Zakk Wylde: Country e melancolia em disco belíssimo
Resenha - Book of Shadows II - Zakk Wylde
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 30 de junho de 2016
Lançado em junho de 1996, "Book of Shadows" foi uma anomalia na carreira de Zakk Wylde. Um disco calcado no country e na rica tradição do cancioneiro popular ianque, com uma sonoridade totalmente diferente da que consagrou o guitarrista norte-americano. E é justamente nesse contraste em relação a tudo que Wylde gravou com o Black Label Society e com Ozzy Osbourne que está a principal qualidade de "Book of Shadows", que mostrou uma faceta até então inédita de Zakk, e de uma maneira incrivelmente espontânea e autêntica.
Duas décadas depois, Zakk Wylde está de volta ao universo de "Book of Shadows". Neste período, além do enorme desenvolvimento como músico, o cara casou, virou pai, saiu da banda de Ozzy e adentrou uma bem-vinda fase de sobriedade, distante dos excessos etílicos de antes. É este novo homem o responsável por "Book of Shadows II", lançado no início de abril nos Estados Unidos e que chega ao Brasil pela Hellion Records.
Se antes o vocalista e guitarrista explorava temas do cotidiano em suas letras, nessa segunda parte soa mais lírico e poético ao cantar a respeito de sua vida, desafios e desejos. Nesse aspecto, "Book of Shadows II" soa mais profundo que seu antecessor. Musicalmente, Wylde retoma a seara explorada anteriormente, revelando um elenco de influências repleto de ícones. Se o timbre de sua voz muitas vezes se assemelha ao de Gregg Allman, nos arranjos e melodias são sentidas reminiscências de Neil Young, Stephen Stills e Anders Osborne.
A espinha dorsal está na voz e no violão de Wylde, que ganha a bem-vinda companhia do órgão Hammond, sutis linhas de baixo e bateria e melodias cortantes vindas direto do coração do country e do rock sulista. Autêntico e verdadeiro, "Book of Shadows II" mostra a maturidade de Zakk Wylde como músico, vocalista e compositor, além de documentar um novo período na carreira do guitarrista.
Se decidir seguir por este caminho daqui para frente, Zakk tem tudo para alcançar o sucesso e o respaldo de público e crítica também em um universo musical distinto dos riffs e solos agressivos que o levaram ao topo.
Melancolicamente excelente!
Outras resenhas de Book of Shadows II - Zakk Wylde
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda sem frescura que tinha os melhores músicos do rock, segundo Joe Perry
A banda que tinha música, tinha talento... mas não tinha o "pacote" do Led Zeppelin
O baterista que é um "músico bom em banda ruim", segundo Regis Tadeu
W.A.S.P. anuncia turnê tocando músicas dos quatro primeiros álbuns
Clássico dos anos 2000 supera 3 bilhões de plays no Spotify
Masters of Voices, que reúne Edu Falaschi e Tim Ripper, anuncia tour sul-americana
Nova perícia privada contesta suicídio e diz que Kurt Cobain pode ter sido assassinado
Bono elege o que o heavy metal produz de pior, mas admite; "pode haver exceções"
Rage confirma três shows no Brasil em maio
Cartaz oficial do Bangers Open Air é divulgado pela organização do festival
O gênero musical que nunca será tão relevante quanto o rock, segundo Gene Simmons
O guitarrista brasileiro que ouviu a real de produtor: "Seu timbre e sua mão não são bons"
A pior música do pior disco de Ozzy Osbourne, segundo o Heavy Consequence
O álbum gigante dos anos 1970 que só não agradeceu a traficante por que ele foi morto
A banda que Joey Ramone disse que mais o inspirava; "Uma experiência de corpo e mente"


Zakk Wylde e David Gilmour discordam sobre o que poderia ter estragado "Dark Side"
Zakk Wylde acredita que tecnologia poderia ter arruinado discos clássicos
Zakk Wylde conta como escreveu "Ozzy's Song" para o novo álbum do BLS
Zakk Wylde pensou em levar "Back to the Beginning" para outros lugares, inclusive o Brasil
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias


