Joe Satriani: Entregando exatamente o que se espera dele

Resenha - Unstoppable Momentum - Joe Satriani

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Por Ricardo Pagliaro Thomaz
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Nota: 8

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Ao colocar mais um álbum de Joe Satriani para rodar no meu player, me recordo de como foi bacana ter contato com sua música há anos atrás com o álbum The Extremist (1992) e de como foi legal a experiência de tentar tirar a 'Summer Song' na guitarra para depois tentar acompanhar Satch, Vai e Eric Johnson no álbum do G3.
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Essas ainda são memórias que eu guardo com carinho, assim como a música de Satch que, ano após ano, só tem crescido em meu conceito ao ponto de eu sempre ficar muito animado com todas as suas empreitadas. Sua passagem pelo Chickenfoot veio para mim com igual entusiasmo, especialmente no fato de vê-lo se reunir com monstros como Sammy Hagar e Michael Anthony, caras que fizeram parte do Van Halen e da minha juventude e a de muita gente por aí. No entanto, fico mais do que contente em ver que isso não fez com que ele deixasse sua carreira solo de lado.

E poderia ser diferente? Satch talvez seja um dos poucos guitarristas realmente habilidosos para se comunicar com seu instrumento hoje. O que normalmente um grupo ou artista faria com letras e vocais, Satch consegue a proeza de fazer com notas em seu instrumento. Ele canta com a guitarra, assovia com ela, faz ela urrar, chorar, estremecer e várias outras sensações. Sua música é marcante e sempre excitante. Duvida? Escute 'War', 'The Extremist', 'Satch Boogie', 'Surfing With The Alien', 'Time' e outros tantos clássicos para comprovar! Quer ouví-lo ainda cantar? É uma raridade, mas até nisso ele impressiona. Ouça 'Ride', 'Big Bad Moon', 'Lifestyle', 'I Believe' e tire a prova!

Enfim, é com muito entusiasmo que vejo Satch retornar a seus trabalhos solo com mais um lançamento, Unstoppable Momentum, lançado em Maio de 2013, seu 14º álbum de estúdio e o sucessor do ótimo Black Swans and Wormhole Wizards (2010), e podemos tranquilamente dizer aqui que Satch manteve inabalável seu estilo inconfundível ao passo que andou fazendo uma ou outra experimentação para sempre trazer algum elemento novo em seu som, o que é uma constante se pararmos para analisar a trajetória do guitarrista.

A faixa de abertura, que detém o título do CD, nos dá uma boa colher do bom e velho Satch para nos apresentar às novidades. Como sempre, seus arranjos são muito bem construídos e arrojados. Destaques mais do que merecidos aqui para faixas como o Rock funkeado e intimista de "Can't Go Back", os arranjos enigmáticos de "Lies and Truths", a breve, porém maravilhosa faixa introspectiva "I'll Put A Stone On Your Cairn" que é quase um tema de filme; também se destacam com méritos a excelente pegada Blues e o feel de Jazz da dobradinha "Jumpin' In" e "Jumpin' Out" e a faixa de fechamento "A Celebration", que nos lembra um tema de corrida.

Um ótimo lançamento e claro, recomendado para todos os fãs do guitarrista que sabem muito bem o que esperar deste competente músico mas que também é recomendado para qualquer pessoa que ame a boa música instrumental. Satriani não desaponta e entrega exatamente o que se espera dele, se mantendo entre os grandes músicos e artistas e com sua carreira seguindo adiante. E que ainda continue por muito tempo.

Unstoppable Momentum (2013)
(Joe Satriani)

Tracklist:

01. Unstoppable Momentum
02. Can't Go Back
03. Lies and Truths
04. Three Sheets to the Wind
05. I'll Put a Stone On Your Cairn
06. A Door Into Summer
07. Shine On American Dreamer
08. Jumpin' In
09. Jumpin' Out
10. The Weight of the World
11. A Celebration

Selo: Epic

Site oficial:
http://www.satriani.com

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Sobre Ricardo Pagliaro Thomaz

Roqueiro e apreciador da boa música desde os 9 anos de idade, quando mamãe me dizia para "parar de miar que nem gato" quando tentava cantarolar "Sweet Child O'Mine" ou "Paradise City". Primeiro disco de rock que ganhei: RPM - Rádio Pirata ao Vivo, e por mais que isso possa soar galhofa hoje em dia, escolhi o disco justamente por causa da caveira da capa e sim, hoje me envergonho disso! Sou também grande apreciador do hardão dos anos 70 e de rock progressivo, com algumas incursões na música pop de qualidade. Também aprecio o bom metal, embora minhas raízes roqueiras sejam mais calcadas no blues. Considero Freddie Mercury o cantor supremo que habita o cosmos do universo e não acredito que há a mínima possibilidade de alguém superá-lo um dia, pelo menos até o dia em que o Planeta Terra derreter e virar uma massa cinzenta sem vida.

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