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Paul Stanley: O amor que o Kiss ofereceu ao mundo

Resenha - Paul Stanley - Paul Stanley

Por Ronaldo Celoto
Postado em 17 de dezembro de 2013

Nota: 10

Em um sonho, há muito tempo atrás, um homem apaixonava-se por uma mulher, e, ela por ele. Mas o que eles sabiam? O que eles poderiam explicar sobre as origens do amor? E os anos pareciam passar como horas, e, todas as respostas pareciam mais do que precisas, e, a única certeza que eles podiam traduzir em palavras, era de que, esta noite, sim, esta noite, ambos se pertenciam, e, se amariam até o fim, pois o amor jamais será tristeza ou dor. Assim começa a história da primeira canção do álbum mais completo (só equiparado ao de ACE FREHLEY, que é certamente, o mais energético e mais gostoso de ouvir) de todos os quatro discos solo lançado pelos integrantes da banda mais importante de toda a América nos anos de 1973/1980: o KISS. E assim, a verdadeira alma do KISS, o "Dr. Love", o "Starchild", ou simplesmente PAUL STANLEY, anunciava aos quatro cantos, a sua excelência criativa como compositor e músico.

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"Tonight You Belong To Me" é de longe, uma das melhores (entre as dezenas de melhores) canções do KISS. Ela talvez defina toda a sonoridade que a banda deveria ter feito na época, pois o disco de PAUL é o mais "KISS" de todos os discos que seus integrantes resolveram se aventurar a lançar. Duvido que algum fã conteste, por exemplo, se canções como a contagiante "Wouldn’t You Like To Know Me", a romântica "Take Me Way", a elétrica "It’s Alright", e, a maravilhosa "Hold Me, Touch Me", além da própria canção supracitada (que inaugura este grande álbum) não poderiam estar presentes em algum dos discos da banda. Não tenho dúvidas, por exemplo, em dizer que "It’s Alright" caberia dentro do clássico "Rock And Roll Over", pela sua energia, o mesmo acontecendo com "Wouldn’t You Like To Know Me". E, na questão mais romântica, porque não poderíamos inserir a fantástica "Take Me Away" dentro dos álbuns "Destroyer" ou "Love Gun", por exemplo? Mas, creio que estas questões poderão ser melhores respondidas por cada um dos fãs, que certamente, encontrará um disco próprio para tais canções, ou dirá que o melhor lugar delas é exatamente, neste esplêndido trabalho do então jovem STANLEY EISEN.

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Mas, deixando os sonhos à parte, o fato é que poucos discos do KISS tem um impacto inicial tão brilhante quanto o causado por "Tonight You Belong To Me". E em seguida, para não perder o pique, "Move On" surge para manter acesa a chama despretensiosa de PAUL, que, na letra contava as lições de casa que aprendera com a mãe, que o ensinou pretensiosamente que, ao sentir-se fisgado nos braços de belas mulheres, ele deveria não se deixar seduzir pelos seus encantos, e, sim, viver um dia após o outro, pois, como ele mesmo cantou: "The time is at hand/The day is upon us/There's no need to say goodbye/You don't understand/But babe I don't want you to cry/(So) Move on!"

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Pedindo licença para expor um romantismo lisérgico, meio que "blue", meio que erótico, STANLEY ataca com uma canção de clima atmosfericamente mágico: "Ain’t Quiet Right". Um verdadeiro sussurrar nos ouvidos, aquele tipo de coisa que nós, homens, temos vontade de expressar bem devagar, no ouvido de uma bela mulher, em um quarto escuro com luzes de neon rosa, e, você, como um verdadeiro Don Juan tupiniquim, diz a ela como que pedindo desculpas: "You gave me good love... But it ain't quite right". Ou seja, você agradece, mas discretamente, pede para ela entender que você precisa ficar só. É a grande alma do conquistador que consegue ser romântico para não ser criticado, e, sim, receber um agradecimento da mulher que o ouve, por mais estranho que isto pareça. Mas estamos falando do "Starchild". E no final, ele ainda agradece, como numa daquelas estranhas sensações em que qualquer um de nós encontra uma pessoa que foi responsável por uma maravilhosa noite, ou inúmeras e maravilhosas noites, e, simplesmente sorrimos para ela, pois temos a sensação e a mágica lembrança dos momentos mais do que energéticos, que valeram cada segundo muito bem vivido. E então a letra conclui: "Lookin' back now seems so easy/You were the best thing ever happened to me/I can't complain/It was worth every minute we had/Because, you gave me good love/But it ain't quite right".

