Trivium: "Silence In The Snow" traz uma pegada bem diferente
Resenha - Silence In The Snow - Trivium
Por Gabriel Sacramento
Postado em 11 de agosto de 2015
O novo single do Trivium - "Silence in The Snow", foi lançado em 30 de julho. O disco sai em outubro, será lançado pelo gravadora Roadrunner Records.
A música traz uma pegada bem diferente das músicas mais famosas da banda. Possui bases instrumentais mais curtas e simples, além de uma ênfase na letra e no vocal do Matt Heafy. De início, a sonoridade me lembrou bastante o IN FLAMES, no disco "Clayman" de 2000 (especialmente pela timbragem).
No geral, a música não me agradou. Um dos motivos disso é o fato de eu admirar o trabalho do Trivium de anos atrás, como nos discos "Ascendancy", "Shogun" e "In Waves". A fúria com que eles foram introduzidos no mercado, aliados à um cuidado técnico e tratamento melódico muito bom, foi um marco na sonoridade deles, que nunca será esquecido. Contudo, é inegável o fato: A banda está crescendo e está mais segura de si mesmo, investindo em uma sonoridade única. Sem medo, eles inovam, buscando refletir o momento musical que estão vivendo.
Outro grande fator que não me agradou foi o jeito como a canção foi moldada e produzida. A impressão que se tem é que foi feita para ser extremamente acessível, com seções bem curtas, que rapidamente, deságuam no refrão. Os riffs poderiam ter sido mais bem desenvolvidos, poderiam durar um pouco mais e a banda poderia investir um pouco mais no instrumental (que sempre foi um dos fortes deles). Aqui, o desejo por uma sonoridade acessível, palatável e descomplicada é tão grande que acaba atrapalhando um pouco o desenvolvimento dos arranjos.
Traz riffs com padrões simples, compostos de poucas notas. Os arranjos simples servem de base para o desenvolvimento dos vocais do Heafy. Que aqui, foca em um estilo mais limpo, diferente do estilo gritado e "rasgado", pelo qual ele ficou conhecido. Para o Heafy, talvez, ainda seja navegar em águas desconhecidas. Mas é certo que, o trabalho dele como cantor está bem melhor.
Mesmo reconhecendo a qualidade e o crescimento do Matt como vocalista, senti falta de algo mais na sua perfomance aqui. Uma "emoção" a mais, algo mais condizente com a atmosfera da canção, com a proposta. Senti falta de uma interpretação mais fiel ao que a música propõe.
O trabalho do baterista novo Matt Madiro é muito bom. O música exala criatividade em muitos momentos. Seu trabalho combinado com as bases sólidas do baixista Paolo Gregoletto faz a cozinha soar muito bem. Suas levadas incluem um certo groove característico muito interessante, além de viradas precisas.
O baixo do Gregoletto sai bem audível nesse single. O baixista tem um talento notável e quando isso é explorado pelo grupo, rende boas ideias. Aqui, há um certo momento de destaque para o baixo, que reforça o bom trabalho do Gregoletto e do baterista Madiro.
Para os fãs ortodoxos, o Trivium soa "vendido", "comercial" e outras definições. Os fãs da era metalcore do grupo sentirão falta das melodias de guitarras, dos gritos, perfomances incríveis e velozes de bateria, etc. Resta saber se o resto do disco seguirá essa linha acessível ou se essa música, o single tem uma sonoridade diferente das demais. Se o resto for como essa música, resta ouvir o conselho que o próprio Matt deu recentemente: Ouvir o material antigo da banda, que sempre será revisitado nos shows.
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