Suicidal Tendencies: álbum World Gone Mad é avassalador
Resenha - World Gone Mad - Suicidal Tendencies
Por Nelson de Souza Lima
Postado em 17 de maio de 2017
A trupe liderada pelo vocalista Mike Muir tá com disco novo na área. "World Gone Mad" é Suicidal até a medula trazendo a mistura insana de thrash metal, hardcore, punk, funk e rap numa sonoridade que ficou conhecida como skate punk. E com um diferencial importante. Agora quem empunha as baquetas do grupo é Dave Lombardo, cofundador do Slayer e referência mitológica no Thrash Metal. O único aspecto triste no lançamento de "World Gone Mad" é que este pode ser o último trabalho da banda. Pelo menos é o que vem alardeando Mike Muir em todas as entrevistas. Esperemos que seja balela. Além de Muir e Lombardo integram as fileiras "suicidianas" os guitarristas Dean Pleasants e Jeff Pogan e o baixista Ra Diaz. Sobre as onze faixas que compõem o álbum o vocalista disse que foram criadas pela banda, e que se não estivessem de acordo e satisfatórias para todos não seriam gravadas.
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Sobre o título que significa "O mundo ficou louco" Mike Muir alega que o planeta está mesmo "zoado" e que cabe a nós o aceitarmos desse modo ou fazer algo pra mudar a situação. Falando do atual momento da música o californiano atesta que muitos artistas são como atores que cantam aquilo que lhes é imposto. Para ele o músico tem que fazer o som que quer e no qual acredita. No começo de carreira ele mesmo chegou a desacreditar no Suicidal, mas com persistência a banda atravessou os anos.
Dave Lombardo diz estar muito feliz em assumir as baquetas do Suicidal e que ao longo da carreira optou em tocar em bandas que fossem honestas na questão musical. E é isso o que ele vê no ST, uma sonoridade honesta, e quer fazer muitos shows com o grupo.
"World Gone Mad" é porrada atrás de porrada. Mike Muir sempre escreveu de forma mordaz evidenciando o quanto o mundo está cada vez mais pirado.
A faixa de abertura é "Clap Like Ozzy", uma tiração de sarro sadia em cima do Mad Man e seu jeito surreal de bater palmas. Dave Lombardo já começa no gás mostrando o quanto tá na febre de tocar com o Suicidal. Baixo com slaps insanos e solos de Pleasants e Pogan irados. Na sequência vem "The New Degeneration" com um trocadilho bem sacado de Muir. Mostrando o quanto os jovens estão descontentes e desvirtuados de valores familiares. Começa um pouco mais tranquila, se bem que no caso do Suicidal o calmo deles é porradaria.
Depois seguem-se "Living for Live", "Get Your Fight On!" e a faixa-título.
"World Gone Mad", a cancão é outra pancada, passando pelo hardcore e backing vocals bem trabalhados.
A avalanche sônica do ST continua em "Happy Never After", "One Finger Salute", "Damage Control", "The Struggle Is Real", "Still Dying to Live" e "This World".
São 56 minutos de peso, energia, bateria insana, guitarras iradas, vocais perturbadores. Se for o último disco do Suicidal fechou com chave de ouro.
Tomará que não seja o canto dos cisnes destes californianos fodásticos.
World Gone Mad
Todas as canções foram escritas por Mike Muir, exceto "Get Your Fight On!", parceria com Dean Pleasants.
1. "Clap Like Ozzy"4:24
2. "The New Degeneration" 6:20
3. "Living for Life"4:50
4. "Get Your Fight On!" (Dean Pleasants, Muir)4:56
5. "World Gone Mad"3:57
6. "Happy Never After"6:04
7. "One Finger Salute"5:18
8. "Damage Control"5:14
9. "The Struggle is Real"2:48
10. "Still Dying to Live"7:38
11. "This World"4:51
Total:56:20
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