Gamma Ray: "Sigh No More" é fraco e o pior da banda
Resenha - Sigh No More - Gamma Ray
Por Ricardo Mazzo
Postado em 09 de julho de 2013
Baterista do Exodus, Tom Hunting conta como é a vida sem estômago
Nota: 5 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Um após a estréia, o GAMMA RAY já lançava seu segundo trabalho, "Sigh No More". Na minha polêmica e já xingada opinião, o álbum de estréia ("Heading for Tomorrow) não é muito bom, muitos altos e baixos, o que não me agrada, mas tem seus clássicos, claro. E o que esperar do segundo trabalho do gênio maior do Power Metal? Kai Hansen não tinha nada a provar, afinal ele era uma das cabeças criativas por trás do fenômeno chamado HELLOWEEN.
Para minha infeliz surpresa, "Sigh No More" é fraco e o pior não só da fase Ralph Scheepers, mas também de toda a carreira da banda. São 10 músicas em pouco menos de 50 minutos, o que me pareceu adequado. No entanto, a qualidade das músicas não agrada, com raras exceções.
"Changes" é fraquíssima, nada que se aproveite. Certamente, poderia ter sido deixada de fora. "Rich and Famous" é uma das mais conhecidas, mas não passa de regular, uma nota 6 estaria de ótimo tamanho. Scheepers manda bala nos vocais, mas sempre parece estar faltando algo mais na música, fora o refrão fraco.
E aí vem a grande obra do CD, "As Time Goes By". Facilmente, essa música poderia ser encaixada dentro do primeiro quartil das melhores composições da banda. Vocal exemplar beirando o exagerado liderando um instrumental fenomenal e muito bem capitaneado pela guitarra de Kai Hansen.
Infelizmente, na seqüência temos 3 músicas que deixam a desejar, que é o caso de "(We Won’t) Stop the War", "Father and Son" e "One with the World". Todos os integrantes contribuíram de alguma forma para a composição das 3, menos o baterista Uli Kusch. Mesmo assim, de novo, sempre falta algo, as músicas não progridem e elas sempre acabam e deixam aquela sensação ruim e de que o álbum não agrada muito já passando de sua metade.
A boa notícia é que "Start Running" tenta trazer o álbum de volta para a briga de uma boa crítica. Guitarras alinhadas, baixo e bateria fazendo a cozinha perfeitamente e Scheepers não extrapolando para levar a composição a uma boa nota 7. A má notícia é que depois dela é ladeira abaixo. "Countdown", "Dream Healer" (apesar de letra interessante) e "The Spirit" falham onde "Start Running" acertou e despencam com a média do trabalho todo. Uma pena.
No final das contas, para mim, "Sigh No More" é válido por 2 músicas, "As Time Goes By" e "Start Running". E só. Um trabalho para ser esquecido no fundo do baú da banda. Mesmo se comparado a outros trabalhos lançados entre 90 e 92, ele fica bem atrás. Nesse período, tivemos nada menos que o lançamento de mitos como "Painkiller" do JUDAS PRIEST, "Metallica" do METALLICA, "No More Tears" do OZZY OSBOURNE, entre outros. Ou seja, "Sigh No More" fica devendo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ghost se despede do Cardinal Copia/Papa Emeritus IV/Frater Imperator
Adrian Smith revela música do Iron Maiden que deve tocar no Bangers Open Air
5 bandas de metalcore se tornaram "rock de pai", segundo a Loudwire
O melhor disco de heavy metal de cada ano da década de 80, segundo o Loudwire
O Big Four do heavy metal brasileiro, de acordo com Mateus Ribeiro
O cantor de Yngwie Malmsteen que ajudou Edu Falaschi: "Posso tentar alguns contratos?"
Filme com os últimos shows de John Lennon chega aos cinemas em abril
Os melhores discos de metal de cada ano dos anos 2000 - de Iron Maiden a Mastodon
O melhor solo de guitarra do Angra de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
O músico que Edu Falaschi lamenta que não estará com Angra no Bangers: "Seria simbólico"
As bandas que mais venderam discos no stand dentro do Rock in Rio 1985, segundo varejista
A música do Queen que Brian May diz ter sido "a mais bonita" que Freddie Mercury escreveu
A opinião de vocal do Depeche Mode sobre versão do Lacuna coil para "Enjoy the Silence"
Usando Pink Floyd como exemplo, Sammy Hagar diz não querer mais contato com Alex Van Halen
O estranho cover do Black Sabbath que Ozzy disse ser "a coisa mais assustadora" que ouviu

Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Em "Attitude Adjustment", Buzzcocks segue firme como referência de punk rock com melodia
"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Iron Maiden: uma análise sincera de "Senjutsu"


