Iron Maiden: um dos mais, se não o mais pesado da sua discografia
Resenha - Powerslave - Iron Maiden
Por Luis Fernando Ribeiro
Postado em 17 de julho de 2013
Já cientes de sua capacidade de criar verdadeiros hinos do Heavy Metal, o IRON MAIDEN adentra o ano de 1984 com uma difícil missão: Criar um álbum superior ao excelente "Piece of Mind". A missão seria cumprida com maestria. "Powerslave" é um dos mais, se não o mais pesado disco da discografia do MAIDEN.

Recheado de clássicos, o quinto álbum do IRON MAIDEN possui músicas mais diretas que seu antecessor, mas não menos complexas e o entrosamento dos músicos beira a perfeição, que pela primeira vez repetem a formação em mais de um disco.
A capa também é um destaque, sendo considerada umas das mais belas da história do Heavy Metal. A arte mais uma vez criada por Derek Riggs, retrata uma temática relativa ao antigo Egito, tema abordado na faixa título.
"Aces High" tem a missão de abrir o disco e não decepciona, pelo contrário, ela é ainda hoje, depois de outros dez álbuns lançados, considerada a melhor faixa de abertura em discos do Maiden. Trata-se de uma música impactante que ficou encarregada de abrir os shows da turnê "World Slavery Tour" após a famosa intro Churchill's Speech. Com sua levada bem característica da banda, com riffs fortes, solos impecáveis e o baixo cavalgado de Harris, "Aces High" mostra a linha pesada que a banda adotaria no restante do álbum. A letra relata batalhas aéreas durante a "Segunda Guerra Mundial".

Na sequência já temos o maior clássico do disco, "2 Minutes to Midnight". Com seu riff matador, a canção mostra um típico Heavy Metal tradicional muito bem executado. Impossível destacar algum aspecto dessa música, pois ela é perfeita num todo. Da simplicidade de suas levadas ao refrão bombástico, para ser cantado em uníssono nos shows da banda. A temática desta faixa retrata a ameaça de uma guerra nuclear na época. Se pudesse descrever essa música em uma palavra seria feeling.
"Losfer Words (Big' Orra)" é uma faixa instrumental que mostra exatamente o padrão utilizado na composição do disco. Levadas características, baixo galopante, solos extremamente bem colocados e melodiosos, riffs certeiros e uma bateria precisa e muito bem entrosada com o baixo.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A parte menos famosa do disco (que conta com três faixas), mas não menos qualificada inicia com "Flash of the Blade", uma faixa bastante diferente do que se costuma ouvir da Donzela, mas isso não quer dizer que seja ruim, pelo contrário, seus riffs são empolgantes e a interpretação do Bruce Dickinson, especialmente no refrão, é incrível.
"The Dueslist" mantém o ritmo empolgante, mostrando a capacidade da banda conciliar riffs e melodias marcantes sem perder o peso. O entrosamento da banda torna-se escancarado nessa música. Avance até 1 minuto e 50 segundos de música e veja sobre o que estou falando.
"Back in the Village" da sequência ao tema adotado na faixa "The Prisioner", do álbum "The Number of the Beast". Uma música bastante rápida e novamente com riffs diferentes da característica da banda, que mostra a capacidade técnica de Steve Harris. O músico toca numa velocidade tão absurda que é quase impossível imaginar que comande as quatro cordas apenas com os dedos. Mais uma vez a banda dá uma aula de Heavy Metal.

Reservadas para o final do disco estão duas músicas que, na minha opinião, são as duas melhores canções da banda. Parece que a banda pegou peso, feeling, inteligência, jogou num liquidificador e dali saiu a canção "Powerslave". A faixa título possuí os melhores riffs do disco e o melhor solo da carreira da banda, onde guitarra e baixo interagem de uma forma tão impressionante que me emociono toda vez que escuto. Quer entender o que estou falando? Avance até 2 minutos e 55 segundos de música. Indescritível! A letra carrega a temática da arte de capa do disco e retrata os últimos momentos de vida de um faraó e as reflexões que ele faz sobre a vida e a morte.
Por fim, a melhor e mais longa canção da história da banda. "Rime of the Ancient Mariner" é uma música de 13 minutos e 35 segundos que não se torna cansativa em nenhum momento, com todas as suas variações e mudanças de ritmo. Uma música épica, pesada e com uma letra incrível, baseada no poema homônimo de Samuel Taylor Coleridge. A bateria e o baixo são tão bem entrosados que fica difícil acreditar que Harris e McBrain tocavam juntos há pouco mais de 2 anos. As partes narradas da canção criam um clima verdadeiramente macabro, deixando-a ainda mais interessante. No final a música ganha velocidade e os solos são muito bem colocados. Muitos consideram essa faixa cansativa, mas com certeza essas pessoas não devem ter dado a devida atenção aos detalhes da música, a atenção que ela de fato merece ao ser ouvida.

