RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas

imagemA música de Raul Seixas que salvou a carreira de Chitãozinho e Xororó

imagemDeep Purple: David Coverdale revela quem quis como substituto de Ritchie Blackmore

imagemAndi Deris tem problemas de saúde e shows do Helloween são adiados

imagemO brasileiro com a voz parecida com a de Axl Rose que viralizou no TikTok

imagemProdutor da turnê de Paul Di'Anno explica problemas no primeiro show

imagemO Raul Seixas não era nada daquilo que ele falava, diz ex-parceiro musical

imagemO motivo nada musical que fez Bruce Dickinson querer se juntar aos hippies

imagemVocalista do Fleshgod Apocalypse é pedida em casamento durante show da banda

imagemO hit dos Beatles que talvez seja sobre drogas e que "Jesus" acompanhou gravação

imagemEloy Casagrande repete o feito sendo eleito melhor baterista de metal do mundo

imagemTony Iommi conta quais são os riffs preferidos que ele escreveu

imagemShane Hawkins, filho de Taylor Hawkins, ganha prêmio de melhor performance do ano

imagemZelador viraliza após incrível semelhança com voz de Steve Perry em "Don't Stop Believin'"

imagemEm disputa acirrada, fãs batem recorde e elegem melhores discos de metal de 2022

imagemOs 20 melhores álbuns lançados em 1993, segundo a Revolver Magazine


Stamp

Babymetal: Mais headbangers que metade das bandas de hoje

Resenha - Babymetal - Babymetal

Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 26 de fevereiro de 2014

Nota: 8

Após quase dois anos com vários singles lançados, o trio BABYMETAL conquistou seu espaço e decidiu que era hora de lançar um álbum. Infelizmente para os fãs, o trabalho não traz quase nenhuma novidade. À exceção de três faixas inéditas, o disco é composto por singles e lados-B já lançados anteriormente. De qualquer forma, é importante do ponto de vista do marketing reunir os trabalhos todos em um único lançamento em vez de ficar só lançando músicas de vez em quando.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Para aqueles que (ainda) não são fãs, permitam-me apresentar: BABYMETAL é um dos grupos mais improváveis que você vai conhecer em sua vida. Misturando power/death metal com música pop japonesa (J-Pop), mais especificamente a música dos típicos idol groups nipônicos, o BABYMETAL é um trio formado por garotas de seus 14 e 16 anos. Contando com uma banda de apoio de bastante peso, elas vêm conquistando fãs e shows lotados nos últimos meses. Parte disso se deve, é claro, ao fato de as integrantes já serem experientes no ramo da música e estarem sob as asas de uma grande agência de talentos. Mas é inegável que a qualidade e a excentricidade do som também ajudaram o trio a ascender rapidamente.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Poucos dias atrás, este que vos escreve resenhou o álbum mais recente do VAN CANTO e teve o mesmo sentimento: "muitos vão xingar sem ouvir, porque foge do óbvio". É fato que as BABYMETAL tiveram também uma recepção fria por parte de fãs que veem o metal como uma raça pura que não deve sofrer miscigenações. E o lançamento deste álbum não vai ajudar nada neste sentido. Ele existe por pura questão mercadológica, uma vez que quase todas as faixas já foram lançadas. Por que resenhar isto então? Porque it's the music, stupid.

O álbum abre com "Babymetal Death" - introdução quase perfeita, não fosse pelo fato de o diferencial do grupo - o seu lado J-pop - estar quase totalmente ausente. As coisas ficam mais genuínas na sequência "Megitsune", uma das melhores do grupo não só pela qualidade em si mas também por ser um perfeito cartão de visitas, onde os elementos de metal e pop estão igualmente divididos.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Em "Do・Ki・Do・Ki☆Morning", ao contrário da abertura, a banda não se preocupou muito em mostrar seu lado metal, e a faixa acaba sendo um J-pop radiofônico como qualquer outro, com a adição de uns riffs mais pesados aqui e ali, só para justificar o nome do disco e do grupo. Já em "Ii ne!", que nos primeiros dois minutos parecia seguir o mesmo caminho, o grupo faz uma espécie de "death breakdown" bem no estilo I SEE STARS que contrabalanceia os gêneros. Tão aí duas faixas perfeitas para abrir um anime qualquer que ouse abraçar riffs de metal. Outra faixa, aliás, que traz esses mesmos toques de I SEE STARS é "U.ki.U.ki★Midnight", que também seria um ótimo cartão de visitas para o grupo.

