Paradise Lost: Álbum traz a faixa mais poderosa da banda
Resenha - Plague Within - Paradise Lost
Por Écio Souza Diniz
Fonte: Pólvora Zine
Postado em 02 de setembro de 2015
Nota: 10 ![]()
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Muito tem sido falado que o PARADISE LOST já foi uma banda boa. Bem, primeiramente apesar dos escorregões ocorridos em álbuns como "One second" (1997), "Host" (1999) e "Believe in nothing" (2001), a banda veio restabelecendo os laços com as raízes de sua fase áurea a partir de "In requiem" (2007), chegando a doses generosas em "Tragic idol" (2012).
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Mas "The plague within" foi a redenção da banda desde "Draconian times" (1995). Por que? Simples, por que ele reúne os elementos primorosos de sua sonoridade, compreendendo o período de "Ghotic" (1991) à "Draconian times". Isso mesmo meu amigo, você ouvirá partes melodiosas de Draconian times, aliadas à rispidez de "Ghotic" e "Shades of God" (1992), com direito a bons guturais, e riffs cortantes de "Icon" (1993).
Só para começar o álbum abre com as agressivas "No hope in sight" (Nota: mas que refrão!) e "Terminal", com ótimas alternâncias de gutural e vocal limpo de Nick Holmes (Nota: parece que ele acordou de um profundo sono e precisa botar sua ira para fora). Para leva-lo profundamente ao seu universo obscuro, a linha tênue entre agressividade (Nota: diga-se, algo muito bem equilibrado em todo o álbum, sem excessos desnecessários como dantes…), "An eternity of lies" comanda firme. "Punishment through" time mantém o peso a lá "Icon". Em Beneath broken earth há solos excelentes e inspirados da dupla Greg Mackintosh e Aaron Aedy, que por sinal mostra uma dinâmica bastante rica e que há anos estávamos aguardando eles recuperassem.
"Sacrifice the flame" e "Victim of the past" alternam entre a beleza, suavidade e fúria em ascensão, sendo assim as mais melancólicas. Em "Flesh from the bone" você encontra simplesmente a música mais pesada e rápida da banda em 20 anos, remetendo a elementos de Black metal em algumas partes. A porrada sonora continua intacta em "Cry out" e para não fazerem feio, eles capricharam no fechamento com a monumental "Return to the sun" (Nota: na modesta opinião deste que vos escreve, a faixa mais poderosa e sombria da banda até hoje).
Está achando exagero ou falácia? Então ouça! Nota: 10
Por Écio Souza Diniz
Faixas: 1-No Hope in Sight/ 2-Terminal/ 3- An Eternity of Lies/ 4-Punishment Through Time/ 5-Beneath Broken Earth/ 6-Sacrifice the Flame/ 7-Victim of the Past/ 8-Flesh from Bone/ 9-Cry Out/ 10-Return to the Sun
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