Evanescence: Finalmente soando como uma BANDA!
Resenha - Evanescence - Evanescence
Por Lucas Matos
Postado em 04 de setembro de 2012
O Evanescence foi uma das bandas mais queridinhas dos anos 2000. Com seus primeiros discos, 'Fallen' (2003) e 'The Open Door' (2006), os holofotes ficaram apenas na vocalista Amy Lee, o que resultou em diversas trocas de integrantes, o que dificultava uma identidade para o grupo. Era mais como se a banda estivesse concentrada na vocalista e só. Eis que com o tempo e um line up estabelecido, Amy e sua turma, composta por Terry Balsamo (guitarra), Tim McCord (baixo), Will Hunt (bateria) e Troy McLawhorn (guitarra), nos trazem esse belíssimo lançamento, com músicas compostas pela banda toda e fortíssimas composições.
A primeira impressão que você tem do álbum é que ele está mais direto e mais preciso, sem passagens enjoativas de samples, piano e ar sombrio como era frequente em The Open Door. O disco soa despretensioso, e isso é o mais legal dele. Não há nenhum grande conceito por trás desse disco, é apenas botar os fones e ouvir uma excelente música, com riffs pesados e refrões que grudam na cabeça.
O disco abre com tudo com 'What You Want', uma música que já nasceu pra ser hit, com sua batida agitada e refrão para esgotar a voz cantando. 'Made of Stone', segunda faixa, segue a mesma linha. É a única música do álbum a ter um solo de guitarra, recurso infelizmente pouco explorado na banda, já que há dois guitarristas. A próxima faixa, 'The Change', começa bem cadenciada, mas logo explode num refrão poderoso.
Pra quem sentia falta da melancolia dos dois álbuns anteriores, 'My Heart is Broken' traz um pouco dela. Amy faz um belo arranjo no piano, acompanhado das guitarras, e novamente um refrão pra cantar junto. O peso volta em 'The Other Side', com destaque pra bateria esmagadora. 'Erase This' vem com um riff bem suingado das guitarras e com uma batida que promete levar multidões a pular ao som da música.
'Lost in Paradise' é a primeira balada do álbum, traz uma Amy cantando com muita emoção uma letra bem melancólica. O piano e a voz não demoram muito para ser brilhantemente acompanhados pela banda. Uma das melhores do disco.
De volta ao peso, temos a trinca 'Sick', 'End of the Dream' e 'Oceans', a vibe matadora de 'Never Go Back', e encerrando a playlist, a eletrônica 'Swimming Home'.
O disco mostra um Evanescence renovado, com muito entrosamento, compondo boas músicas, e soando como uma banda, e não um projeto de Amy Lee. Um dos melhores lançamentos do ano. E se você não ouve a banda por alguma repulsa, te convido a largar o preconceito de lado e dar uma conferida. Não vai se arrepender.
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