The Doors: análise e curiosidades sobre o filme
Resenha - Doors - Oliver Stone
Por Pedro Carvalho
Fonte: Arte Sétima
Postado em 05 de dezembro de 2014
Oliver Stone é um fã declarado dos Doors e Jim Morrison. 20 anos após a morte do ídolo, o diretor apresentou sua visão sobre a vida do poeta. Robby Krieger e John Densmore, respectivamente guitarrista e baterista da banda, resolveram entrar no barco e serviram como consultores, além de instruir seus intérpretes, Frank Whaley e Kevin Dillon, a tocar seus instrumentos em cena da forma mais fiel possível. O tecladista, Ray Manzarek, foi totalmente contra a ideia e resolveu ficar de fora, pois, formado em Cinema pela UCLA, preferia dirigir seu próprio filme sobre a banda e Jim Morrison. Ele não concordava com a visão de Oliver Stone.
Convenhamos, fazer um filme sobre um dos maiores rockstars e símbolos da contracultura norte-americana do final dos anos 60 não seria tarefa fácil e exigiria bastante experiência, o que Stone já tinha, afinal havia dirigido filmes como Platoon, Wall Street: Poder e Cobiça e Nascido em 4 de Julho. Restava encontrar alguém com coragem o suficiente para reviver Morrison. Para a felicidade geral, Val Kilmer, o escolhido, parece ter incorporado o espírito do mesmo xamã que Morrison afirmava ter lhe possuído quando testemunhou um acidente de caminhão envolvendo diversos índios, alguns feridos, outros mortos. Este é, provavelmente, o único papel realmente marcante de Kilmer.
O filme narra os últimos 6 anos de vida de Morrison, a começar por 1965, quando ainda estudava Cinema com Manzarek (interpretado por Kyle MacLachlan – Stone faz uma ponta em uma cena interpretando o professor deles) e conheceu Pamela Courson (Meg Ryan), quem se tornaria sua maior companheira, passando pela icônica cena na praia na qual Morrison recita trechos do então poema Moonlight Drive, impulsionando a formação da banda. Também temos o lado poético de Morrison, a execução do épico apocalíptico The End no Whisky A Go Go, o contrato com a Elektra Records, o primeiro disco, a ascensão, as drogas e o álcool, o desastre em Miami em 1969, a batalha judicial resultante e a volta por cima com L.A. Woman, tudo isto acompanhado do excelente catálogo musical da banda. As cenas que mostram os músicos noiados de LSD e a subtrama envolvendo a bruxa jornalista Patricia Kennealy (Kathleen Quinlan) são bastante apreciativas.
Porém, nem tudo são vinho e rosas. A cena em que Pamela insistentemente chama o elevador e acaba flagrando Nico, do Velvet Underground, pagando um boquete em Morrison e ambos começam a rir de sua cara é dura de engolir (com o perdão do trocadilho). Outro momento intragável envolve fogo no armário. Não creio que Morrison, ainda que em seu estado mais insano, seria capaz de tal feito. Manzarek, Krieger e Densmore não são muito bem desenvolvidos e alguns outros personagens sequer deixam claro quem realmente são.
O filme é uma biografia válida de Morrison e dos Doors? Claro que não. Trata-se da visão de um fã, de como ele imaginou aquilo tudo, já que viveu a época, mas não estava lá. E, como fã, Oliver Stone fez um ótimo trabalho. A escolha de Kilmer foi certeira e a trilha sonora não poderia ser melhor. Um filme de fã para fãs – embora muitos não tenham gostado da forma como Morrison foi retratado. Para quem não conhece muito bem a história dos Doors, recomendo os documentários No One Here Gets Out Alive, When You’re Strange e Mr. Mojo Risin’: The Story of L.A. Woman, todos oficiais e com histórias fantásticas contadas pelos próprios remanescentes do grupo e equipe.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 5 álbuns obrigatórios para se ter uma boa base na música, segundo Regis Tadeu
Sid Wilson faz primeira manifestação sobre saída do Slipknot
Por que João Gordo não é mais amigo de Max Cavalera, segundo vocalista do Ratos de Porão
Rush faz homenagem a Rocky Balboa em cartaz de shows na Filadélfia
O clássico do Queen em que Freddie Mercury alcançou a nota mais alta de sua carreira
Os 11 melhores álbuns do glam rock setentista, segundo a Loudwire
A música do Rush que Geddy Lee disse ter sido a gravação mais difícil da carreira
A música do Pearl Jam que Eddie Vedder escreveu após perder Johnny Ramone
Agora é oficial: Ozzfest volta a acontecer em 2027
O megahit do hard rock que Regis Tadeu odeia apesar de adorar tocar na bateria
A opinião de percussionista brasileiro que gravou com o The Doors
Guitarrista do Rush, Alex Lifeson conta por que parou de fumar maconha aos 72 anos
O disco "perfeito" que é o melhor do Morbid Angel, segundo a Metal Hammer
Steve Vai considera Brian May um gênio que está em um patamar superior
Por que Roger Waters cortou Paul McCartney em "Dark Side of the Moon"?



O temor de Jim Morrison que fez um clássico do The Doors mudar de nome
13 bandas de rock e metal que nasceram na faculdade e conquistaram o mundo
A música que foi feita para preencher espaço em disco e virou um dos maiores clássicos do rock
David Gilmour elege a canção mais perfeita de todos os tempos


