Manowar: Ousando remontar um dos seus maiores clássicos
Resenha - Kings of Metal XXIV - Manowar
Por Ney Pellegrini
Postado em 21 de fevereiro de 2014
Nota: 8 ![]()
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Eis que 24 anos depois do lançamento do clássico Kings of Metal, os "Reis do Metal" resolveram presentear seus fãs com a regravação do mesmo usando recursos tecnológicos atuais.
A ideia não é nenhuma novidade pra banda que em 2011 regravou o também clássico Battle Hymns agradando alguns e desagradando outros tantos. Confesso que no caso do "Battle" fiquei um tanto decepcionado, talvez pela sua sonoridade soar datada nos dias atuais mesmo com nova roupagem, mas principalmente pela atuação do Mr Eric Adams, que já não canta como outrora. O problema não é cantar alguns tons abaixo do que a 30 anos atrás, na minha concepção faltou tesão do frontman nas interpretações, então fui ouvir o novo "Kings" com expectativa baixa e tive uma grata surpresa.

Começando pela ordem track list totalmente alterada. O play é aberto com Hail and Kill que ja mata a pau de cara!! Com a afinação mais baixa, ficou mais pesada e sombria!!! Eric Adams se mostra com mais garra do q na bolacha citada no paragrafo anterior, principalmente nas partes rasgadas e agudas, cantando mais a vontade, mais próximo de suas interpretações ao vivo do que a interpretação original do clássico. Em seguida vem a empolgante Kings of Metal que não deixa a peteca cair!
A medida que o álbum vai se desenrolando os ouvidos vão se acostumando com o "novo" Manowar e a audição vai se tornando mais agradável. Na bela Heart of Steel os novos arranjos e intro acústica deram ainda mais pompa épica balada. Até a narrativa The Warriors Prayer foi remontada e ficou muito muito melhor que a original!! O vovozinho da nova narrativa é alucinado!!! Os efeitos sonoros muito mais realistas tornando a experiência mais imersiva para o ouvinte.

Blood of the kings teve sua letra alterada e outros países foram citados inclusive nosso querido Brasil!
Até aqui só elogios pra bolacha. Porem Kingdom Come soou meio "xoxa" em sua nova versão. A voz do Eric Adams é que fazia a diferença nessa faixa em sua primeira versão, por ser uma música simples e cheia de feeling. A emoção aqui não conseguiu ser reproduzida ou ao menos equiparada. Outro ponto baixo foi a instrumental Sting Of The Bumblebee que teve sua intro limada e foi tocada com um metrónomo no fundo, que talvez seja removido na mixagem final, uma vez que o álbum ainda não foi oficialmente lançado.
Em seguida a épica The Crown And The Ring numa versão totalmente orquestrada segue o padrão de pompa de Heart of Steel. Esta ganha também uma versão com guitarras adicionadas logo após a rápida on Wheels Of Fire que ficou muito bacana tocada com mais peso.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | O Play é finalizado com uma versão de Heart of steel "cantada" pela guitarra cheia de feeling!! O instrumental desta ficou mais fiel ao original do que a versão anteriormente comentada neste review. Achei versão ficou animal, mas não deve agradar a todos.
Estranhamente, a machista e divertida Pleasure Slave ficou de fora. Talvez ela não tenha mais espaço no chato mundo politicamente correto, o que é uma pena pois era uma das minhas músicas favoritas ;)
A versão do álbum que tive acesso vem com um bonus contendo versões instrumentais e alternativas para todas as faixas exceto Sting Of The Bumblebee e The Warriors Prayer. Se você tiver paciência/curiosidade de ouvir, vai descobrir o quão ricas em textura e produção as musicas repaginadas ficaram.

Por fim, vale muito a pena conferir o retorno triunfal de Kings of metal. Talvez você estranhe um pouco nas primeiras audições mas é um disco que quanto mais se ouve, mais se descobre e mais se gosta.
Em tempo: Após ouvir algumas vezes o novo Kings of Metal, a regravação do Battle Hymns passou a soar melhor aos meus ouvidos. Parece que agora estou adaptado ao ¨novo¨ MANOWAR.
Track List:
CD1
01. Hail and Kill MMXIV
02. Kings of Metal MMXIV
03. The Heart of Steel MMXIV (Acoustic Intro)
04. A Warrior's Prayer MMXIV
05. The Blood of the Kings MMXIV
06. Thy Kingdom Come MMXIV
08. Thy Crown and Thy Ring MMXIV (Orchestral Version)
09. On Wheels of Fire MMXIV
10. Thy Crown and Thy Ring MMXIV (Metal Version)
11. The Heart of Steel MMXIV (Guitar Instrumental)

CD2
01. Hail and Kill MMXIV(Instrumental)
02. Kings of Metal MMXIV(Instrumental)
03. The Heart of Steel MMXIV (Orchestral Intro Version - Instrumental)
04. The Blood of the Kings MMXIV(Instrumental)
05. Thy Kingdom Come MMXIV(Instrumental)
06. Thy Crown and Thy Ring MMXIV (Orchestral Version - Instrumental)
07. On Wheels of Fire MMXIV(Instrumental)
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