Suicidal Tendencies: 25 anos do divertidíssimo "Lights... Camera"

Resenha - Lights... Camera... Revolution - Suicidal Tendencies

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Por David Torres
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Lançado em 03 de julho de 1990, através do selo Epic Records, "Lights... Camera... Revolution" é o quarto álbum de estúdio dos californianos do Suicidal Tendencies. Anteriormente, a banda já havia concebido três álbuns de estúdios impecáveis e que se tornaram clássicos imediatos. Nesse disco de estúdio, a banda produziu um trabalho mais comercial, contudo mantendo o padrão de qualidade dos registros anteriores, entregando um resultado que é imensamente divertido e prazeroso de se ouvir. Em qualquer álbum de música que se preze, um dos fatores que chama mais a atenção do ouvinte é a capa. Primeiramente, a capa desse trabalho não traz nenhuma ilustração, como a genial arte de "Join the Army" (1987), por exemplo, mas segue uma linha similar a de capas que a banda já havia feito anteriormente, como em seu "debut" autointitulado, "Suicidal Tendencies" (1983) e "How I Will Laugh Tomorrow When I Can't Even Smile Today" (1988), contendo simplesmente uma foto da banda. Nessa capa, os músicos posam no Vista Theatre, um histórico cinema localizado no leste de Hollywood, Califórnia, fazendo alusão ao nome que batiza o álbum. Curiosidades e informações a parte, vamos ao que realmente interessa, o disco em si!

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Notas e arranjos delicados registram o começo da esmagadora faixa de abertura, "You Can't Bring Me Down". Um solo de guitarra repleto de "feeling" de Rocky George permeia a introdução, que rapidamente implode em uma avalanche musical extraordinária e perigosamente contagiante. Peso, variações de ritmo/andamento e empolgação na medida certa. Um grande clássico da banda, sem dúvida! O trabalho continua com "Lost Again", composição que já ganha o ouvinte logo em seus acordes iniciais. O "groove" criado pela "cozinha" de baixo formada pelas quatro cordas de Robert Trujillo e as baquetas de R.J. Herrera é absurdo e quimérico, assim como o trabalho de guitarras proporcionado pela dupla Rocky George e Mike Clark. Passagens vocais memoráveis do absurdamente carismático "frontmen" Mike Muir não faltam novamente. Aliás, o Suicidal Tendencies é perito em criar versos que grudam na mente do ouvinte com facilidade.

A terceira faixa, "Alone", se inicia tal qual a primeira música, possui um início vagaroso e lento, contudo que não demora a apresentar mais um som entusiasmado e contagiante. A letra, o ritmo, tudo aqui é simplesmente viciante! Tal qual a faixa de abertura, é um dos destaques dessa obra. "Lovely", por sua vez, não deixa a peteca cair e continua o trabalho com a mesma empolgação e vigor. Balanceada e repleta de "groove", é outra faixa que não necessita qualquer esforço para cativar o ouvinte.

Um solo de guitarra alucinante marca o começo da excelente "Give It Revolution". A banda toda continua irrepreensível, concebendo um trabalho de extremo bom gosto. O entrosamento dos músicos é extremamente nítido e um "feeling" descomunal emana de cada nota. Após uma curta introdução, "Get Whacked" surge e prova ser mais um estrondo logo de cara, com seus "riffs" e solos desvairados e criativos. O andamento da faixa é insano e brilhante, fisgando o ouvinte facilmente.

A bateria de Herrera e o baixo estalado de Trujillo apresentam ao ouvinte a clássica "Send Me Your Money", uma faixa que é infalível por natureza. Tudo aqui é sobrenatural, divertidíssimo, criativo e cativante e é impossível não se entreter com sua levada empolgante e fantástica. Igualmente incrível, "Emotion No. 13" vem na sequência, surpreendendo o ouvinte com mais um som engenhoso e completamente animado.

A décima faixa, "Disco's Out, Murder's In", é certamente a música mais agressiva do álbum. Trata-se de uma composição que traz uma sonoridade "Old School", com uma pegada mais direcionada ao Crossover Thrash/Hardcore Punk dos primeiros álbuns da banda, ainda que combinando sabiamente a sonoridade mais melódica desse trabalho em seus momentos finais. Uma faixa matadora e extremamente energética que é um prato cheio para os apreciadores da sonoridade original do grupo. Com a missão de finalizar o álbum, "Go'n Breakdown" não faz feio e proporciona uma última e genial investida da banda, encerrando esse quarto trabalho de estúdio com uma composição competente e espirituosa.


"Lights... Camera... Revolution" alcançou a posição #101 na Billboard 200, o que obviamente foi mais um grande feito para a banda. As faixas "You Can't Bring Me Down", "Alone" e "Send Me Your Money" ganharam videoclipes promocionais, aumentando a popularidade dos californianos cada vez mais. Sem sombra de dúvidas, esse trabalho também proporcionou um amadurecimento formidável para a banda, que passou a tocar ainda melhor e a desenvolver composições ainda mais originais. Sucintamente, um dos grandes álbuns do início dos anos noventa!

Escrito por David Torres

01. You Can't Bring Me Down
02. Lost Again
03. Alone
04. Lovely
05. Give It Revolution
06. Get Whacked
07. Send Me Your Money
08. Emotion No. 13
09. Disco's Out, Murder's In
10. Go'n Breakdown

Mike Muir (Vocal)
Rocky George (Guitarra Solo)
Mike Clark (Guitarra Rítmica)
Robert Trujillo (Baixo)
R.J. Herrera (Bateria)




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Sobre David Torres

Moderador e criador nas páginas Mundo Metal e The Old Thrash Metal, tem como estilo predileto o bom e velho Thrash Metal e procura sempre conhecer mais e mais acerca do estilo, assim como do Rock/Metal como um todo e as suas mais variadas vertentes e subgêneros.

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