Helloween: Master Of The Rings foi um grande recomeço
Resenha - Master Of The Rings - Helloween
Por Mateus Ribeiro
Postado em 27 de fevereiro de 2019
Nota: 8 ![]()
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O início da década de 1990 não foi exatamente legal com a galera do HELLOWEEN. Após o enorme sucesso alcançado pelas duas partes de "Keeper Of The Seven Keys", Kai Hansen saiu da banda, e os lançamentos posteriores, "Pink Bubbles Go Ape" e "Chameleon" geraram certa polêmica. Para piorar o cenário, Michael Kiske foi demitido, e o baterista Ingo Schwichtenberg saiu da banda para cuidar de sua saúde mental (anos depois, infelizmente, o baterista cometeu suicídio).
O cenário não era dos melhores, e parecia que a vaca estava prestes a deitar em pastos germânicos. Porém, o HELLOWEEN já era um dos maiores nomes do Metal mundo afora, e não poderia deixar a peteca cair. Para os lugares de Kiske e Schwichtenberg, recrutou o vocalista Andi Deris (ex PINK CREAM 69) e o baterista Uli Kusch (ex GAMMA RAY).
Não precisa ser exatamente um gênio da raça humana para imaginar que existia muita dúvida sobre como seria o som da banda após um período tão turbulento, e mudanças tão significativas na formação. Então, em julho de 1994 o HELLOWEEN lança "Master Of The Rings", e dá um recado ao mundo: existia muita lenha para ser queimada.
Logo de cara, pode se notar que a banda havia mudado seu estilo, colocando mais "punch" no som, o que pode ser conferido na sensacional "Sole Survivor", que após uma breve introdução, chega quebrando tudo. As ótimas "Where The Rain Grows", "Why?", "Mr. Ego (Take Me Down)" e "Perfect Gentleman" fecham a primeira parte do disco sem dar descanso para quem ouve. É um disco com o selo HELLOWEEN de qualidade, mas dessa vez, mais pesado, e com uma voz diferente, mas que se encaixou MUITO bem na proposta que a banda decidiu adotar.
A segunda parte do disco mantém a mescla entre elementos do passado da banda com toques mais modernos. Tudo que um fã gosta faz parte das músicas: riffs grudentos, refrãos que entram na cabeça e não saem mais, certa dose de "Happy Happy Helloween" e muita energia, dessa vez, renovada, muito por conta do sangue novo que havia sido injetado nas veias da banda. Temas como "Secret Alibi", a divertida e empolgante "The Game Is On" sintetizam bem toda essa mistura que garante a festa dos seguidores do HELLOWEEN.
Estava sentindo falta de uma baladinha? Pois bem, a grande "In The Middle Of a Heartbeat" ocupa o cargo de momento sentimental do disco, e não decepciona.
No fim das contas, "Master Of The Rings" é um ótimo disco, e marca o renascimento de uma banda que precisava de novos ares. A mudança parece ter feito bem, já que outros bons discos foram lançados posteriormente, antes da interminável guerra entre integrantes voltar a dar as caras.
Se o álbum lançado em 1994 não é tão emblemático como qualquer um dos "Keepers..." (até porque isso é impossível, já que estamos falando de dois clássicos insuperáveis), certamente, merece muito respeito, e é, de longe, um dos melhores lançamentos da banda.
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