Rainbow: Um tesouro perdido do Heavy Metal Britânico

Resenha - Rising - Rainbow

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Por Mitsuo Florentino
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Uma das bandas pioneiras do Power Metal e do Metal Sinfônico, a banda que preparou RONNIE JAMES DIO para o mainstream, a banda em que RITCHIE BLACKMORE demonstrou todo seu virtuosismo, a banda que revelou o talento de jovens músicos como JIMMY BAIN, CRAIG GRUBER e TONY CAREY, e isso somente na sua fase "inicial", a fase Dio.

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Após o lançamento do primeiro álbum, o RAINBOW parecia estar caindo em um poço sem fundo, pudera, apesar da qualidade da música e dos músicos (convenhamos, os músicos do ELF eram realmente talentosos), a venda havia sido um fracasso, e BLACKMORE, como de costume, estava insatisfeito com a banda, era a batida fraca do baterista, era o tom que pendia ao funk do baixista, o tecladista não era bom o suficiente e mais várias situações, fez com que BLACKMORE demitisse toda a banda, menos DIO.

Em busca de novos membros, BLACKMORE chamou o excelente baterista do JEFF BECK, COZY POWELL e mais dois músicos desconhecidos, o tecladista TONY CAREY e o baixista JIMMY BAIN, que como vemos no Rising, eram/são excelentes músicos. E assim estava feito a "MKII" do RAINBOW, que excursionou pela sua Rising World Tour, a turnê de acompanhamento do álbum que veremos agora: RAINBOW RISING.

O álbum já começa poderoso, com o sintetizador de CAREY, sentimos uma áurea mística em torno de tudo que viria depois, e o pressentimento estava confirmado, um riff simples porém eletrizante, um vocal forte e poderoso, um refrão belíssimo e um solo eletrizante. Aí estava a faixa número um do CD, Tarot Woman.

Em seguida temos outra música que merece nossas atenções (na realidade todo o álbum em questão merece), Run With The Wolf. Uma letra até um certo ponto complicada de entender, mas que aparenta falar sobre mudanças em geral. Com outro belo refrão e um final chegando perto de ser épico, essa faixa da inicio a parte Hard Rock do álbum, duas canções que são mais a cara do DEEP PURPLE e do RAINBOW pós DIO do que RAINBOW com o DIO. A primeira dessas duas faixas, Starstruck, é uma música com um bom riff e uma bateria forte de POWELL, a segunda, Do You Close Your Eyes, é uma música de Hard Rock clássico, um riff pesado e "alegre", um refrão rápido e acessível, uma letra simples e uma canção curta. Boas músicas para escutar o talento de POWELL.

Chegamos aos pontos altos do álbum, Stargazer e A Light In The Black. Talvez um dos melhores "B-Sides" da história do rock, se não o melhor. Nele podemos ouvir a qualidade dos músicos, quem nunca bateu cabeça no solo de bateria de Stargazer ou no de teclados de A Light In The Black?

Agora, falemos das duas faixas, começando por Stargazer, uma faixa que começa com um solo rápido e feroz de bateria de POWELL, seguido por um riff constante e pesado de BLACKMORE acompanhado de perto pelo baixo de BAIN e o teclado de CAREY, logo depois, entra a voz do DIO, poderosa e intimidadora como sempre, cantando sobre "uma pequena história sobre um mago, que pega pessoas e as faz de escravos, enquanto ele constrói uma grande torre de pedra até os céus para poder ver as estrelas", palavras do próprio DIO quanto à música. Após cantar os dois primeiros trechos da música, DIO dá espaço para o virtuosismo de BLACKMORE, que agora, já acompanhado da Orquestra Filarmônica de Munique, executa um solo feroz e rápido. Depois do solo a música volta ao seu decorrer natural, a única diferença é a orquestra. A música continua assim, até que DIO começa a gritar partes da música, com a orquestra crescendo ao fundo e BLACKMORE e o resto da banda cada vez mais pesada. Assim acaba o épico de oito minutos e vinte e seis segundos. Mas o álbum não terminou, ainda faltava a continuação de Stargazer...

A Light In The Black, a música mais veloz e pesada do RAINBOW em meu ver. A música começa como Stargazer, com um solo de bateria, mas esse dura apenas dois segundos, em seguida, entra um riff de BLACKMORE, semelhante ao da faixa anterior, e assim entra o vocal, que conta a história de volta para casa após a queda do mago. A música ainda consta com um solo virtuosíssimo de BLACKMORE acompanhado pelo teclado de CAREY, um momento mágico. A música volta a seu andamento natural e termina com um final monstruoso, a voz de DIO estava perfeita e os instrumentos na mais perfeita harmonia. E assim acaba, um dos maiores álbuns da história.

Track-List
1. Tarot Woman
2. Run With The Wolf
3. Starstruck
4. Do You Close Your Eyes
5. Stargazer
6. A Light In The Black

Banda:
RONNIE JAMES DIO - Vocal
RITCHIE BLACKMORE - Guitarra
COZY POWELL - Bateria
TONY CAREY - Teclado
JIMMY BAIN - Baixo

Detalhes do álbum:
Nome: Rising
Artista: Rainbow
Ano: 1976
Gravadora: Polydor

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Sobre Mitsuo Florentino

Curitibano, nascido em 1999, que escuta boa música, independentemente de gêneros, porém que tem uma leve preferência pelo rock dos anos 60, pelo hard rock setentista, pela NWOBHM, pelo jazz fusion, e é claro pelo rock da década em que cresceu: o indie. Aspirante a jornalista, é poeta e pianista/organista de segunda, mas escuta, coleciona e consome música desde muito pequeno - conta com uma coleção de quase 400 CDs - e mais recentemente também começou a escrever sobre música, no blog que mantém com alguns amigos: Afluentes do Rock.

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