Fozzy: Excessos acabam matando novo disco
Resenha - Do You Wanna Start a War - Fozzy
Por Alisson Caetano
Postado em 04 de setembro de 2014
Nota: 5 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"Menos é mais". Não sei se acredito nessa afirmação pois, ao mesmo tempo que RAMONES e MOTÖRHEAD a reforçam, ORPHANED LAND e MESHUGGAH logo a rebatem. Eu acredito no equilibro, saber quando a multiplicidade de ideias é boa ou quando a simplicidade é o melhor caminho.
O caso do FOZZY e seu mais novo disco, Do You Wanna Star a War, é um exemplo claro do "de tanto melhorar, estragou", pois é visível a quantidade de músicas perdidas pelo excesso de ideias, músicas que clamam por serem enxugadas.
A começar pela faixa título e o excesso de uma barulheira de sirenes que chegam a incomodar em uma faixa que tinha tudo para ser empolgante. "Lights Go Out" definitivamente não precisava das batidas rap e efeitos industriais, pois apenas a sua estrutura básica já é boa. "Tonight" é outro exemplo: remete facilmente ao hard rock anos 80, bem alto astral, riffs bacanas, mas o excesso de empolgação dos backing vocals causa a sensação de frustração justamente no refrão. "Did With You" é perfeita para quem gosta de baladas de refrão forte, mas soou forçado para mim. "Scarecrow" é a união forçada de duas músicas que, claro, não tem nada a ver uma com a outra: no início parece que será um metalcore extremamente pesado, mas que subitamente dá lugar para um hard/heavy metal.
Porém, quando a banda resolve acertar, acerta em cheio. A começar com "Unstoppable": melhor do disco disparado, com um refrão feito para ser cantado em segundos. "No Good Way" empolga por ser básica. Já "Bad Tattoo" e "Witchery" empolgam por surpreenderem: a primeira pela estrutura em breakdowns e a segunda por unir bem elementos de metalcore e hard rock, com um trecho de baixo no final para arrematar tudo.
Ao término do disco, a primeira coisa que me veio a mente foi: esse disco merecia um produtor melhor, alguém que soubesse dizer não à ideias ruins, alguém que soubesse dar o equilíbrio de ideias que bandas como RAMONES e ORPHANED LAND tem, onde nem o excesso e muito menos a falta de elementos nas músicas prejudicam o resultado final.
Tracklist:
1. Do You Wanna Start a War
2. Bad Tattoo
3. Lights Go Out
4. Died With You
5. Tonight (part. de Michael Starr)
6. Brides of Fire
7. One Crazed Anarchist
8. Unstoppable
9. Scarecrow
10. No Good Way
11. S.O.S. (cover do ABBA)
12. Witchery
Lineup:
Chris Jericho - vocal / piano
Rich Ward - guitarra / backing vocals
Billy Grey - guitarra
Paul Di Leo - baixo
Frank Fontsere - bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do Metallica que James Hetfield considera "fraco": "Um enorme sinal de fraqueza"
Nicko McBrain fala sobre rumores de aposentadoria de Dave Murray
Blaze Bayley escolhe o melhor disco do Metallica - mas joga sujo na resposta
Download Festival anuncia novas atrações e divisão de dias para a edição 2026
Metal Hammer coloca novo álbum da Nervosa como um dos discos que você precisa ouvir em 2026
AC/DC - um show para os fãs que nunca tiveram chance
A banda que poderia ter chegado ao tamanho do Led Zeppelin, segundo Phil Collen
Os álbuns do Rush que são os prediletos de Regis Tadeu
Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
Como a banda mais odiada do rock nacional literalmente salvou a MTV Brasil da falência
Show do AC/DC no Brasil é elogiado em resenha do G1; "A espera valeu a pena"
Robbie Williams cantará "No More Tears" com a banda solo de Ozzy Osbourne
A maior dificuldade de Edu Ardanuy ao tocar Angra e Shaman na homenagem a Andre Matos
Neil Sedaka, um dos grandes hitmakers da história, morre aos 86 anos
O álbum que define o heavy metal, na opinião do vocalista do Opeth
A maior banda Punk de todos os tempos, na opinião de Bob Dylan
A primeira banda de thrash da história, na opinião de Kerry King
James LoMenzo, baixista do Megadeth, fala sobre a saída de Kiko Loureiro



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



