Dark Tranquillity: álbum coeso de muitos elementos e maturidade
Resenha - Construct - Dark Tranquillity
Por Guilherme Niehues
Postado em 05 de junho de 2013
Sabemos que a banda DARK TRANQUILLITY é pioneira no que denominamos como "Gothenburg Style" (Estilo de Gothenburg) e um dos pioneiros do Melodic Death Metal do qual conhecemos hoje. Porém, a cada álbum é exibida uma evolução drástica de ideias e novidades que permitem ao ouvinte a não cair no mesmo. Em suma, poderíamos dizer que é um álbum coeso de muitos elementos e maturidade que envolvem o novo lançado da banda, Construct.
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A bolacha começa com a ótima For Broken Words que define ao longo do disco o que devemos esperar, uma mescla muito bacana de partes mais melódicas associadas a partes mais pesadas! Além disso, a faixa ainda é uma abertura digna para 3 anos de espera, desde o seu último lançamento We Are The Void (2010). Para quem conhece a banda, sabe que esta música é puramente "Dark Tranquilly" demais, em todos os momentos, desde a construção de riffs, quebradas de pegadas e construção da música em si.
E logo em seguida temos a música The Science of Noise que mantém o ritmo de sua antecessora, não deixando a peteca cair! A música lembra um pouco algumas pegadas do álbum Damage Done (2002) e é muito bem vinda. O principal destaque aqui são os riffs de guitarras e a excelente vocalização de Mikael, que mostra o porque ser um dos melhores vocalistas da atualidade.
E então, chegamos a música Uniformity que foi liberada antes do álbum ser lançado, e retrata a parte mais melancólica da banda, com passagens de vocais limpos e em alguns momentos que relembram o ótimo Projector (1999). De fato, é uma música mais cadenciada e poderíamos dizer que é a primeira "baladinha" do álbum, afinal tem um refrão tão pegajoso quanto. E que novamente ressalto, Mikael tem uma voz ótima para ambos os tipos de vocais, marcante.
The Silence in Between é uma ótima música para ressaltar o ótimo casamento em partes mais pesadas e mais melódicas, ao menos em seu instrumental. Uma vertente que poucos sabem utilizar e apresentar um resultado positivo. Uma mistura de um ótimo riff, aliados a uma bela construção de passagens permitem ao ouvinte entender melhor o que é a banda hoje. Assim como em Apathetic é possível observar uma maior agressividade da banda, e que flerta facilmente com trabalhos anteriores ao Projector (1999), como por exemplo, The Gallery (1995).
Agora na música What Only You Know é para este que vos escreve, a melhor música da bolacha. Pelo simples fator de mostrar que o trabalho chega a perfeição do útil ao agradável, e quando eu me refiro a isto, digo novamente, ao casamento perto do melódico ao agressivo. Mas, essa música em si, o instrumental está tão de acordo com o vocal seja ele gritado ou limpo, que permite ao ouvinte entender o sentimento por trás dos riffs e batuques.
Endtime Hearts, apresentada como um aperitivo ao ouvinte dispensa apresentações, afinal além de ser velha conhecida remete ao bom e velho Dark Tranquillity, sem mais e nem menos, apenas na dosagem certa.
State of Trust, segue a mesma linha de Uniformity e What Only You Know e também beira a ser a melhor do álbum. Que aliás, mostra uma batida um pouco diferente do que estamos acostumados a ouvir, mas soa natural e uma clara evolução da banda.
E o álbum fecha com dois socos no estômago, o primeiro Weight of the End e por fim None Becoming, que voltam a trazer o peso demonstrado no inicio do álbum e permitem apreciar uma bela dose de Melodic Death Metal sem qualquer culpa.
E então... você pensa, este é o final do álbum? Bom, ainda existe um CD extra chamado Desconstruct que contam com duas músicas bônus que merecem respeito!
Começamos com a excelente Immemorial, que até agora seria a única a chegar nas casas de 5 minutos e para descrever ela do jeito certo, seria dizer: jogue todos os elementos que fizeram do Dark Tranquillity o que é hoje dentro de um liquidificador e ligue-o. Boom! Esta é a impressão que temos desta música, especialmente na sua quebra de tempo quanto a mudança do lado agressivo para um lado mais meloso e vice-versa.
E por fim, agora, realmente o fim, temos a música Photon Dreams, uma faixa um tanto quanto estranha nos repertórios do Dark Tranquillity, pois ela é totalmente instrumental! E o instrumental que eu me refiro, é digno daquelas músicas que são mais ambientais quando existe os créditos do filme sendo exibidos na tela. Não deixa de ser ruim, porém por ser curta e sem qualquer ligação, poderia ser descartada facilmente.
Em um resumo, este álbum lembra bastante o álbum Projector (1999) que foi um divisor de águas para a banda, mesclado com pitadas dos álbuns Fiction (2007) e uma evolução do We Are The Void (2010).
Em um breve comentário: "entra facilmente como sendo um dos melhores álbuns da banda em anos, e quem sabe se não, o melhor."
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