Bon Jovi: ainda não foi desta vez que voltaram a ser bons
Resenha - This House Is Not for Sale - Bon Jovi
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 09 de dezembro de 2016
Nota: 4 ![]()
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Nem a crítica nem os fãs se entendem quando o assunto é Bon Jovi. O quinteto já deu à luz 13 álbuns de estúdio (incluindo este) e você encontrará diferentes grupos defendendo que cada um deles foi o último grande lançamento do quinteto. Alguns diriam até que a banda nunca fez nada que preste!

O que é uma tremenda injustiça, claro. Não reconhecer a importância e a qualidade que eles já tiveram é de uma desonestidade intelectual quase criminosa. Mais desonesto do que isso, só a recusa em reconhecer o quão ruim anda o grupo.
This House Is Not for Sale, décimo terceiro álbum de estúdio dos cinquentões/sessentões, infelizmente confirma o que eu digo. Sem sombra de dúvidas, é um trabalho melhor que os fraquinhos What About Now e Burning Bridges. Mas ainda deve muito para o último bom disco da banda, The Circle (pronto, já descobrimos a qual facção de fãs do Bon Jovi eu pertenço).
Das pouquíssimas faixas que valem a pena nesta obra, destaco a faixa-título, inspirada pela fotografia que acabou virando a capa do disco; "Labor of Love", onde Jon Bon Jovi parece estar incorporado pelo conterrâneo Bruce Springsteen; "The Devil's in the Temple", uma continuação dos recados à indústria musical que já eram dados em "Burning Bridges"; e "God Bless This Mess", talvez a letra mais relacionável do álbum.

Aliás, o único legado do Bon Jovi que foi respeitado em This House Is Not For Sale é a diversidade de letras, com as quais todos podem se identificar. Mas confesso envergonhado que este parágrafo é na verdade uma tentativa desesperada de achar alguma coisa boa no álbum, apenas por ser fã da banda.
Quem tiver estômago pode correr atrás de diversas edições especiais, o que pode render até sete faixas bônus - todas igualmente ruins, com exceção da marcante "We Don't Run", que já havia sido lançada anteriormente.
Há duas mudanças importantes na formação do grupo neste álbum: pela primeira vez em mais de duas décadas de parceria, o baixista Hugh McDonald é citado como membro oficial. Além disso, e mais notoriamente, temos a entrada definitiva de Phil X no lugar de Richie Sambora. Que diferença isso fez com relação a What About Now? Quase nenhuma. Explico a seguir.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Em primeiro lugar, o verdadeiro guitarrista aqui, segundo declaração do baterista Tico Torres ao Omelete, é o produtor John Shanks, que criou e executou a maior parte dos trabalhos nas seis cordas. Phil X, por incrível que pareça, ficou relegado a um papel de coadjuvante. O outro motivo pelo qual fica difícil comparar ambos os guitarristas é, talvez, culpa de John também. O som do Bon Jovi foi tão pasteurizado nos últimos anos que qualquer guitarrista que posta vídeos no YouTube tocando por cima da música dos outros em seu quarto poderia trabalhar nestes últimos álbuns. Em outras palavras, a produção e os arranjos não deixam muito espaço para alguém mostrar sua cara.
Por essas e por outras, não foi com This House Is Not for Sale que a banda fez jus ao seu passado. E nem adianta vir com os números mágicos de vendas de cópias e entradas para shows para tentar me contradizer. A não ser que seu parâmetro de avaliação artística seja a histeria adolescente demonstrada pelo público nos shows dos caras.

Quando eu analisei Burning Bridges, disse que o álbum nos deixava receosos sobre o futuro do Bon Jovi. Infelizmente, o medo se tornou realidade e eles continuam apenas uma sombra criativa do que um dia já foram. Mas eu sou Brasileiro e não desisto nunca: um dia, o Bon Jovi há de voltar.
Abaixo, o vídeo de "This House Is Not for Sale":
1. "This House Is Not for Sale"
2. "Living With the Ghost"
3. "Knockout"
4. "Labor of Love"
5. "Born Again Tomorrow"
6. "Roller Coaster"
7. "New Year's Day"
8. "The Devil's in the Temple"
9. "Scars on This Guitar"
10. "God Bless This Mess"
11. "Reunion"
12. "Come On Up to Our House"
13. "Real Love" (faixa bônus da edição de luxo norte americana; edição de luxo internacional; edição alemã, japonesa e da Target; e edição do Walmart)
14. "All Hail the King" (faixa bônus da edição de luxo norte americana; edição de luxo internacional; edição alemã, japonesa e da Target; e edição do Walmart)
15. "We Don't Run" (faixa bônus da edição de luxo norte americana; edição de luxo internacional; edição alemã, japonesa e da Target; e edição do Walmart)
16. "I Will Drive You Home" (faixa bônus da edição de luxo internacional e edição alemã, japonesa e da Target)
17. "Goodnight New York" (faixa bônus da edição de luxo internacional; edição alemã, japonesa e da Target; e edição do Walmart)
18. "Touch of Grey" (faixa bônus da edição alemã, japonesa e da Target)
19. "Color Me In" (faixa bônus da edição edição do Walmart)

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