Raimundos: nova visita à carreira, dessa vez em formato acústico.
Resenha - Acústico - Raimundos
Por Bruno Dias Gonçalves
Postado em 01 de maio de 2017
Quando soube da gravação do Raimundos acústico já me bateu uma certa curiosidade em ver como seria e também um "outra vez". Lembrando que quando eles estavam no auge carreira eles participaram de um Luau Mtv e de uma Balada Mtv onde as músicas eram apresentadas em formato acústico.
Ainda sim, como fã não só da formação clássica dos Raimundos mas também apreciador da nova formação e da forma trajetória dos Raimundos hoje fiquei como muitos no mínimo curioso. Então saiu o álbum para audição na internet e fui logo ouvir. Apesar da grande quantidade de músicas tocadas senti falta de músicas como "Tora Tora", "Baile Funk", "Andar na Pedra", "Boca de Lata". Acredito que possíveis roupagens acústicas fariam uma bela diferença na música. Algumas das músicas ganharam uma pegava que desacelerou a música, como "Sereia da Pedreira" e "Nega Jurema", mas que são convenientes com o formato e que ficaram bem legais e sem perder o espírito das versões gravadas em estúdio. "O Pão da minha prima" sofreu a mudança mais forte pelo que vi e acredito que descaracterizou a música. "Mas Vó" e "El Mariachi" do álbum Kavookavala marcam presença no acústico, apesar de serem do gosto pessoal desse autor acredito não serem as melhores escolhas para um álbum acústico, pois apostaria em "Joey" e "Kavookavala" (lembrando que Digão compôs a primeira em homenagem a Joey Ramone).
O reforço de Marcão no violão trouxe um peso interessante para o álbum e é valido a homenagem aos Charlie Brown Jr com a releitura de Lugar ao Sol. As participações de Ivete Sangalo e Dinho Ouro Preto caíram como uma luva no álbum.
As introduções levemente alteradas de "Deixa eu falar", "Be a Ba" e "Me lambe" funcionaram muito bem para o formato acústico somando a surpresa para os fãs durante o show e ouvintes do álbum.
A nova formação com Marquim e Caio nas guitarras e bateria respectivamente mantém o Raimundos ainda vivo e forte, se solidifando novamente dentro do cenário da música nacional. Digão que nunca desistiu da banda e Marquim que assumiu o posto de guitarrista e sempre esteve ao lado de Digão estão de parabéns por trazerem os Raimundos de volta.
Vejo que a gravação de um álbum acústico para os Raimundos como algo necessário e um desafio a carreira da banda que aos poucos consegue se reerguer, mas questiono apenas a quantidade de revisitações a carreira nesse pouco tempo como Roda Viva ao vivo de 2011, Cantigas de Garagem de 2015 e Acústico de 2017 e apenas um álbum de inéditas nesse meio tempo, Cantigas de Roda de 2014.
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