Iron Maiden: Quem não gosta deste disco não gosta de Heavy Metal
Resenha - Powerslave - Iron Maiden
Por Ricardo Barizon
Postado em 15 de janeiro de 2015
O ano de 1984 foi, sem dúvidas, épico para nós, headbangers. Naquele mágico período de doze meses, foram lançados vários petardos absolutamente definitivos, responsáveis por salvar quatro gerações dos domínios sórdidos das tendências musicais popularescas e arremessá-las diretamente para dentro dos portões metálicos de Lúcifer, em uma viagem apenas de ida. Entre eles, "Powerslave", clássico mais que imortal desta instituição sacrossanta chamada Iron Maiden – vulgo, Donzela. Na humilde opinião deste criado que vos escreve, esta é a obra prima de Steve Harris & Seus Blue Caps.
Com a inteligência que é própria aos fãs de metal, a essa altura você já fez as contas e percebeu que todos esses álbuns míticos completaram três décadas no ano passado, certo? É por isso que estou aqui. Após uma madrugada de delírios etílicos regados por muita vodca barata, heavy metal e fêmeas de péssima reputação, ouvi uma voz sussurrando em meu ouvido: "por que não ir até o seu site preferido e escrever resenhas comemorativas de todas essas avalanches sonoras lançadas em 1984?" A voz era de Ronnie James Dio. Como dizer não a essa incumbência quase divina? Então vamos lá, hora do trabalho.
Primeira coisa: se ainda lhe resta alguma dúvida sobre Bruce Dickinson ser uma figura iluminada, ouça "Aces High". Que performance! Aliás, um sujeito que canta absurdamente, compõe letras ricas, pilota aviões, luta esgrima, escreve, dá palestras sobre empreendedorismo só pode se tratar de um homem especial e predestinado, daquele tipo que só se nasce um a cada 10 mil anos. É o Leonardo da Vinci do heavy metal.
"2 Minutes to Midnight", grande single, já nasceu como uma filha de pais bonitos e ricos: pronta para brilhar. Aposto meu box original em LP da série "First Ten Years" que Harris e cia já sabiam que isso aqui seria um sucesso desde que a ensaiaram pela primeira vez. Alguns dizem que se trata de um riff manjado no meio heavy, mas quem se importa? Por sinal, que as bandas novas copiem mais riffs assim do que as levadas pentelhas do metal melódico.
É o "recheio" de "Powerslave" que o transforma em grandioso. Apesar de não tão conhecidas, "Flesh of the Blade", "Back in the Village" e "The Duelists" são pequenos clássicos esquecidos da história do heavy metal. Inacreditável conhecer alguns supostos fãs de música pesada que não prestam o devido valor ou sequer conhecem esta trinca.
"Powerslave", a canção, merece um parágrafo só seu. O poder que emana desta canção é de fazer cético acreditar em mula sem cabeça. Impossível não ouvir este hino sem se sentir como um faraó, um déspota absolutista.
Por fim, o que dizer de "Rime of the Ancient Mariner"? Durante seus quase 14 minutos, o "Conto do Velho Marinheiro" sintetiza perfeitamente o que era o Iron Maiden em 1984. Está tudo lá: letras riquíssimas, riffs inspirados, Bruce Dickinson encapetado, mudanças de andamento surpreendentes...
Detesto ser portador de más notícias, mas tenho uma pra você que não gosta deste disco: você não gosta de heavy metal. Talvez nem saiba o que é.
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