Cattle Decapitation: A regra é não seguir muitas regras
Resenha - Monolith Of Inhumanity - Cattle Decapitation
Por Alexandre Fernandes
Postado em 21 de maio de 2012
Nota: 10 ![]()
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Tem bandas que conseguem imprimir suas características à sua música – por mais ortodoxo que seja o gênero musical que ela pratica. O Death Metal é um gênero que sofre por vezes com um pragmatismo exagerado de alguns de seus praticantes. E o Cattle Decapitation, banda norte-americana, é outra banda que segue à risca as regras que pôs a si mesmo: não seguir muitas regras.
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É só dar o play neste Monolith Of Inhumanity que você vai saber de cara que se trata deste quarteto de loucos vegetarianos extremistas. Aliás, já dá pra saber que são os caras logo pela excelente arte do cd, que consegue ser ainda melhor que a do álbum anterior, o igualmente ótimo The Harvest Floor, de 2009.
Mas, voltando às características musicais: estão aqui as estruturas musicais nada comuns, o peso descomunal das guitarras técnicas e melódicas, as bases fortes e pesadas de baixo (que estão bem mais contidas, é verdade), as linhas ultra-velozes de bateria, ora quebradas, ora técnicas, ora simplesmente muito brutais e diretas; e as vocalizações mais do que desgraçadas – no melhor sentido que esta palavra pode oferecer – de Travis Ryan, que vai de um vocal gritado à um quase pig squeal esquisitíssimo e muito interessante – que se torna ainda mais esquisito e interessante quando ele tenta "cantar" dessa maneira –, passando por guturais gravíssimos, dignos do mais sujo Brutal Death Metal que você conhecer.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Fica difícil escolher destaques neste ótimo trabalho. Realmente. Pois são grandes momentos de puro e devastador Death Metal (bem moderno, é verdade), com muitas pitadas generosas de Grindcore e mesmo um quê de progressividade em muitas passagens. "Gristle Licker" (que bateria destruidora, e que guitarradas!), "A Living, Breathing Piece of Defecating Meat" (que título estupendo o dessa faixa), "Dead Set On Suicide" (que groove, e que solo bacaninha!), "Projectile Ovulation" (outro ótimo título, e olhem os vocais nessa faixa!), "Do Not Resuscitate" (e suas várias mudanças de tempo e belo trabalho de baixo). Me sinto fazendo injustiça à este grande trabalho citando tão poucas faixas, e não citando aquela que tem o melhor nome de todo o full length: "Forced Gender Reassignment".
Podem parecer exagerados tantos elogios assim, mas é que eu já gostava muito do cd anterior dos caras, e aqui eles conseguiram elevar as qualidades à um patamar ainda maior. Por mais que alguns poucos momentos possam soar cansativos, a boa produção, aliada as ótimas estruturas das canções muito bem escritas, que incorporam todos os elementos já citados anteriormente, contribuem para que tudo flua de forma magnífica. Já está no meu top 5 do ano, que ainda nem terminou. São 44 minutos de pura agressão sonora, que farão seus malditos ouvidos humanos sangrarem! (Os caras ficariam orgulhosos de ler esta última frase, não?)
Cattle Decapitation
Monolith Of Inhumanity
2012
Tracklist:
01 – The Carbon Stampede
02 – Dead Set On Suicide
03 – A Living, Breathing Piece Of Defecating Meat
04 – Forced Gender Reassignment
05 – Gristle Licker
06 – Projectile Ovulation
07 – Lifestalker
08 – Do Not Resuscitate
09 – Your Disposal
10 – Monolith Of Tyrants
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