Blasfemador: Metal com qualidade cantado em português
Resenha - Meia noite levarei tua alma - Blasfemador
Por Uilliam Rieffel
Postado em 25 de agosto de 2012
O Blasfemador, formado em Fortaleza no Ceará, lançou seu primeiro álbum em 2010, um ano após começar seus trabalhos. A banda que já havia lançado o EP "Ataque do metal maníaco" em 2009, nos mostra em "A meia noite levarei tua alma" seu speed metal forte, cheio de riffs rápidos e vocais rasgados. Trazendo composições em português, o Blasfemador é outro grupo prova que é possível fazer metal de qualidade cantando em seu idioma próprio.
A banda cearense de speed metal é formada por Fabrício Estripador, Rafael Dilacerador, Rodrigo Esquizofrênico e Leandro Carrasco. E o resultado dessa junção deu origem a um ótimo disco de metal, que mostra um pouco da força e a qualidade da cena nordestina.
O álbum inicia com uma passagem clássica da introdução do filme homônimo, "A Meia noite Levarei sua alma", dirigido e escrito por José Mojica Marins, o Zé do Caixão em 1963. Logo a seguir, o play segue com "Alienação", e três grandes momentos na sequência de "O Estripador", "Speed Metal Atack" e "Destruição total".
Em "A meia noite levarei tua alma", o Blasfemador trabalha, além de temas como satanismo e assassinatos, com letras feitas a partir de histórias de terror, como a já citada introdução do disco, "Holocausto Canibal" e uma outra homenagem ao Zé do Caixão, e melhor música do disco: "Esta Noite Encarnarei no teu cadáver".
Os destaques ficam por conta das influências de black e thrash metal presentes no vocal de linhas sempre agressivas, cantado em português, que despeja ódio sobre o ouvinte faixa por faixa, e os riffs rápidos e nervosos de guitarra, respectivamente. Tudo isso com a banda soando old school, revisitando o passado e a década de oitenta na sonoridade e nos timbres dos instrumentos dos músicos.
Todas as faixas pregam a agressividade e a velocidade, mas o disco não se torna repetitivo nem cansativo, devido, além da qualidade das faixas, a sua curta duração. O Blasfemador faz valer cada segundo do pouco menos de meia hora de duração de seu primeiro trabalho. É um álbum que vai direto ao ponto, sem firula ou enrolação. Agora resta aguardar por um novo lançamento, e torcer para que siga progredindo dentro dessa proposta de "A meia noite levarei sua alma".
Tracklist:
1. A meia noite levarei tua alma
2. Alienação
3. O estripador
4. Speed metal atack
5. Destruição total
6. O ataque
7. Tragam-me a cabeça do rei
8. Holocausto canibal
9. Correntes do mal
10. Esta noite encarnarei no teu cadáver
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
A banda grunge de quem Kurt Cobain queria distância, e que acabou superando o Nirvana
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
O álbum do U2 que para Bono não tem nenhuma música fraca, mas também é difícil de ouvir
Andreas Kisser participa de novo álbum do Bruce Dickinson - sem tocar guitarra
Os melhores álbuns de hard rock e heavy metal de 1986, segundo o Ultimate Classic Rock
"Não soa como Megadeth", diz David Ellefson sobre novo álbum de sua antiga banda
Grammy omite Brent Hinds (Mastodon) da homenagem aos falecidos
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
A última banda de rock nacional que conseguiu influenciar crianças, segundo Jéssica Falchi
O dia que Kiko Loureiro respondeu a quem o acusou de tocar errado clássico do Megadeth
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
Veja Post Malone cantando "War Pigs" em homenagem a Ozzy no Grammy 2026 com Slash e Chad Smith
Bruce Dickinson grava novo álbum solo em estúdio de Dave Grohl
A banda "rival" do U2 que Bono admitiu ter inveja; "Eles eram incríveis"

CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal


