Northward: não esperava menos, não imaginava que seria tanto
Resenha - Northward - Northward
Por Mchel Sousa
Postado em 18 de dezembro de 2018
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Uma pancada! Assim começa o álbum Northward, da banda homônima projeto de Floor Jansen e Jørn Viggo. "While Love Died" é uma música fortíssima, bem encaixada e já cumpre o papel do álbum inteiro: mostrar um hard rock extremamente competente.
Mas antes de comentar mais esta e as demais músicas do álbum, vamos entender um pouco sobre este projeto. A história da formação já foi traduzida pelo colega Jess Castro no artigo abaixo.
Esta consta também no site oficial. Visite!
O que pretendo levantar aqui na verdade é (na minha humilde opinião) o motivo de Floor decidir retomar um projeto que já estava havia praticamente uma década na gaveta. A mulher tem uma capacidade criativa fenomenal, vive um momento muito bom pessoal e profissionalmente. Nessas condições a mesma transborda talento.
Depois dos incidentes com uma crise de burnout quando fundou a sua própria banda, Revamp (rest in piece!) Floor assumiu os vocais do Nightwish, algo que me atingiu como uma bomba no peito por ser um sonho antigo. Ter a holandesa na minha banda favorita me deixou muito feliz e um tanto triste, pois como eu já imaginava, hoje a banda tem uma formação quase épica (sinto falta do Jukka). Por outro lado, já conhecendo a hierarquia da banda eu sabia que ela não ia participar das composições.
Sendo assim, em algum momento Floor precisaria de algo paralelo para poder exorcizar essa criatividade um tanto reprimida. Eis que surge o NORTHWARD que, sem muita mídia, vem quebrando janelas e mostra um som muito maduro, é disso que vamos falar.
Voltando a "While Love Died", trata sobre amor e ódio, tem lindos solos e vocais potentes. Percebi aqui uma analogia entre preto e branco e os sentimentos antagônicos. "Get What You Give" é a música que achei mais parecida com as composições do Revamp, uma bela música que também traz a tona conflitos pessoais. Isto é algo bem presente nas composições de Floor.
Na sequência temos "Storm in a Glasss", que traz uma bela melodia e até certo saudosismo ao ser ouvida. Fala sobre aceitar-se como se é e não criar "Tempestades em copo d'água", como o próprio nome já sugere.
"Drifting Islands", ou "Ilhas a deriva" é outro ponto alto deste álbum. Aqui Floor divide os vocais com sua irmã, Irene Jansen. A letra é um tanto nebulosa pra mim, mas imagino que seja sobre o distanciamento lento e constante entre entes que se amam. Impossível não citar o solo de guitarra dessa música. Não conhecia o Jørn, pretendo ouvi-lo mais de agora em diante.
Vou me permitir novamente especular o sentido de uma letra. "Paragon" (Paradigma) parece uma introspecção da própria Floor, lutando contra seus demônios internos. Uma letra pesada e uma composição que inicia suave, mas termina de forma Floorgásmica.
"Let Me Out" mostra mais um tanto de baterias muito bem executadas por Stian Kristoffersen, baterista da banda PAGAN'S MIND do Jørn. Aqui um solo de guitarra que te desafia a ficar com os dedos parados. Falhei miseravelmente todas as vezes que tentei, hehehe.
Passamos a metade do álbum e a esta altura quem já não o fez na primeira música já está pensando: simplesmete brilhante! "Big Boy" dá o tom pauleira dessa obra. As baterias desta música já ficaram a cargo de Jango Nilsen, que além de baterista é compositor e pesquisador, o cara é PhD. Ficou claro que ele impôs uma sonoridade bem sofisticada a essa música.
Novamente o NORTHWARD nos surpreende com uma música que começa baladinha, mas termina com peso de uma "Timebomb" (bomba-relógio). Essa música merece ser ouvida várias e várias vezes, tem um refrão que gruda na mente e é bem introspectiva também.
E finalmente vem uma música para permitir um merecido descanso a vocalista, rsrsrs. Uma linda e suave melodia executada quase que à capela. Voz e violão nos trazendo uma paixão reprimida, "Bridle Passion" é a letra mais romântica e a melodia a acompanha quase como uma Lullaby. Fica aqui uma dica da autora: entenda e aceite quem você é!
"I Need" traz riff's e viradas delirantes de bateria. Pesada do início ao fim, remete fortemente ao rock bem anos 80. É a letra mais descontraída do álbum.
Fechando com chave de ouro este que foi pra mim a melhor surpresa do ano de 2018, "Northwards" traz mais uma balada, desta vez uma letra realmente otimista. O instrumental chega a ser pleonasmo dizer, está incrível. O poderio desta obra já me deixa bastante ansioso pelo próximo. Seria pedir demais que eles viessem tocar aqui em terras tupiniquins? Seria incrível!
PS: Recomendadíssimo fones de ouvido para esse álbum!
Northward - 2018
Nuclear Blast
Membros: Floor Jansen & Jørn Viggo Lofstad
Artistas convidados:
Morty Black - baixo
Jango Nilsen - Bateria
Stian Kristoffersen - Bateria
Irene Jansen - Participação nos vocais de Drifting Islands
Ronny Tegner - Teclados
Tarck-list:
1. While Love Died 4:37
2. Get What You Give 4:00
3. Storm In A Glass 3:48
4. Drifting Islands 3:46
5. Paragon 5:19
6. Let Me Out 4:18
7. Big Boy 4:28
8. Timebomb 4:37
9. Bridle Passion 2:54
10. I Need 4:43
11. Northwards 7:27
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Marcelo Bonfá explica fim de projeto com Dado Villa-Lobos
O disco que define o metal, na opinião de Amy Lee, vocalista do Evanescence
Angela Gossow rebate Kiko Loureiro: "Triste ler isso de alguém que respeitávamos"
Prika Amaral explica por que a Nervosa precisou sair do Brasil
Regis Tadeu explica por que o Rush tocou "Finding My Way" em seu show de retorno
A opinião de Kerry King sobre Layne Staley, saudoso vocalista do Alice in Chains
Produtor de "Master of Puppets" afirma que nada acontecia no Metallica sem aval de Cliff Burton
Com brasileiros e lendas do rock, Eric Clapton anuncia cast do Crossroads Guitar Festival 2026
Com instrumentistas do King Diamond nos anos 1980, Lex Legion lança primeiro single
Kiko Loureiro mostra que música do Arch Enemy parece com a sua e Michael Amott responde
O melhor disco de música pesada dos anos 1980, segundo o Loudwire
Após quase 40 anos, Wacken Open Air acaba com tradição do festival: o lamaçal
A banda de rock brasileira com que Little Richard enxergou conexão e deu a maior moral
Por que Julia Lage não faz backing vocals no Smith/Kotzen? Ela explica o motivo
Kiko Loureiro e Edu Falaschi participarão de show que o Angra fará no Japão
A obscura e "desafiadora" música do Rush que Neil Peart adorava "tanto ouvir quanto tocar"
A surpreendente banda que vocalista do Offspring considera a "número 1" do Punk Rock


Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



