Fozzy: Excessos acabam matando novo disco
Resenha - Do You Wanna Start a War - Fozzy
Por Alisson Caetano
Postado em 04 de setembro de 2014
Nota: 5 ![]()
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"Menos é mais". Não sei se acredito nessa afirmação pois, ao mesmo tempo que RAMONES e MOTÖRHEAD a reforçam, ORPHANED LAND e MESHUGGAH logo a rebatem. Eu acredito no equilibro, saber quando a multiplicidade de ideias é boa ou quando a simplicidade é o melhor caminho.
O caso do FOZZY e seu mais novo disco, Do You Wanna Star a War, é um exemplo claro do "de tanto melhorar, estragou", pois é visível a quantidade de músicas perdidas pelo excesso de ideias, músicas que clamam por serem enxugadas.
A começar pela faixa título e o excesso de uma barulheira de sirenes que chegam a incomodar em uma faixa que tinha tudo para ser empolgante. "Lights Go Out" definitivamente não precisava das batidas rap e efeitos industriais, pois apenas a sua estrutura básica já é boa. "Tonight" é outro exemplo: remete facilmente ao hard rock anos 80, bem alto astral, riffs bacanas, mas o excesso de empolgação dos backing vocals causa a sensação de frustração justamente no refrão. "Did With You" é perfeita para quem gosta de baladas de refrão forte, mas soou forçado para mim. "Scarecrow" é a união forçada de duas músicas que, claro, não tem nada a ver uma com a outra: no início parece que será um metalcore extremamente pesado, mas que subitamente dá lugar para um hard/heavy metal.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Porém, quando a banda resolve acertar, acerta em cheio. A começar com "Unstoppable": melhor do disco disparado, com um refrão feito para ser cantado em segundos. "No Good Way" empolga por ser básica. Já "Bad Tattoo" e "Witchery" empolgam por surpreenderem: a primeira pela estrutura em breakdowns e a segunda por unir bem elementos de metalcore e hard rock, com um trecho de baixo no final para arrematar tudo.
Ao término do disco, a primeira coisa que me veio a mente foi: esse disco merecia um produtor melhor, alguém que soubesse dizer não à ideias ruins, alguém que soubesse dar o equilíbrio de ideias que bandas como RAMONES e ORPHANED LAND tem, onde nem o excesso e muito menos a falta de elementos nas músicas prejudicam o resultado final.
Tracklist:
1. Do You Wanna Start a War
2. Bad Tattoo
3. Lights Go Out
4. Died With You
5. Tonight (part. de Michael Starr)
6. Brides of Fire
7. One Crazed Anarchist
8. Unstoppable
9. Scarecrow
10. No Good Way
11. S.O.S. (cover do ABBA)
12. Witchery
Lineup:
Chris Jericho - vocal / piano
Rich Ward - guitarra / backing vocals
Billy Grey - guitarra
Paul Di Leo - baixo
Frank Fontsere - bateria
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