Graveyard: Música boa sempre será contemporânea
Resenha - Graveyard - Graveyard
Por Marcelo Hissa
Postado em 23 de julho de 2014
Nota: 8 ![]()
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Guitarra, baixo, bateria e vocal; é tudo que se necessita para fazer o genuíno rock. Nada contra teclados pomposos, corais eloquentes, produção prolixa, mas convenhamos que às vezes menos é sinônimo de mais. Se não acredita escute o debut auto-intitulado do Graveyard. Música visceral, original, carregada de feeling.
Da Suécia surge uma das melhores bandas da atualidade que afasta-se do padrão metal local. Intitule como bem entender: Hard rock, Blues rock, Stoner Rock; nada muda o fato que estamos diante do velho e bom rock.
Evil Ways abre suave, acostumando seu ouvido à guitarra, mas logo escancara o som proposto: músicas diretas, bem tocadas, com solos distorcidos bem encaixados, vocal sem exageros permeado por uma cozinha bem entrosada de baixo e bateria.
Pra quem deseja ouvir o lado Hard recomendo ouvir principalmente Lost in Confusion que expõe toda a técnica vocal de Jonatan Ramm. Destaque também para Submarine Blues que apesar de sua curta duração (2:20) tem tempo de sobra para envolver o ouvinte.
Se é Blues Rock que você almeja prefira então sugestiva Blue Soul que de fato demonstra oque é tocar rock tendo-se uma alma blues. As Years Pass Bye e Right is Wrong também são carregadas de feeling Blues, sendo a segunda um pouco mais pesada.
Fechando o álbum temos a face Stoner, Satan´s Finest. Lição de como desenvolver uma boa música: comece devagar envolvendo o ouvinte, acelere uma pitada (afinal isso aqui é rock), mantenha um bom riff sustentando a obra, com um vocal singular que saiba interagir com as oscilações de ritmo e feche com um solo singelo, mas que ressoe no ouvinte muito depois do fim da última nota.
Graveyard debutou a carreia com um categórico álbum de rock direto e visceral, daqueles que nunca soará datado. Música boa sempre será contemporânea. Uma verdadeira lição de que rock pra ser bom basta 4 instrumentos.
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