Europe: adeus ao glam metal e viva o hard setentista
Resenha - Walk the Earth - Europe
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 06 de julho de 2019
O Europe é daquelas bandas com fases bem distintas em sua carreira. Quando surgiu nos anos 1980, o quinteto sueco alcançou a fama mundial com um hair metal repleto de teclados, músicas grudentas e todos os clichês do gênero, cujo ápice se deu em seu terceiro disco, o multiplatinado "The Final Countdown" (1986). A banda deu um tempo em 1992 e retornou apenas onze anos depois, em 2003, lançando um novo álbum em 2004, "Start from the Dark".
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A partir da pausa, a história passou a ser outra. Os hits melodiosos como "The Final Countdown" e "Carrie" ficaram no passado e o quinteto começa a explorar outra sonoridade, muito mais madura e atraente. A aproximação com ícones como Deep Purple e Led Zeppelin é facilmente perceptível na nova fase do Europe, que hoje faz um hard rock que honra a tradição gloriosa do estilo e bebe também em outras fontes de inspiração dos anos 1970.
"Walk the Earth", lançado em outubro de 2017 e disponível em edição nacional pela Hellion Records, é o sexto disco da fase atual. E, como de habitual, é um excelente trabalho. Com 10 músicas em pouco mais de 40 minutos, trata-se de um álbum conciso e com canções bastante fortes, onde o destaque é, com o perdão da repetição, a onipresente maturidade mostrada pela banda.
O novo Europe apresenta uma forte influência de blues, uma pegada que remete ao Purple clássico e também um clima épico que vem direto da banda de Jimmy Page. Tudo isso embalado com extremo bom gosto e amarrado pela imensa capacidade técnica dos músicos. O resultado não poderia ser outra que não um delicioso disco de rock com grandes riffs, ótima pegada e um punhado de fortes canções.
Caso você ainda associe o Europe a "The Final Countdown", a dica é bem simples: ouça "Walk on Earth" e os álbuns mais recentes dos suecos e tenha uma agradável surpresa.
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