"Benitsuki -Akatsuki-" poderia ser facilmente confundida com um cover de alguma música desconhecida de HELLOWEEN, EDGUY ou STRATOVARIUS. É praticamente uma música de power metal qualquer, mas na voz de uma japonesa de 15 anos.

"Onedari Daisakusen" é um ponto alto do disco com riffs meio progressivos aliados a sons típicos do Japão. "Catch Me If You Can" não traz os mesmos sons japoneses, mas o jogo de vocais, guturais e guitarras lembra algumas das melhores bandas daquele país, como DIR EN GREY e o finado guitarrista HIDE.

Fechando o disco, "Headbangeeeeerrrrr!!!!!" (sim, com todos os "es", "erres" e pontos de exclamação), que poderia ser uma música metalinguística, mas na verdade parece falar do momento em que um garota faz 15 anos; e "Ijime, Dame, Zettai", outra que poderia ser confundida com um cover de qualquer grande banda de power metal, e cuja letra fala de bullying. A mensagem é clichê e genérica, mas seria uma maneira interessante - e musicalmente positiva - de tratar do assunto em escolas. Apenas uma sugestão.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Quanto às três inéditas, temos "Gimme Choko!!", uma das mais infantilizadas; "4 no Uta", focada no instrumental e dona de alguns dos melhores riffs do álbum, com as vocalistas cantando pouco e sem muita variação de notas; e "Akumu no Rinbukyoku", que faz as vezes de balada.

Este álbum causará impacto, pois, conforme dito acima, é uma combinação estranha e nova. A maioria dos metaleiros não está pronta para ouvir isso, muito menos para aprovar. Mas o grupo não está mais esperando pela aprovação deles, porque já está lotando shows, vendendo bem e figurando em paradas. De novo, não apenas por ter uma grande agência por trás, mas por ter realmente algo a mostrar.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Excelente "estreia" (entre aspas, pois a maior parte das faixas já era conhecida) de um grupo realmente jovem. O único risco que corre é o de se tornar refém das lógicas de mercado, o que pode mudar seu som para pior ou então simplesmente por fim no grupo se seus empresários assim julgarem necessário. De qualquer forma, encerro aqui a resenha com uma verdade inconveniente para alguns: as BABYMETAL são mais headbangers que metade das bandas que temos por aí hoje.

Abaixo, o vídeo de "Megitsune":

Track-list:
1. "Babymetal Death"
2. "Megitsune"
3. "Give Me Choco!!"
4. "Ii ne!"
5. "Akatsuki"
6. "Do Ki Do Ki☆Morning"
7. "Onedai Daisakusen"
8. "4 no Uta"
9. "U Ki U Ki★Midnight"
10. "Akumu no Rinbukyoku"
11. "Headbangeeeeerrrrr!!!!!"
12. "Ijime, Dame, Zettai"

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Siga e receba novidades do Whiplash.Net:
Novidades por WhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Babymetal: as dez melhores canções da banda


publicidadeAdemir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | André Silva Eleutério | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Euber Fagherazzi | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Henrique Haag Ribacki | José Patrick de Souza | Julian H. D. Rodrigues | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Victor de Andrade Lopes

Victor de Andrade Lopes é jornalista (Mtb 77507/SP) formado pela PUC-SP com extensões em Introdução à História da Música e Arte Como Interpretação do Brasil, ambas pela FESPSP, e estudante de Sistemas para Internet na FATEC de Carapicuíba, onde mora. É também membro do Grupo de Usuários Wikimedia no Brasil e responsável pelo blog Sinfonia de Ideias. Apaixonado por livros, ciências, cultura pop, games, viagens, ufologia, e, é claro, música: rock, metal, pop, dance, folk, erudito e todos os derivados e misturas. Toca piano e teclado nas horas livres.
Mais matérias de Victor de Andrade Lopes.