Suicide Silence: Cravando o seu lugar no metal contemporâneo
Resenha - You can't stop me - Suicide Silence
Por Alan Lima
Postado em 22 de janeiro de 2016
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A banda estadunidense Suicide Silence lançou em 2014 o seu quarto álbum de estúdio, intitulado You can't Stop me. É o primeiro trabalho com o novo vocalista Eddie Hermida, que substituiu o fundador, Mitch Lucker, morto num acidente de moto em 2012. Depois dessa grande perda, foram muitos desafios e questionamentos, mas o grupo conseguiu seguir a diante e lançou um ótimo trabalho, que calou qualquer desconfiança sobre o futuro da banda.
Suicide Silence - Mais Novidades

O disco começa com uma intro simples, e de repente entra a 'Inherit the crown', com Eddie já dando as cartas com seu vocal gutural seguido pelo peso tradicional do grupo, como já era de se esperar, a letra traz uma clara homenagem ao antigo frontman. A música seguinte foi o primeiro single do álbum, 'Cease to existe', e se trata da melhor faixa do cd, é uma paulada para escutar no último volume e (quando for apresentada ao vivo proporcionará grandes circles pits), trabalho sensacional dos guitarristas Cristopher Garza e Mark Heylmun. O play mantem a energia lá em cima nos três sons seguintes, inclusive com participação especial numa delas 'Control' que traz George Ficher, vocal do Cannibal Corpse.

Depois vem a faixa título que também foi a escolhida para ser o primeiro vídeo clip, mais cadenciada, o destaque vai para o baixista Daniel Kenny e o baterista Alex Lopez, que trazem groove e destaque para os bumbos duplos. A letra da música foi umas das últimas escritas por Mitch e o grupo usou para lembra-lo. Em 'Monster Within' mais uma participação especial, dessa vez de Greg Puciato da banda Dillinger Escape Plan.
A banda continua a apresentar o seu deathcore técnico no decorrer do trabalho, com muita precisão e grande desempenho de Eddie Hermida, que fez jus à confiança depositada pelos integrantes do Suicide. (Já esperava isso, pois conheço o trabalho de Hermida na sua ex-banda, o All Shall Perish, onde ele era um dos destaques).
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Para finalizar o álbum em grande estilo, a música 'Ouroboros', nome do símbolo que inclusive está na capa e tem vários significados, como eternidade, evolução, fim e começo, ou seja, tudo ligado ao momento pelo qual os integrantes estavam passando. A faixa é mais leve do disco e também mostra o amadurecimento do conjunto nas composições, intro dedilhada, seguida por várias passagens, sem abandonar o peso, Eddie canta de forma alucinante acompanhado por breakdowns.
Sem sombra de dúvidas após este quarto registro o Suicide cravou o seu lugar no metal contemporâneo. Mostrou todas as suas influências que vão de Korn até Sepultura, Morbid Angel e Suffocation, além de superar a morte de um integrante que antes de tudo era líder e amigo dos integrantes. Passar por uma situação desta é um dos maiores obstáculos para a sobrevivência de uma banda. Vida longa ao Suicide Silence!

Título: You can't stop me
Ano: 2014
Gravadora: Nuclear Blast
Setlist:
1. M.A.L.
2. Inherit The Crown
3. Cease To Exist
4. Sacred Words
5. Control (feat. George 'Corpsegrinder' Fisher)
6. Warrior
7. You Can't Stop Me
8. Monster Within (feat. Greg Puciato)
9. We Have All Had Enough
10. Ending Is The Beginning
11. Don't Die
12. Ouroboros
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Baixista admite que saída do Korn se deu por recusa a tomar vacina
O maior cantor da história do rock progressivo, em lista de 11 vocalistas feita pela Loudwire
10 discos que provam que 1980 foi o melhor ano da história do rock e do heavy metal
Os novos detalhes do papo de reconciliação com Rafael Bittencourt, segundo Edu Falaschi
Judas Priest anuncia coletânea "The Best of", que será lançada em junho
Slash escolhe o maior álbum ao vivo de todos os tempos; "Eu amo esse disco"
Tony Iommi posta foto que inspirou capa de "Heaven and Hell", clássico do Black Sabbath
Cavalera Conspiracy participará de evento que celebra 40 anos de "Reign in Blood", do Slayer
15 bandas de rock e heavy metal que colocaram seus nomes em letras de músicas
Blaze Bayley abre o coração e fala sobre luta contra alcoolismo e depressão
Tarja Turunen lança "I Don't Care", que conta com participação de Dani Filth
A música do Led com instrumental tão forte que Robert Plant acha que nem deveria ter cantado
Rodolfo revela atitude de Danilo Gentili que o surpreendeu positivamente na TV
A balada do Aerosmith que o baixista Tom Hamilton achava "muito fraca"
O que motivou Rob Halford a aceitar abrir turnê do Kiss com o Judas Priest
O álbum dos Beatles que John Lennon curtia "porque era muito estranho"
A obra épica do Pink Floyd que é rejeitada pelo quarteto que a gravou
Ian Anderson cita brasileiros ao explicar canção; "acho isso incrivelmente rude"

"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Ju Kosso renasce em "Sofisalma" e transforma crise em manifesto rock sobre identidade
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme

