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Injustiçados: Keeper III - The Legacy seria um disco injustiçado?

Resenha - Keeper III - Legacy - Helloween

Por Luis Fernando Ribeiro
Em 16/11/13

Seria muito fácil vir aqui e descer a lenha em "Dark Ride" por ser um disco totalmente incompatível com o restante da discografia do HELLOWEEN e até pela própria banda citá-lo como um disco inferior ao restante de seus álbuns, mas não é assim que a coisa funciona. "Dark Ride" é um baita disco e apenas retrata um momento sombrio vivido pela banda mais alegre do cenário Heavy Metal, o que causou estranheza, mas não impediu o disco de ser bem sucedido e ter ótimas músicas.

Contudo, apesar de ter criado grandes clássicos lembrados até hoje nos shows da banda, "Keeper of the Seven Keys - The Legacy" é o disco que considero mais injustiçado na carreira do HELLOWEEN. Explico: Este petardo é um dos álbuns mais pesados e variados já lançados pela banda, com riffs encorpadíssimos, belas letras, uma 'cozinha' precisa e entrosada e ótimas interpretações de Deris. Ainda assim, por carregar o nome dos maiores clássicos da banda, foi considerado pela crítica em geral um disco no máximo mediano.

Mediano, senhores? Façam-me um favor, hein? Apenas "The King of 1000 years" já justifica o disco carregar um nome tão importante em sua capa. E se o disco tivesse outro nome, teria a mesma avaliação?

O grande problema é ir com muita sede ao pote. Não, este disco não deve ser comparado ao dois primeiros "Keepers", até por que o momento é outro, os músicos são outros e a banda já lançou "Keeper I e II", não haveria a necessidade de tentar soar como eles novamente. Ao se desprender dos antigos discos da banda você poderá notar o poder que "The Legacy" possui e facilmente incluí-lo entre os cinco melhores da banda. Pelo menos foi assim que aconteceu pra mim.

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Achei o disco ao acaso, no ano de seu lançamento, em uma pequena loja de CD's de minha cidade e fiquei encantado com sua belíssima embalagem. Já havia ouvido falar alguns meses antes sobre a qualidade duvidosa do álbum através de revistas especializadas, não obstante, comprei-o e fui correndo para casa ouvi-lo, não sem antes me divertir um pouco com o encarte e as possibilidades da caixinha do CD.

Ao coloca-lo para tocar a expectativa era grande e logo que uma breve narrativa introduziu "The King of 1000 years" fui convidado a viajar neste grande álbum. Quando a banda entra o peso já toma conta, com riffs pesadíssimos e destaque para a bateria de Dani Loeble, cheia de viradas e bumbos duplos. A música é uma epopeia com tudo que há de melhor neste disco, indo facilmente de momentos calmos e melancólicos a outros agressivos e bombásticos. A interpretação de Deris o mostra em um de seus melhores momentos à frente do HELLOWEEN e Sascha Gerstner mostra por que mereceu uma 'vaguinha' na banda descendo riffs atrás de riffs. Impossível também não citar os belos arranjos de teclado, as melodias e solos de Weikath e o peso pulsante do baixo de Markus Grosskopf. Uma música épica.

"Invisible Man" inicia com o baixo marcante de Grosskopf que evolui em belas melodias de Sascha e Michael. A música é bastante variada, com partes suaves, outras pesadas, outras mais suingadas e remete a discos como "Better Than Raw" e "The Time of the Oath". Tem ainda um belíssimo e melancólico solo de guitarra e uma impecável atuação Loeble, que queria mostrar serviço em sua estreia. Apesar de ser uma faixa longa, você nem vem ela passar.

Na sequência, novamente temos a presença marcante do baterista Loeble. "Born On Judgement Day" é um speed/power acelerado, onde já podemos destacar a excelente produção do disco, deixando todos os instrumentos bem 'na cara', sendo possível dar atenção à todos os músicos e à cada nova audição descobrir novos detalhes. Diferente das anteriores, esta faixa é mais direta, mas ainda assim abre espaço para belíssimos solos de guitarra, baixo e bateria. Curta em especial o trecho de que vai de 3 minutos até cerca de 5 minutos de música e se delicie com a técnica e feeling de cada um dos músicos.