Para muitos fãs este é considerado um dos, senão o melhor álbum do IRON MAIDEN, mas o que é inegável é seu peso e qualidade, independente de opiniões pessoais. Após esse disco a banda saiu na maior turnê da banda até então, a "World Slavery Tour", que resultou na primeira vinda da banda ao Brasil e no clássico álbum ao vivo "Live After Death".
Não diria que este é o álbum que melhor representa o som da banda, pois ele possui algumas características bem distintas do restante da discografia da Donzela, mas, indiscutivelmente esta poderia ser uma obra para apresentar o que é o Heavy Metal para um leigo.
Curta "Powerslave" e torne-se um escravo do poder da banda.
Curiosidades:
- A música "Aces High" deu origem ao apelido dado a Bruce Dickinson pelos fãs: "Mr. Air Raid Siren";
- Na turnê de "Powerslave", pela primeira vez o Iron Maiden passou pelo Brasil, apresentando-se no Rock in Rio I;
- Muitas músicas deste disco foram regravadas por diversas bandas: "Powerslave" (TESTAMENT, ANCIENT WISDOM, DARKANE), "Rime of the Ancient Mariner" (OPERA IX), "2 Minutes to Midnight" (DECEASED, PRIMAL FEAR, GLAMOUR OF THE KILL), "Aces High" (ARCH ENEMY, CHILDREN OF BODOM, ELETRIC FRANKENSTEIN, NOIZART);

Powerslave – IRON MAIDEN (1984 – EMI)
Track List:
1 - Aces High
2 - 2 Minutes to Midnight
3 - Losfer Words (Big' Orra)
4 - Flash of the Blade
5 - The Duellists
6 - Back in the Village
7 - Powerslave
8 - Rime of the Ancient Mariner
Outras resenhas de Powerslave - Iron Maiden
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
A condição de Ricardo Confessori pra aceitar convite de Luis Mariutti: "Se for assim, eu faria"
A curiosa lista de itens proibidos no show do Megadeth em São Paulo
A banda de abertura que fez Ritchie Blackmore querer trocar: "Vocês são atração principal"
Dez músicas clássicas de rock que envelheceram muito mal pelo sexismo da letra
Bangers Open Air inicia venda de ingressos para 2027; confira possíveis atrações
Astro de Hollywood, ator Javier Bardem fala sobre seu amor pelo Iron Maiden
Sepultura se despede entre nuvens e ruínas
A música do The Police em que Sting se recusou a tocar: "Enterrou a fita no jardim"
A banda de metal que Lars Ulrich disse que ninguém conseguia igualar: "Atitude e vibração"
O clássico lançado pelo Metallica em 1984 que revoltou os fãs: "Eles surtaram"
"Exageraram na maquiagem em nós": Chris Poland lembra fotos para álbum do Megadeth
Guns N' Roses supera a marca de 50 shows no Brasil
A opinião de Renato Russo sobre o sucesso dos Mamonas Assassinas
Qual é a visão política do Ultraje a Rigor, segundo o guitarrista Marcos Kleine
A banda Grunge que era a preferida de todos os headbangers, conforme Ellefson
Iron Maiden: 30 anos de "Powerslave"
K.K. Downing já afirmou que o Iron Maiden era um clone do Judas Priest
Bruce Dickinson confirma que novo álbum solo está pronto
Estudo revela domínio do rock entre as maiores extensões vocais - Descubra quem está no topo
A opinião de Mike Portnoy e Dave Lombardo sobre Clive Burr do Iron Maiden
Adrian Smith revela que Bruce Dickinson voltou ao Iron Maiden antes
Para Adrian Smith, Iron Maiden jamais acabará enquanto Steve Harris existir
Bruce Dickinson aponta o que Iron Maiden e Rolling Stones têm em comum
Steve Harris não queria que o Iron Maiden tirasse "férias" em 2027
O curioso local em que Iron Maiden fez "Piece of Mind", "Powerslave" e "Somewhere in Time",
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar

