Igor Steiner: o surpreendente álbum de estreia
Resenha - Igor Steiner - Igor Steiner
Por Johnny Rocks
Postado em 08 de maio de 2019
Nota: 9 ![]()
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É sempre interessante descobrir novos artistas porque você não sabe se a surpresa vai ser boa ou ruim. Nesse caso, a surpresa foi mais do que boa.
A capa misteriosa chamou bastante a minha atenção e me deixou curioso para saber mais sobre o álbum. Lançado em 2018 pela Alternative Music Records, o disco de estreia de IGOR STEINER apresenta elementos do rock clássico setentista e oitentista, mas não tem a pretensão de soar como se o álbum tivesse sido gravado nessas décadas. Portanto, mesmo tendo referências clássicas, o som tem uma pegada moderna que me agradou bastante.
A primeira faixa do álbum, intitulada "Lies", começa com um riff de guitarra que é básico, mas eficaz. O timbre distorcido da guitarra ficou bem interessante, mas a minha primeira maior surpresa foi o vocal. Geralmente, quando pensamos em rock, pensamos em vozes agudas. Esse não é o caso. Quando IGOR STEINER começou a cantar, o timbre foi algo bem inesperado e até estranhei no início, mas depois de poucos segundos já estava curtindo também pelo fato de ser um vocal diferente e que eu não estou acostumado a ouvir. Uma ótima faixa de abertura. Senti um pouco a influência do Ozzy Osbourne e até um pouco de Bad Religion, e isso é ótimo.
"Pay My Dues", segunda faixa do álbum, é rápida, direta e sem enrolação. A pegada é praticamente um punk rock, bem diferente da primeira música. Não esperava esse tipo de som na segunda música. Me surpreendeu positivamente!
A terceira faixa, "Run", tem um riff de guitarra com uma pegada clássica. A música é bem legal e o refrão bem marcante. Destaque para o solo de guitarra: já na terceira faixa, é perceptível que IGOR STEINER não é um guitarrista virtuoso, mas é muito criativo e o solo tem muita personalidade e encaixou perfeitamente na música.
"Rock 'N' Roll", quarta faixa, é um verdadeiro rock 'n' roll. Achei a letra boa, o refrão marcante, o solo com muita pegada. O riff tem uma sonoridade que lembra AC/DC, uma das bandas que mais curto. Essa música manteve a qualidade das anteriores. A mudança no final da música achei bem criativa também.
Quinta faixa, "The Dreamer". A introdução pode dar a impressão de que é uma balada. Que nada! Guitarras distorcidas e mais um riff marcante, dessa vez lembrando Black Sabbath e Tony Iommi.
Essa música tem muitas mudanças, não tem uma estrutura bem definida. É uma música imprevisível, mas tudo encaixa da melhor maneira. Mais uma vez, o vocal grave em algumas partes da música se torna interessante!
Em "Insanity", sexta faixa, os timbres são muito bons e são outra boa surpresa desse álbum. Sem dúvida, o álbum foi muito bem gravado. O baixo distorcido é um grande destaque na música. Solo de guitarra fantástico! Na estrofe, esperava uma base distorcida também, mas tem uma pegada moderna, menos previsível. Ouvindo essa música, me lembrei um pouco de "Paranoid" do Black Sabbath, e até fiquei me perguntando porque não foi gravada na mesma pegada. Depois, pensando melhor, entendi que esse é o grande lance: você pode até ter referências clássicas, mas é preciso ser criativo para conseguir inovar, e é preciso inovar. Como falei no início da resenha, você percebe os elementos clássicos, mas ao mesmo tempo você também percebe que as músicas não têm a intenção de soar como se tivessem sido gravadas nos anos 70 ou como se fossem de uma banda específica.
Sem polêmicas com o Greta Van Fleet! (risos)
Sétima faixa, "Stormy Night". Não tem muito o que falar: riff e timbres muito interessantes, timbre de voz grave que se destaca, instrumental com muita pegada! O solo é mais rápido em relação aos anteriores. Uma música que vai direto ao ponto, ótima faixa!
Oitava faixa, "Streets Of Fire". Que riff! A música como um todo tem uma pegada bem legal, quase "swingada" nas estrofes. O refrão tem um vocal um pouco mais agressivo, e a estrutura da música é bem imprevisível também. É um álbum cheio de surpresas, e em músicas como essa você fica acompanhando para saber para onde a música vai! Boa parte da música é instrumental, e achei isso legal porque mostra uma valorização do instrumental também.
"What Is Love", nona faixa, não é um cover do Haddaway (risos). Com uma pegada talvez um pouco mais oitentista, essa música é uma das minhas favoritas. Gostei da letra sentimental, do solo de guitarra melódico, o refrão é marcante e o final com pedal duplo é metal!
"Deep Song", décima faixa, me lembrou algumas coisas do ZZ Top. É uma música simples, mas não deixa de ser boa. O instrumental como um todo é muito interessante, o vocal é sempre uma surpresa. O timbre característico da voz é um diferencial nas músicas.
Em "We Belong", décima primeira faixa, fica clara a influência do Black Sabbath. Que introdução fantástica! A música tem riffs incríveis e mudanças de tempo, principalmente na parte final mais acelerada com um vocal que lembra um canto gregoriano. O que mais dizer? Mais uma grande música com muita personalidade e originalidade mesmo tendo como referência o Black Sabbath!
Décima segunda e última faixa, diria que "Sweet Love" é a balada do álbum. Provavelmente, definiria essa música como uma power ballad. A letra dessa vez também aborda uma temática sentimental. Percebi uma pegada mais comercial e diferente das músicas anteriores, talvez até por isso ela seja a música escolhida para fechar o álbum. O refrão é um dos melhores do disco e é um daqueles refrões para o público cantar junto!
O álbum de estreia de IGOR STEINER está mais que aprovado. Um álbum que tem referências clássicas, mas que ao mesmo tempo apresenta um artista com originalidade e personalidade. As músicas são bem diferentes umas das outras, mas todas têm a qualidade e a pegada que a gente espera de um artista de rock. Apesar dos mais de 50 minutos, não é de forma alguma um álbum cansativo de se ouvir.
Sem dúvida, recomendo a todos!
FAIXAS:
01) Lies
02) Pay My Dues
03) Run
04) Rock ‘N’ Roll
05) The Dreamer
06) Insanity
07) Stormy Night
08) Streets Of Fire
09) What Is Love
10) Deep Song
11) We Belong
12) Sweet Love
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