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E lá vamos nós, dentro de uma espaçonave climática totalmente sonora, para a quarta canção, agradável, pulsante, e, com um refrão daqueles que colam nos ouvidos: "Wouldn’t You Like To Know Me". Destaque para o brilhante trabalho criativo de PAUL em todas as faixas, e, a cozinha de músicos de notório reconhecimento, entre os quais, CARMINE APPICE, BOB KULICK, RICHIE FONTANA, entre outros.

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Para finalizar o primeiro lado, uma canção verdadeiramente épica. A sagrada "Take Me Away (Together As One)", composta por PAUL e MIKEL JAPP, iniciada com requintes de uma noite em uma suíte encantada, similar a canções que traduzem esta magia em poucos e primeiros instante, como a colossal "Love To Love", do UFO, e, que mostra um bom trabalho do baixo de STEVE BUSLOWE, uma variabilidade rítmica que explode em vocalizações perfeitas do "Dr. Love", e, carrega uma emoção muito particular. Ouso dizer que este é um dos maiores trabalhos de voz de PAUL STANLEY em toda a sua longa carreira. É fantástica a sua comoção própria nos momentos finais da música, assim como é fantástico o fato de nós, fãs, sabermos que um dia uma canção tão especial como esta pode existir. Eu gostaria muito, mas muito mesmo, que um dia o KISS tivesse a coragem de sair em turnê e tocar um apanhado dos seus quatro álbuns solo, mas não um resumo qualquer (como aconteceu na turnê do "Dinasty", quando eles tocaram "Move On", "Radioactive", "New York Groove"), e, sim, na íntegra os álbuns de PAUL e ACE, e, um resumo dos álbuns de PETER e GENE. Por sinal, com o devido respeito, mas o disco solo de GENE é de longe, o pior dos quatro.

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Enfim, passada a epopeia mágica, e, mergulhamos em "It’s Alright", talvez, ao lado de (como já mencionei) "Tonight You Belong To Me", a canção mais próxima do rótulo daquelas que, evidentemente, poderia ter sido inserida em qualquer dos seis primeiros discos da banda. Ela é tão energética, tão "KISS", tão verdadeira e simples, que é impossível não se render à sua força. Parece brincadeira permitir-se imaginar momentos que vivemos e ouvimos "It’s Alright", mas eu, pessoalmente, uma vez, em um parque de diversões com alguns amigos e amigas de outros países, levei o CD de PAUL e pedi para que fosse tocado enquanto estávamos relembrando momentos puros e nostálgicos de infância, e, acreditem, a sensação de ouvir "It’s Alright" enquanto dirigíamos aqueles carrinhos de trombar, foi a de estarmos dentro do filme "Kiss Meets The Phamtom Of The Park", literalmente. Incrível como esta música é capaz de mudar qualquer ambiente, e, transforma-lo em algo genuinamente "rock’n’roll"!

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Seguimos pela linda, absolutamente linda e romântica "Hold Me, Touch Me", um hino ao amor, um hino ao "Vallentine’s Day" ou a qualquer celebração entre casais apaixonados. Sim, não se percam os fãs mais radicais, por este texto parecer um tanto "romântico demais", mas a questão é que o álbum solo de PAUL possui requintes genuinamente especiais, diferentes, pois é carregado de uma alma totalmente "KISS", só que acompanhada de rosas, vinho tinto e desejo, muito desejo mesmo, para ser vivido entre aquelas pessoas que se amam e que tem em comum a qualidade de serem fanáticos pela banda.

