fora pela Century Media e ganharam versões nacionais caprichadíssimas pela Hellion Records.
"Demons & Wizards", o disco, traz as faixas originais e mais a versão para "White Room" do Cream, uma versão alternativa de "The Whistler" e a demo de "Heaven Denies. Em relação às músicas, o tracklist é igual ao da edição da Rock Brigade Records, porém com tudo remasterizado. Já em relação à parte gráfica, tudo muda. A capa também passou por um tratamento de atualização, com novos tons mais escuros, tudo devidamente acondicionado em um box deluxe de encher os olhos. Como não tenho o CD original da época, também não possuo parâmetros para fazer uma comparação entre o som das duas edições.
Em relação à música, na sua estreia o Demons & Wizards entrega um power metal que foca muito na potência da música (cortesia de Mr. Schaffer) e carrega todas as composições com uma aura emocional e demoníaca que casa perfeitamente com o som (valeu, Mr. Kürsch). Livre de toda a pomposidade do Blind Guardian, Hansi contribui para imprimir um ar de desespero ainda maior amparado pelo peso dos arranjos de Jon, tornando as músicas mais orgânicas e diretas no sentido de que tudo soa mais limpo e, em muitos casos, mas efetivo quando comparado com a grandiosidade onipresente na obra do Blind Guardian a partir da metade da década de 1990 – que também adoro, diga-se de passagem, mas é outra praia.
Entre as músicas, merece destaque, primeiramente, a alternância de dinâmicas na abordagem conduzida por Jon Schaffer. A maioria das composições possui trechos acústicos que criam climas meio mágicos e sobrenaturais, e que são devidamente interrompidos pelas explosões conduzidas pelos riffs cavalgados do líder do Iced Earth. Essa abordagem "luz e sombra" funciona com eficiência, conduzindo o ouvinte por montanhas-russas emocionais intensificadas pela voz única de Hansi Kürsch. A bateria de Richard Christy (Death, Control Denied, e que integrou o Iced Earth entre 2001 e 2004, gravando álbuns como o ótimo "Horror Show") é outro destaque, unindo técnica e peso com andamentos sempre criativos e um ótimo trabalho de bumbo duplo. As guitarras também entregam vários trechos melódicos, enquanto Hansi varia o vocal para momentos onde soa mais suave. Toda essa receita cria um disco único e que não parece ter duas décadas de vida. Canções como "Heaven Denies", "Poor Man’s Crusade", "Fiddler on the Green", "Winter of Souls", "Gallows Pole" e "My Last Sunrise" (a primeira música composta pela dupla e raiz do projeto) seguem cativando e convertendo novos admiradores, e mostram a força da parceria entre Hansi Kürsch e Jon Schaffer.
Relançamento obrigatório e indispensável.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda mais singular da história do rock, na opinião de Steve Vai
De Sepultura a Madonna, os melhores discos lançados em 1986, segundo Scott Ian
Classic Rock ranqueia discografia dos Rolling Stones do pior ao melhor álbum
O guitarrista preferido de Justin Hawkins, do The Darkness; "É um Deus"
A música mais difícil de tocar do Metallica segundo James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett
Com membros do Cannibal Corpse e Deicide, Umbilicus anuncia novo EP
O álbum do Sepultura que influenciou o lendário Glenn Tipton do Judas Priest
Bruce Dickinson lista os vocalistas que fazem ele pensar "Jamais serei tão bom quanto eles!"
Iommi relembra as últimas palavras que ouviu de Ozzy: "Liguei para ele na véspera de sua morte"
Baterista original do Black Sabbath, Bill Ward está finalizando novo álbum solo
Iron Maiden anuncia box-set com os 9 primeiros discos em LPs coloridos
As músicas do Sepultura que Andreas Kisser não sabia que sumiram do streaming
Os 5 melhores shows do Rock in Rio dos últimos 15 anos, segundo o G1
A banda famosa que Kurt Cobain dizia ter uma música que "era uma porcaria"
Após encerrar atividades, Cirith Ungol anuncia novo álbum, "All the Shadows"
Badauí, do CPM22, compartilha da polêmica opinião de Rafael Bittencourt sobre o funk carioca
Guitarras e Baixos - Perguntas e respostas e curiosidades
Edu Falaschi: o fax com convite de seleção para o Iron Maiden


Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



