Motörhead: Em 1986, nos trilhos do inferno!
Resenha - Orgasmatron - Motörhead
Por Vitor Sobreira
Postado em 16 de setembro de 2018
O Motörhead é aquela instituição do Rock Pesado que está fazendo uma falta danada! E lá se vão quase três anos da morte de Ian Fraser Kilmister (1945 – 2015), o nosso inesquecível Lemmy…
Após ‘Another Perfect Day’ (1983), que teve lá suas meias polêmicas, a formação foi totalmente reestruturada, até que se firmou com a dupla de guitarristas Phill Campbell (ex-Persian Risk) e Würzel (cujo nome real era Michael Burston, também já falecido, em 2011), além do ex-baterista do Saxon, Pete Gill. Assim, entre lançamentos de singles, compilações e outros materiais, finalmente o ano de 1986 chegou e no dia 09 de agosto foi lançado pela GWR Records ‘Orgasmatron’, o oitavo full length da banda.
Com mais uma bela arte de capa feita pelo ultra requisitado Joe Petagno – que ao longo da carreira trabalhou outras 16 vezes com o Motörhead – o álbum apresenta nove composições da peculiar sonoridade do então quarteto. Se o anterior apresentou um certo "refinamento" nas composições, instantaneamente apenas pelo título ‘Orgasmatron’ já se tem uma noção básica do que aguarda o ouvinte em um pouco mais de 35 minutos de total Heavy Metal, Rock’n’Roll e Speed!
"Deaf Forever" começa o trabalho de uma maneira mais contida, é verdade, dando a impressão que o capitão Lemmy e sua nova companhia de artilharia estavam escondendo as táticas de guerra, mas é fato que apesar de não ser uma música ruim, por se tratar de uma abertura, ficou devendo sim. Entretanto, a mascote Snaggletooth estilizada como uma locomotiva não foi em vão, já que "Nothing Up My Sleeve" tranquiliza aqueles que necessitam de uma generosa dose de adrenalina, com suas batidas rápidas e riffs cortantes! Se o álbum tivesse começado com ela, seria outra coisa…
Se o leitor (e ouvinte!) pensou que a carga energética diminuiu, está muito enganado e pode tomar um fôlego pois as também velozes "Ain’t My Crime", "Claw" – com uma bela introdução oferecida por Pete Gill e seu kit de "pancadas" – e "Mean Machine" tiveram a obrigação de não deixar pedra sob pedra. Uma legitima trinca insana!
Apesar do título "Built for Speed" não mantém as características das anteriores e apresenta uma vibe meio setentista, mas não deixa a peteca cair de maneira alguma. Os motores se esquentam novamente com "Ridin’ With the Driver", onde em alta velocidade você será levado a um tresloucado consultório em "Dr. Rock". A diversão chega ao fim com a faixa título "Orgasmatron", uma das mais famosas da banda. Sua levada rasteira e ambientação soturna fizeram com que bandas como Sepultura e Satyricon prestassem homenagens ao Motörhead com suas versões.
Se você já conhece pelo menos algum som dessa eterna instituição da Música Pesada, sabe bem o que te espera. Agora, se não conhece… Crie vergonha nessa cara e coloque esse ‘play’ pra rodar!!
Formação:
Lemmy Kilmister (R.I.P. 2015) (vocal e baixo)
Phil Campbell (guitarra)
Würzel (R.I.P. 2011) (guitarra)
Pete Gill (bateria)
Faixas:
01. Deaf Forever
02. Nothing Up My Sleeve
03. Ain’t My Crime
04. Claw
05. Mean Machine
06. Built for Speed
07. Ridin’ with the Driver
08. Doctor Rock
09. Orgasmatron.
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