Yes: Uma das obras-primas do grupo britânico
Resenha - Relayer - Yes
Por Guilherme Costa
Postado em 14 de maio de 2012
Uma das maiores referências do rock progressivo britânico, a banda YES teve seu ápice no início dos anos 70, com os clássicos "Fragile" e "Close To The Edge". Porém, em 1973, com o lançamento de "Tales From Topographic Oceans", uma das mais aclamadas formações do YES teve seu fim com a saída do tecladista RICK WAKEMAN, e o acúmulo de críticas negativas levou muita gente a acreditar que o YES tinha saído de vez do topo.
Mas a contratação do tecladista egípcio naturalizado inglês Patrick Moraz veio provar para todos que a má recepção da crítica ao disco de 1973, foi apenas um mau momento, e que a banda estava pronta para se renovar. E o resultado disso foi o álbum "Relayer" de 1974.
Obtendo grande sucesso comercial, as críticas, porém, foram diversificadas. Enquanto alguns acusavam a banda de falta de criatividade, outros diziam, porém, que se tratava do melhor disco da banda até então, sendo considerado até hoje como um álbum subestimado. Mas o fato é que "Relayer" evidencia um dos momentos de maior inspiração da banda, que tem mais de 40 anos de estrada e continua sempre se inovando.
Embora o disco se mantenha no formato do imponente "Close To The Edge" (apenas três músicas, sendo a primeira um longo épico), a sonoridade é completamente diferente daquela que o grupo explorou em 1972. Com uma abordagem mais dramática, exploração maior do excelente guitarrista Steve Howe, e a abordagem de temas diferentes sob o inconfundível vocal de Jon Anderson, a banda justifica porque é uma das maiores bandas de rock progressivo, iniciando o trabalho com a música "The Gates Of Delirium", que se destaca por sua complexidade sonora, que se percebe também na faixa seguinte, "Sound Chaser", que, por sua vez, apresenta um rico trabalho técnico, mostrando o melhor de cada um dos integrantes.
Realizando um magnífico desfecho com a bela "To Be Over", a banda liderada por Jon Anderson prova que ainda pode derramar lágrimas dos mais saudosos órfãos das formações de 1972/1973, e que não necessita manter a mesma sonoridade para fazer discos belíssimos que agradam diferentes públicos de diferentes idades. Sendo assim, "Relayer" não é apenas uma marca de capacidade de renovação da banda, mas também uma de suas obras-primas, mostrando porque muita gente guarda essa banda no coração.
Faixas :
1. The Gates Of Delirium (21:50)
2. Sound Chaser (9:26)
3. To Be Over (9:05)
Outras resenhas de Relayer - Yes
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