Brant Bjork: Um estimulante para o pensamento
Resenha - Jacoozzi - Brant Bjork
Por Ricardo Cunha
Postado em 31 de maio de 2019
Nota: 9 ![]()
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Mais conhecido como o baterista da formação original do Kyuss, Brant Bjork é multi-instrumentista e produtor. Como integrante da referida banda, ajudou a fundar a cena stoner rock na Califórnia/EUA e depois a e expandi-la para o mundo. Enquanto esteve na estrada com sua banda na época (Brant Bjork and the Bros), o músico produziu e acumulou muito material que foi gravado por volta de 2010, mas somente lançado agora. Era uma época produtiva para o cara, tanto na estrada quanto no estúdio. Ao longo dos anos, tanto na carreira solo, quanto nas diversas bandas em que participou, produziu uma discografia realmente impressionante.
Jacoozzi tem 10 faixas e 46 minutos de duração. Um álbum tão despojado quanto ele nunca conseguiu fazer. Não há vocais na maior parte do disco e isso me deixou com a sensação de há muitas oportunidades perdidas para um trabalho desse nível.Mas sabe-se la as circunstâncias em que as composições foram feitas e para quem elas se destinam. De um modo geral parece que como multi-instrumentista foi tirando coisas de sua cabeça e juntando e mexendo até transformá-las em música. No final das contas, produziu um dos trabalhos mais pessoais de sua carreira. Por falar nisto, este não é um disco tradicional de Brant. Em essência, é muito mais um álbum de percussão. E você poderá concordar com isso ou não, mas observe o quantidade de momentos dedicados a bateria e percussão. Sem falar nos momentos em que ela aparece verdadeiramente em primeiro plano.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Por fim, o disco é estranho em certa medida e, para compreendê-lo no mínimo que seja, é necessário estar com os ouvidos bem abertos. Na maior parte do tempo, o exercício da audição é facilitado pela leveza das canções, mas há pontos de repetição que devem cansar rapidamente os mais impacientes. Particularmente, para este que vos escreve, trata-se de um produto que deve agradar muito aos fãs de jazz, world music e a todos os que amam experiências e experimentos de estúdio. Eu definiria o disco como um "estimulante para o pensamento".
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