Xandria: Um belo trabalho, bem produzido tudo com muito bom gosto
Resenha - Theater of Dimensions - Xandria
Por André Floyd
Postado em 03 de fevereiro de 2017
Considerando de antemão o fato de um ouvinte de música se afinar com o segmento Symphonic Metal se dever ao mesmo admirar simultaneamente o peso e por vezes celeridade combinados com a elaboração, o erudito e sequências harmônico-orquestradas, regadas a corais lírico-gregorianos e tudo isso com uma bella primadonna nos microfones.
Dito isso, os fãs do estilo e em particular da banda germânica Xandria devem ter ótimos motivos para estarem adorando o mais recente lançamento do grupo, o álbum "Theater of Dimensions", que chegou no último dia 27 de janeiro.
Este é o segundo trabalho com a bela frontwoman Dianne van Giersbergen, que substituíra Manuella Kraller em 2013.
Depois de uns tempos gravando algumas águas com açúcar, até o disco "Salomé – The Seventh Veil"(2010), a banda vem num movimento de melhor elaboração e "sinfonização", acrescidas de bom peso.
Foi assim em "Neverworld’s End (2012), despedida de Kraller, e na estreia de Giersbergen no álbum "Sacrificium" (2014).
Agora com "Theater of Dimensions" não foi diferente, ao contrário.
Trata-se de um belo trabalho, bem produzido tudo com muito bom gosto. Os corais estão perfeitamente encaixados nas canções, postados no tempo apropriado juntamente com a voz de Dianne, que neste álbum está impecável, tanto em seu lirismo como em momentos um pouco mais rasgados.
As faixas "Where The Heart Is Home" e "Death To The Holy" que abre o o disco já ilustram o que fora dito acima, com direito à pancadas elaboradas, bons solos de guitarra, naipe de violões e muita harmônica.
Seguindo a audição, "Forsaken Love" suaviza um pouco ouvido do ouvinte com uma pegada mais melódica e tenra.
A quarta faixa, "Call Of Destiny", é possívelmente a melhor do trabalho, ao menos dentre as mais curtas, tendo sido lançada previamente como single e videoclipe. Música linda, com Dianne dando show de interpretação junto aos corais.
"We Are Murderers (We All)" foi a primeira canção a ser mostrada via lyric vídeo, e a escolha não foi à toa. Ela daria perfeitamente o tom do que deveríamos esperar do álbum.
O disco segue, alternando ótimas canções, com bom peso, outras nem tanto (mas nunca água com açúcar), incluindo a ótima instrumental "Céilí" (muito mais que o simples interlúdio), até chegar na última, a faixa título, grande no tamanho e na qualidade, 14 minutos de um som bem trabalhado, escrito e produzido, alternando várias cadências, um prato cheio para quem gosta de som elaborado.
A versão deluxe traz cinco canções no formato acústico.
Concluindo, o Xandria nos entregou um grande disco de symphonic metal, num momento de imensa maturidade e felicidade deles, mostrando que estão entre as melhores bandas deste nicho.
Ouça no link:
https://open.spotify.com/album/432VD29MJxivB1Nuav6d8r
Por André Floyd, da Confraria Floydstock.
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