Therion: Uma boa faixa título e o mais do mesmo em Sithra Ahra
Resenha - Sithra Ahra - Therion
Por Rafael Lemos
Postado em 25 de maio de 2016
Nota: 7 ![]()
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Em 2010, diferentemente do que ocorria no passado, o anúncio de um lançamento do Therion não causava mais empolgação, curiosidade e euforia, pois com os fracos "Lemuria", "Sirius B" e "Gothic Kabbalah" toda a construção de honrarias foi destruída pela própria banda. Cada vez mais a banda lancava álbuns péssimos, sem graça, que disputavam entre eles o título do pior da discografia (que eu mesmo tenho dúvidas se é o Gothic Kabbalah ou o Sirius B).
Não quero realizar uma análise do conceito do álbum, pois isso já foi feito por Adriano Monteiro de forma magistral, como se pode conferir no link abaixo. Quero apenas abordar o sentido musical do álbum.
Se a capa, conforme descrita no link, se fez excelente e representa todo o conceito abordado nas letras de vários discos do Therion, notamos que a arte gráfica deixou a desejar no interior do encarte, pois está bem grosseira.
Colocamos o CD pra rolar e a faixa título que abre o cd surpreende de cara. O poderoso refrão, imponente, aparenta que voltaram a usar corais como antigamente - aqui lembrando as vozes de escravos egipcios. Há anos não ouvíamos mais uma música com tamanha qualidade como essa vinda por parte do Therion e pensamos "Opa, será que dessa vez vai dar certo ? "
A segunda música, "Kings of Edom" diz que não. Bastante morna, mostra que o Therion nao aprendeu a lição com os últimos trabalhos e continuou apostando nas mesmas composições sem graça. Outras, como a quase Death Metal "Din" e "Kali Yuga III" também são bem sem inspirações (a primeira é a segunda parte estão no álbum Sirius B).
"Unguentum sabbati" já melhora o clima, com uma bateria potente, assim como "Cú Chulainn" e seu potente coral, ou a bela faixa de encerramento "Children of the Stone after the inquisition" mas, de uma maneira geral, embora muito melhor do que os descartáveis três álbuns anteriores a ele, Sitra Ahra foi outro trabalho regular lançado por eles. Felizmente, os corais voltaram a aparecer novamente em quase todas as canções, só que não mais de forma total, mas com a função de destacar algum trecho da música. A relutância em dar um passo pra trás e construir músicas como antes, onde havia a união instrumental entre o Metal e o Clássico, impede que nasça um grande discos novamente. Esses cantores individuais, tao valorizados por Christofer, não combinaram com o som do Therion, muito menos o abandono das partes clássicas sombrias e densas predominantes em Deggial, Vovin, Theli, Secrets os the Runes e outros: o Therion nao dá certo como banda de Metal comum.
Faixas:
01 Introduction / Sitra Ahra
02 Kings of Edom
03 Unguentum Sabbati
04 Land of Canaan
05 Hellequin
06 2012
07 Cú Chulainn
08 Kali Yuga III
09 The Shells Are Open
10 Din
11 Children of the Stone: After the Inquisition
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