Morbid Prophecy: o disco mais erudito do metal extremo brasileiro
Resenha - Thou Shalt Die - Morbid Prophecy.
Por Willba Dissidente
Postado em 09 de setembro de 2018
EP de estréia de um grupo formado por musicistas novos na cena, mas que inova dentro do gênero do Black Death Metal Melódico constituindo um dos discos mais filosóficos do Metal nacional. Em resumo e em sintese isso é tudo que temos a dizer nas superfícies sobre o MORBID PROPHECY, que ano passado apresentou seu primeiro registro fonográfico. Indo mais a fundo no trampo do quinteto encontramos um disco denso, sombrio, melancólico e pessimista ao filosofar sobre o maior medo e única certeza de todos os humanos que se imaginam vivos: a morte!

Muitas bandas, a maioria (absoluta, simples e qualificada) delas, de fato, demoram anos para lançar seu primeiro disco e muito mais ainda para construir uma obra conceitual. Teria sido então muita ousadia dos belo horizontinos já chegar com os dois pés no peito na intrepidez de debutar com uma obra temática? Teriam eles sido bem sucedidos ou o atrevimento desface em imprudência? O que ouvimos nos quase 20 minutos de "Thou Shalt Die"é disco que agradará os fãs de metal extremo com muitas passagens que não deixaram os headbangers mais tradicionais desamparados, com citações a Camus, Schopenhauer, Aristóteles e poemas gregos.

Começando com uma introdução que lembra a um filme de terror, é importante frisar aos que não estão familiarizados com a face mais melódica do metal extremo, que o som do MORBID PROPHECY pode ser definido, de maneira vulgar, como um heavy tradicional arrastado com teclados, bateria reta sem pedais duplos, vocais guturais mais altos e riffs mais extremos aqui e acolá. "A False Day of Peace", a abertura, é um excelente cartão de visita da sonoridade mineira com proeminência do refrão em lead de guitarra. "The Lake of Memory" dá seguimento com sua entrada no teclado, escalas maiores e partes declamadas no refrão contrastando com os urros na voz. Melhor faixa do trampo "Hellbound Theologians"é como as canções anteriores só que fecha um solo massa de guitarra que vai sumindo em fade. Chegamos ao final de tudo, "End of It All", também o tema mais diferenciado da presente feitura. Com os riffs mais tradicionais do principio do Death Metal, ela é um número bem cadenciado que soa como se girasse em torno de si com o vocal mais lento que vai se tornando mais berrado aos finalmentes.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Com encarte de oito páginas em papel fotográfico o disco "Thou Shalt Die" trata de uma forma de angustia que só os humanos, entre todos os seres animais, podem sentir: a angustia de antecipar a própria morte em pensamentos, de sentir que viver é demais para você e que você não compreende a vida. O trampo em si é muita bem feito e a única crítica que podemos fazer é soaria melhor com distorções e timbres mais densos e sujos; que se mesclariam em uníssono com a ideia da melancolia sufocante e claustrofóbica da vida que é abordada citando autores clássicos no disco. Uma obra erudita, bem composta e tocada; que a profecia mórbida seja a música do MORBID PROPHECY ser imortal!

Recomendado para fãs de DARK FUNERAL, SATYRICON, CHILDREN OF BODOM, KALMAH.
MORBID PROPHECY:
Glauber Ataide - baixo e vocal.
Julio Cezar - guitarra base.
Sanzio Rocha - guitarra solo.
Jusmar FangShiyu - teclados.
Mateus Pedroza - Bateria.

Discografia:
Thout Shalt Die (Ep, Cd, 2017)
Nacional - Narcoleptica Productions - 2017 - 19:40
01 . Intro: You're Going to Die (01:05)
02 . A False Day of Peace (04:00)
03 . The Lake of Memory (04:33)
04 . Hellbound Theologians (04:32)
05 . The End of All (05:27)
Sites relacionados:
https://www.morbidprophecy.com/

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