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Não, não tenham medo de admitir isto. A letra fala por si, quando PAUL diz: "Apesar do tempo em que estamos separados parecer interminável/Todos os meus pensamentos permanecem com você". E segue adiante, desafiando as diretrizes da ciência, dizendo que acredita, sim, que um dia, todos os sonhos que eles tem em comum se tornarão reais. E, entre idas e vindas, ele simplesmente pede à mulher que o abrace, que o toque, que pense nele quando eles estiverem distantes. Pois, se há uma certeza no fato de estar vivo, é a de que, conforme conclui a harmoniosa voz de PAUL, no final da canção: "Till tomorrow comes/We'll dream of yesterday".

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Ora, quem de nós, por mais radical que se prostre, nunca disse isto apaixonadamente a uma mulher? Quem de nós não sonhou acordado com intermináveis noites de paixão, onde tudo que queríamos era abraçar e podermos ser abraçados pela mulher que amamos? E, às mulheres que estiverem lendo isto, qual de vocês nunca imaginou, um dia, que PAUL estivesse declamando estas frases exatamente para vocês? Enfim, são coisas que só o KISS consegue causar em seus fãs. É por este motivo que a insígnia continua a ser verdadeira: "Há dois tipos de fãs de rock. Os fãs de outras bandas e os fãs de KISS".

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E lá vamos nós, para a penúltima música, muito bem distribuída em uma guitarra cavalgada, e, novamente, a retomar a energia pulsante de Mister "Starchild", a declamar (com bela voz, sem perder as escalas, diga-se de passagem) a elétrica "Love In Chains". Pessoalmente, gosto muito desta canção, e, do trabalho de STEVE LACEY na guitarra. Totalmente composta por PAUL, creio que ela também entraria em algum disco da segunda trilogia de clássicos ("Destroyer", Rock and Roll Over" ou "Love Gun") que foi lançada pela banda que resume, em seu nome, o beijo mais cintilante e elétrico do planeta Terra.

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Para dizer, adeus, um "Goodbye" mais do que merecido, explosão de guitarras rítmicas de PAUL e KULICK, e, uma boa bateria de CRAIG KRAMPF, seguida pelo bom trabalho de baixo de ERIC NELSON e os vocais de apoio muito bem inseridos. É o fim, como que a pedir fogos de artifício para encerrar um trabalho conciso, inteligente, versátil e como eu já disse, muito, muito mesmo, a própria alma do KISS.

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Pudera... pois, no palácio dos deuses e dos encantos que somente a música é capaz de afirmar, PAUL STANLEY certamente, tem lugar reservado na lista de um dos maiores "frontmen" que já existiram. Se pudéssemos comparar músicos a deuses da mitologia grega, PAUL STANLEY provavelmente seria APOLO, e, todas as mulheres do mundo que ouvem suas canções, certamente pediriam para serem chamadas de "AFRODITE". E nós, humildes fãs, seríamos os menestréis que, de vez em quando, compramos algum kit de maquiagem e ousamos cantar às nossas musas, alguns versos de "Tonight You Belong To Me". Podemos não ter a alcunha de "Dr. Love", mas como seres humanos que somos, todos podemos, e, devemos, entender e ousar declamar às nossas namoradas, esposas ou simplesmente amigas, um pouco do amor e da alegria que o KISS um dia teve a coragem de oferecer ao mundo, através de suas canções.

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Sobre Ronaldo Celoto

Natural do Estado de São Paulo, é escritor, professor, poeta e consultor em direito, política e gestão pública. Bacharel em Direito, com Mestrado em Ciência Política, atualmente cursa Doutorado em Direito, Justiça e Cidadania pela Universidade de Coimbra. Além destas atividades, dedica diariamente parte de seu tempo à pesquisa e produção de artigos científicos, contos, romances, matérias jornalísticas, biografias e resenhas. Seus interesses pessoais são: cinema, política, jornalismo, literatura, sociologia das resistências, ética, direitos humanos e música.
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