"Pleasure Drone" é mais encorpada e carregada, com uma excelente interpretação de Andi Deris e um ótimo refrão. Os bumbos duplos são muito bem encaixados, assim como as bases do baixo. Torna-se cansativo falar dos solos de guitarra, mas é imprescindível, já que eles estão espalhados de forma fantástica por todo esse disco.

"Mrs. God" foi o primeiro single e o primeiro deslize do disco. Apesar do refrão grudento e empolgante, a música soa infantil e tem uma letra tosca. Nitidamente a banda tentou soar "Happy, Happy Helloween", mas ficou muito forçado.

O disco 1 fecha com a pesadíssima "Silent Rain", com um dos melhores refrões do disco e a melhor interpretação de Deris em "The Legacy". Os riffs alucinantes 'peleiam' para acompanhar o ritmo ditado pela 'cozinha'.

Somente este primeiro disco teria valido a aquisição, mas ainda temos ótimas músicas na segunda parte do álbum, o que se comprova já de cara em "Ocassion Avenue". Após uma breve intro com trechos recortados de músicas dos dois primeiros "Keepers", a música se inicia com todo o peso da 'cozinha' de Loeble e Grosskopf, evoluindo para belos arranjos acompanhados de coros durante quase todo o tempo, mostrando um HELLOWEEN clássico misturado com momentos totalmente modernos. Assim como "The King of 1000 years", essa música é um épico cheio de variações e mudanças de clima, culminando num refrão emocionante.

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A balada "Light the Universe" tem a participação da bela Candice Night num excelente dueto com Andi Deris. A música soa bastante emotiva e evolui para um refrão bombástico mas melancólico. Este foi outro single gerado pelo disco, soando bem melhor que o primeiro.

"Do You Know What You Are Looking For" soa pesada, arrastada, mas carregada de feeling. Andi Deris soa totalmente Hard e os solos de Sacha e Michael são excelentes, sendo o maior diferencial da música, que é mais direta que as anteriores.

"Come Alive" é moderna e cheia de efeitos e apesar soar estranha, tem um bom refrão. Trata-se de uma faixa bastante diferente de tudo que o HELLOWEEN já gravou, mostrando que a banda ainda pode ser criativa e interessante. Aliás, todo esse disco soa bastante variado e destoa completamente do restante da discografia da banda, sendo difícil compará-lo com qualquer outro lançamento da banda.

"The Shade in the Shadows" também é cheia de efeitos e tem ótimos riffs. É uma música bastante sombria, que mantém o nível elevado do disco sendo facilmente uma das mais pesadas de todo ele, mas não chega a pesar tanto quanto a Hard Rock "Get It Up", que possui excelentes levadas de bateria e um ritmo empolgante, culminando em um refrão típico da banda.

O disco fecha com a fantástica e melodiosa "My Life For One More Day". Todos os músicos se destacam individual e coletivamente, tornando essa uma das melhores do disco. A música soa variada, pesada, moderna, emotiva e tem uma ponte e um refrão excepcionais. Um encerramento digno de um grande álbum.

Talvez "Keeper of the Seven Keys - The Legacy" seja o último disco gravado pelo HELLOWEEN que realmente valha a audição, sendo, em minha humilde opinião, inferior apenas aos dois "Keepers" e ao "Time of the Oath". A banda tem todo o direito de fazer o que quiser com a obra que ela própria criou e "Keeper of the Seven Keys - The Legacy" só pode ser concebido por que uma vez o próprio HELLOWEEN deu vida à outros dois grandes discos de mesmo nome. Esqueça o título do álbum e vá direto às músicas, escute-o sem pré-conceitos e poderá notar que esse disco é discriminado injustamente.

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Sobre Luis Fernando Ribeiro

Apaixonado por música, cinema, escrita, literatura e pela zoeira infinita. Inserido no mundo da música pesada em 2004 com Destruction, Metallica e Blind Guardian, quando ainda se compartilhava música através de fitas K7.

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